Não foi o coelhinho da Páscoa que se entregou na Cruz. O sacrifício que me deu vida não foi de chocolate. Foi o meu Jesus que se entregou por mim, e fez jorrar seu sangue puro pra pagar pelos nossos pecados imundos!
Dri

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Não foi o coelhinho da Páscoa que se entregou na Cruz. O sacrifício que me deu vida não foi de chocolate. Foi o meu Jesus que se entregou por mim, e fez jorrar seu sangue puro pra pagar pelos nossos pecados imundos!
Dri
O Resgate (2020)
Sam Hargrave
Filme Favorito
O Resgate - Realidade Cruel - Musica
O Resgate – Realidade Cruel – Musica
Olhei pra traz e percebi quanto tempo perdi Agora aqui por ti declamo meu amor e por favor Não faça desse puro sentimento Um dia se tornar fel ou doce veneno De tanto sofrimento que a vida me ofertou Eu agradeço ao Senhor pela dignidade Embora quem achou que minha derrota na verdade Era a humilhação de te encontrar atrás das grades
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Foi como se você fosse o príncipe encantado das minhas fantasias e, quanto mais o conhecia, mais acreditava nisso. E parte de mim ainda acredita. Você tem tudo que eu sempre quis em um homem.
O Resgate
Amar e ser amado é a coisa mais preciosa do mundo.
O Resgate
Ouviu a risada dele ecoar em sua mente e sentiu seu leve perfume. Ele estava ali com ela… contudo, não estava. E nem nunca estaria de novo. Perceber isso a fez se sentir mais vazia do que jamais se sentira.
O Resgate
As pessoas vêm e vão. Elas entram e saem da sua vida, quase como personagens em um livro. Quando você finalmente o fecha, os personagens contaram suas histórias e você começa outro livro, cheio de novos personagens e aventuras. Então se vê concentrando-se nos novos, não nos do passado.
Nicholas Sparks.
O Resgate - Capítulo 8
Mais tarde naquele mesmo dia, após deixar Camila em casa, Lauren estava sentada no quintal da casa de Dinah e Liam. A carne já estava na brasa e a noite era agradável. Clima ameno, algumas palavras eram trocadas, mas naquele momento apenas o silêncio prevalecia. Entre um gole e outro de cerveja, Lauren olhava para o céu para as primeiras estrelas que apareciam. Enquanto Liam se levantou para mexer na churrasqueira, Lauren pegou sua terceira cerveja e abriu para beber tranquilamente. Lembrou-se que não havia contado tudo sobre o pântano para a amiga e ambas engataram no assunto. Também lhe contou que tinha dado uma carona para a garota do mercado até em casa. Dinah olhava atentamente para a amiga e sorriu de lado.
- Você gostou dela, né? - Dinah interrogou sem pensar duas vezes.
- Eu nem falei nada sobre isso.
- Não precisa, ta estampado no seu rosto, bocó.
- Além disso você não teria ajudado ela com as compras se não gostasse. - Liam se intrometeu na conversa. Lauren revirou os olhos.
- Você não estava olhando a carne, Liam?
- É, ela gosta dela! - Liam virou-se para continuar seu trabalho.
- Vocês estão colocando palavras em minha boca. - Dinah deu um sorriso irônico.
- Ela é bonita? - Lauren arqueou a sobrancelha - Ela também a acha bonita. - Falou com o marido que riu da situação. - E agora? Vai chamá-la para sair? - Lauren quase engasgou com a cerveja.
- Eu - eu não pensei nisso
- Deveria pensar…- Dinah beliscou um pedaço de queijo. - Você precisa sair um pouco de casa.
- Eu fico fora o tempo inteiro...
- Você me entendeu, idiota! Você está ficando velha, Laur. Já ta na hora de se ajeitar. - Lauren fechou a cara.
- Obrigada, Jane. Quando eu quiser ser ofendida já sei onde vir. - Dinah sorriu e deu um tapinha na amiga.
- Por nada, sapa! Sabe que estamos brincando, né?
- Isso é seu jeito de pedir desculpa?
- Talvez...se for, você a chama para sair? - Lauren riu jogando a cabeça para trás. Dinah era bem insistente quando queria. Apesar de tudo, Dinah era uma pessoa gentil, sempre tinha algo bom para falar, depois das brincadeiras, claro. O mundo podia estar caindo, os filhos derrubando tudo, tudo dando errado. Ela não estourava. Ela e Liam faziam o par perfeito exatamente por isso. Lauren tomou mais um gole de cerveja.
- Por que raios vocês estão preocupados com isso? - Lauren indagou.
- Não é óbvio? - Dinah sorriu e abraçou inesperadamente a amiga - Nós te amamos mesmo você sendo um pedacinho do polo norte. - Lauren não pode evitar a risada.
