Os Ninivitas nasceram de uma frustração. Em 2003 eram tão poucas as pessoas que o Tiago Guillul e o Samuel Úria conseguiam arrastar para os seus concertos a solo que urdiram uma estratégia colectiva. Como já usavam os mesmos músicos, resumiram ao mesmo grupo as duas carreiras ignoradas - assim nasceram os Ninivitas. Apesar de manterem o espírito punk, os Ninivitas soavam filarmónicos, certamente à custa da presença surpreendente do oboé do Silas Ferreira, mas também por procurarem um folclore português skazado. Há quem chame à “Sessão de Água de Madeiros dos Ninivitas” uma tentativa muito atrasada de aportuguesar o “Big Pink” dos The Band, naquele estilo estouvado de maquete feita em casa de madeira de Woodstock. Talvez. Há hinos a uma maior taxa de fertilidade, pronúncias dylanescas e persistência de harmonias vocais. É o disco rural de uma banda feita maioritariamente de putos dos subúrbios. Quinze anos depois, esta é o tesouro agora desenterrado pela FlorCaveira. Aqui.









