UFPE - CFCh - Várzea - Recife - Pernambuco
Novembro, 2024
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UFPE - CFCh - Várzea - Recife - Pernambuco
Novembro, 2024
não consigo dormir.
uma noite de cinema com ele
Ontem foi uma noite diferente. Não apenas por ser minha primeira vez assistindo a um filme de terror com alguém (Ele) – e que experiência, socorro... Mas porque algo naquele encontro me marcou de um jeito inesperado.
Marcamos no shopping por volta das 19h. Ele chegou tímido, como sempre, mas logo algo me chamou atenção: Ao invés de sentar de frente para mim, como todo mundo faz(nos encontros que ja tive), ele escolheu o lugar ao meu lado. De cara, sem hesitar. Meu coração acelerou, e eu fiquei ali, curtindo aquela proximidade que eu não esperava sabe? Um detalhe tão simples, mas que significou muito.
Depois de um lanche e um papo leve, subimos para comprar os ingressos. A sessão era por volta das 20h30. Quando entramos na sala, o ar gelado do cinema me fez tremer na hora (risos de desespero). Sem pensar muito, fui aproximando minha mão da dele, meu jeitinho sabe? Ele estava tão quentinho, e eu, morrendo de frio (aproveitei rsrs). Então fiz o que tive vontade, me abracei no braço dele igual quando você é criança e agarra o urso de pelúcia. Abracei do jeitinho que deu, mas abracei ele.
E ele? Ele retribuiu do jeito mais fofo possível. Deitou a cabeça no meu ombro e ficou ali, alguns minutos, como se aquele momento fosse nosso por direito. O cheiro dele... uma mistura de doce de leite com morango (não sei explicar). Naquele instante, pensei: caramba, eu tô com um cara incrível aqui do meu lado, é serio isso?
O filme começou, e, claro, eu quase caí da cadeira em uma das cenas. No desespero, agarrei o braço dele como se minha vida dependesse disso( risos de vergonha). Ele riu, riu muito inclusive, mas sem tirar a mão de mim. Um fofo!
Quase duas horas depois, o filme acabou, e ele, sem que eu precisasse pedir, chamou um Uber para me deixar em casa. Me deixar em casa visse? Haha. Isso me pegou de surpresa, de um jeito bom, porque, sinceramente? Eu não soube fingir costume.
No caminho, "Te Vivo", do Luan Santana, começou a tocar. Sem pensar, comecei a cantar e, num impulso meio bobo, segurei a mão dele. Meu coração disparou, já esperando que ele afastasse... mas, ao contrário disso, ele apenas deixou minha mão com a dele. Eu continuei cantando, como se a música tivesse sido colocada ali só pra gente (será?).
Não falamos muito no trajeto, mas não precisava. A gente se entende no silêncio, no jeito, na presença um do outro sabe?.
Quando chegamos, ele me deixou na porta do prédio mas não subiu. Confesso que me mordi de vontade de chamá-lo, mas respeitei o momento. Ele havia solicitado uber, então eu acompanhei até o portão enquanto ele esperava.
Sério, que noite! Foi como viver um romance de cinema, daqueles que fazem a gente suspirar e pensar: poxa, será que ele sabe o quanto é especial? Mas no fundo tenho certeza que ele sabe sim que é especial.