it takes everything to stand alone; sp
À tarde, teve o primeiro jogo como capitã das Holyhead Harpies e estava satisfeita por ter realizado tudo que propôs. De certo que recusaria o cargo, as preocupações acerca da própria vida eram suficiente para ocupar a mente e deixá-la ansiosa, mas queria experienciar aquilo. Quem sabe se estaria viva amanhã? Por isso, cada vitória se tornava digna de comemoração e chegou no apartamento pensando em quem convidaria para a festa.
A ideia foi adiada devido uma carta cujo remetente era o Ministério da Magia. Pôde sentir o estômago contrair ao ponderar sobre o que poderia estar contido nela. Sentou-se no sofá, exausta após 5 horas de treino, observou Indra se aproximar e tomar lugar no seu colo. Branco, preto e ruivo de olhos amarelos. Igual a avó na versão animaga. O pensamento alentou o coração, quase como se a trouxesse para perto, estava pronta para parar de circular o lacre de cera vermelho com os dedos e abrir a carta.
“O Exmo. Dr. Oliver Pritchett, Juiz da Suprema Corte dos Bruxos, MANDA, a qualquer Oficial da Justiça sob sua jurisdição, que em cumprimento ao presente mandado, que vai devidamente assinado, expedido dos atos nº 455-65.7.18.0302 de Ação Investigativa, dirija-se, nesta cidade e comarca e, sendo aí, proceda à diligência abaixo escrita.
DILIGÊNCIA: Proceda à INTIMAÇÃO de CLEOPATRA KHAN SHAFIQ, residente em Londres, para que compareça perante este r. Juízo, no local, para servir como testemunha em até 24 horas.
O QUE SE CUMPRA, na forma e sob as penas da Lei.”
Largou os papéis na mesa de mármore que ficava no centro da sala, o felino se deitou por cima e a deixou livre para levantar. Depois de respirar fundo continuamente para não sucumbir ao frenesi da situação, optou por tomar um banho quente antes de qualquer movimento. A água parecia ajudá-la a pensar com clareza, sem apelar para ímpetos coléricos e melancólicos. Fluía através da pele morena, tão quente que às vezes saía debaixo da ducha. Entoava o mantra para remoção de obstáculos e atração de prosperidade. Om Gam Ganapataye Namaha. As palavras soavam como cânticos, sua avó dizia que assim era mais fácil para os deuses ouvirem porque vinha da alma e precisava deles agora.
Nem cogitou dormir, queria resolver o quanto antes. Escolheu um conjunto formado por um blazer e uma calça de alfaiataria, e uma camisa de gola alta para diminuir a formalidade. Aparatou direto para o nível 2, receosa de ser vista por algum repórter do Profeta Diário. Foi encaminhada para uma sala taciturna, toda azul escura, onde esperou até a chegada de @nellswvr. “Boa noite.” Arrumou a postura. O tom de voz austero nada remetia à personalidade dela. “Então, o que está acontecendo?” Na posição que estava, questionar passava longe de ser a melhor alternativa, mas a ansiedade não a permitia se conter.