- Está bem, vou pensar no assunto. - Dinah bateu palminhas toda animada, enquanto Liam fez uma dança esquisita de comemoração a beira da churrasqueira.
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Era apenas mais uma manhã normal para Camila e Sofia, as duas passaram a manhã inteira treinando. Camila achou que o acidente poderia causar algo na filha, mas nada prejudicou em seu desenvolvimento. O verão estava batendo na porta e a garotinha ficava concentrada até certa parte do dia, antes da casa ficar quente por causa do clima abafado.
Camila havia entrado em contato com Simon, pedindo para fazer turnos extras e na noite seguinte começaria a trabalhar praticamente todas as noites.
Durante parte do seu dia Camila se pegou pensando em Lauren. O fato de esbarrar nela no dia anterior tinha feito uma bagunça em sua mente.
Ela sabia que Lauren a achava bonita, tinha experiência suficiente para decifrar aqueles olhares. Havia algo diferente na forma como ela olhava para Camila, ela apreciava isso e se sentia satisfeita. Ao mesmo tempo tinha medo de se aproximar demais e acabar se apaixonando e machucando. Se tinha algo que havia aprendido com sua mãe era que ‘Na vida você vai conhecer pessoas que sempre lhe dirão palavras bonitas, coisas certas em momentos certos. Mas no final você deve julgar apenas as ações, são as ações e não as palavras que importam.” Até agora Lauren tinha ido muito bem, tanto com ela quanto com Sofia. Por que ela era tão boa? Bem, essa pergunta Camila não conseguia responder. Mas o modo como ela olhava para Sofia, como parecia se importar com a garotinha, como oferecia ajuda sem esperar nada em troca, era incrível.
Nos últimos anos Camila tinha passado a julgar as pessoas pela forma como elas tratavam Sofia. Alguns antigos colegas se aproximavam e quando viam o problema da garota passavam a ignorar a pequena, Camila não queria eles perto dela. Antigos casinhos não entendiam o problema de Sofia, sempre perdiam a paciência e reclamavam que Camila dedicava muito tempo para a garota. Mas Lauren era diferente. Ela olhava para Sofia de forma diferente e Sofia gostava dela. Ações….Lauren tratava Sofia como uma criança normal. Isso a encantava.
Enquanto Camila ainda pensava em Lauren ouviu o barulho de um carro entrando pela estrada de pedras, era Clara. A mulher mais velha estacionou em uma pequena sombra e foi em direção a Camila que já acenava de dentro da casa. Foi até a porta e sorridente recebeu a amiga que fizera há poucos dias.
As duas conversaram sobre coisas do dia - a - dia. Como estavam...o que andavam fazendo..Enquanto isso Sofia brincava no quintal. As bonecas em cima de um grande lençol, ao lado uma bacia, era um parque aquático de bonequinhas.
As duas tomavam um chá que Camila havia preparado e sorriam das conversas.
- Sua mãe costumava fazer brincadeiras assim. - Clara disse de repente.
- Minha mãe? - Camila perguntou surpresa.
- Sim. Sinu sempre foi bem criativa e bagunceira - Ambas riram. - Ela era uma mocinha às vezes, mas também era um moleque. - Camila riu mais ainda. - Ela costumava caçar sapos com os garotos, xingava como um pescador e até se meteu em algumas brigas.
- É mesmo?
- Ora Camila, tem muita coisa que você não sabe sobre a dona Sinu. - Clara estreitou os olhos e olhou para o horizonte, lembrando do seu passado. - Às vezes nós andávamos pela beirada do rio sobre as coisas espinhentas, sua mãe nem mesmo usava os sapatos, tinha os pés resistentes. Ela andava para todo lugar descalça, a não ser na igreja, escola ou algum encontro com um dos meninos. - Camila riu quase sem acreditar - Nós éramos praticamente vizinhas, eu morava descendo a estrada. Vivíamos juntas.
- Por que ela não manteve contato depois que mudou? - Clara ficou em silêncio por alguns segundos.
- Eu demorei para entender, mas acho que foi a distância. Depois ela se apaixonou e se mudou para Edenton novamente. Ele era uma péssima companhia, seus avós nunca apoiaram, mas dizem que com o tempo ele mudou. No começo ele tinha um poder enorme sobre sua mãe, até ela entender que deveria segurar as rédeas também.
- Meu pai era tão ruim assim?
- Não, esse não era seu pai. Ela terminou com ele depois. Seu pai era um ótimo homem, mas eu sabia disso apenas pelos seus avós. Nunca o conheci, perdemos de vez o contato. Nem pro casamento ela me chamou.
- Lamento… - Clara tomou um gole de chá.
- Óh não! Não precisa se lamentar. Não foi culpa sua e, às vezes, acho que nem dela. - Houve uma pausa enorme. - Sabe, eu vejo muito dela em você. - Camila sorriu fraco e tomou o seu chá. - Mas vou parar de falar, to parecendo um papagaio. Fale sobre você.
- Sobre mim? Não tenho nada de interessante.
- Comece contando porque veio para essa cidade.
-Alguns motivos...Sofia...vida mais fácil..não sei ao certo. Já lhe disse do problema de Sofia, né? - Clara assentiu. - Bem, ela tem dificuldade em processar o som e se expressar. Ninguém sabe ao certo por qual razão, mas é difícil para ela entender a linguagem. Dizem que parece com dislexia, só que tem a ver com o processamento de sons. Meio que mistura tudo. É como se ela tivesse escutando tudo em outros idiomas. Não sei dizer se o problema está na conexão do cérebro com o ouvido, ou no cérebro mesmo. Até hoje ninguém soube me falar com certeza. No início os médicos achavam que ela era surda. - Camila riu e passou a mão no cabelo. - Passei semanas indo com ela em especialistas e nada foi encontrado de errado na garganta, ouvido, nariz. E quando tiveram a certeza que ela ouvia falaram que era Autista. Fiquei com esse diagnóstico por 1 ano e meio, um ano difícil. Depois falaram sobre Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, que na verdade é uma parte do autismo porém menos aguda. Depois simplesmente disseram que ela era Retardada e completando Transtorno de Déficit de Atenção. Esse foi o último diagnóstico até hoje.
- Deve ser bem difícil…
- Você nem imagina. Sempre falam algo horrível sobre sua filha, é sempre uma bomba, você tem que engolir tudo aquilo, estudar, tentar ajudar e quando está familiarizada eles mudam e tudo recomeça.
- E o pai dela?
- Pai? Sofia nunca teve pai. - Camila riu sarcasticamente. - Eu não planejei engravidar, foi apenas um ‘ops, não usei camisinha’ e aí ela nasceu. Ele nunca telefonou para saber da garota, nunca ajudou com nada. Não se importa. - Camila fez uma pausa e respirou fundo. - Depois que Sofia nasceu eu parei de dar aulas. Mamãe morreu e eu teria que dedicar todo o meu tempo para minha filha. Eu passava o dia inteiro com ela nos médicos. Com o passar do tempo o dinheiro foi acabando, a casa que herdei eu não consegui vender e as coisas foram ficando cada vez mais difíceis. Então resolvi me mudar. Pelo menos não pagaria aluguel.
- Você é uma excelente mãe, Camila. Poucas pessoas se sacrificariam tanto. - Camila observou sua filha brincando no quintal.
- Só quero que ela melhore.
- Mas pelo que você disse ela está.
- Sim! Mas ainda tem dificuldades para falar.
- Ora..Albert Einstein também tinha e se tornou o maior físico da história.
- Jura?
- Acredite, é verdade! Leio muita cultura inútil. Coisa de velha sem o que fazer. - O silêncio tomou conta novamente. - Bem, você trabalha para o Simon né? - Camila assentiu. Ele nunca falou dos filhos? - Camila riu.
- Ele fala todos os dias. Se orgulha dos garotos.
- Certeza que já tentou jogar um deles para você. - Camila riu, apenas confirmando o comentário de Clara. Sofia vinha em direção às duas, passou a mão na barriga olhando para mãe.
- Está com fome, querida? - A garotinha assentiu. - Quer almoçar com a gente, Clara? - A mais velha olhou em seu relógio.
- Infelizmente não posso, tenho uma reunião sobre o festival desse final de semana.
- Festival?
- Sim. É um evento anual. Espero que você vá.
- Eu não tinha pensado…
- Você sempre por fora dos eventos, hein.
- Nem me fale..
- Então...deveria ir. Sofia iria amar. Tem comida, competições, parque de diversão - Camila pensou nos gastos que isso traria.
- Não sei se poderemos. Eu trabalho a noite.
- Ah, mas você não ficaria muito tempo. Apareça na parte do dia, eu adoraria te apresentar para alguns amigos. - Camila não respondeu. - Apenas pense, okay? - Clara pegou sua bolsa e Camila a acompanhou até o carro.
- Obrigada por ter vindo. Foi ótimo conversar com um adulto.
- Eu amei. - Se inclinou para abraçar a mais nova. - Pode convidar mais vezes. - Ligou o carro e já ia partir quando se lembrou de algo. - Sabe, Lauren estará no festival. - Camila olhou atentamente sem mostrar entusiasmo. - Ela vai jogar vôlei de areia contra algumas moças da polícia.
- Ah é?
- Sim! Elas irão jogar às três. Se quiser ir, me procure, estarei na arquibancada sendo a fã número 1. - Camila apenas riu. Clara começou a se afastar e acenou para a mais nova com um sorriso enorme no rosto. Camila também sorriu e a ideia de ir ao festival ficou martelando em sua cabeça.