Percebi que a nossa fachada, nossa pequena canção e dança que todos fazemos, fundamenta-se na tentativa de evitar a instabilidade que permeia nossas vidas.
Pema Chödrön, in “O Salto”

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Percebi que a nossa fachada, nossa pequena canção e dança que todos fazemos, fundamenta-se na tentativa de evitar a instabilidade que permeia nossas vidas.
Pema Chödrön, in “O Salto”
Somos uma mistura de agressão e de gentileza amorosa, um coração empedernido e uma receptividade suave, uma mente tacanha e uma mente aberta pronta a perdoar. Não temos uma identidade fixa, previsível que faça com que alguém diga “Você sempre foi assim. Você sempre foi igual”. A energia da vida nunca é estática. É variável, fluida e mutável como o tempo. Algumas vezes gostamos de como estamos nos sentindo, outras não, e vice-versa. Existe uma contínua alternância de felicidade e tristeza, conforto e desconforto. Isso acontece com todas as pessoas.
Pema Chödrön, in “O Salto”
Quando nos defrontamos com a dificuldade da situação dolorosa em casa, no trabalho, na prisão, na guerra, onde quer que seja, nossa perspectiva com frequência fica muito reduzida, até mesmo microscópica. Temos o hábito automático da introversão. Ao reservar um instante para olhar o céu ou alguns segundos para sentir a energia fluida da vida, passamos a ter uma perspectiva maior — a de um universo vasto, onde somos um ponto minúsculo no espaço, e que o espaço sem fim e sem início está sempre à nossa disposição. Assim, poderemos entender que nossa situação difícil é passageira e que temos a escolha de fortalecer nossas reações habituais ou nos libertarmos.
Pema Chödrön, in “O Salto”
Depois que reconhecemos como agimos, como somos fisgados e nos deixamos levar pelos acontecimentos, é difícil ser arrogante. Esse reconhecimento sincero o suaviza, o faz se sentir humilde no bom sentido. Também começa a lhe dar confiança em sua bondade essencial. Quando não estamos cegos pela intensidade de nossas emoções, quando abrimos um pouco de espaço, uma chance para um intervalo, ou fazemos uma pausa, naturalmente saberemos como agir. Começamos, em razão de nossa sabedoria, a seguir em direção ao relaxamento e à coragem. Devido à nossa sabedoria, aos poucos paramos de fortalecer hábitos que só causam mais dor ao mundo.
Pema Chödrön, in “O Salto”
A mensagem aqui é que a única maneira de aliviar nossa dor é vivenciá-la totalmente. Aprender a não se esquivar. Aprender a conviver com o desconforto, aprender a viver com a tensão, aprender a coexistir com a sensação desagradável de ansiedade da 'shenpa', para que a cadeia de reação habitual não continue a governar nossas vidas, e os padrões que consideramos inúteis não se fortaleçam cada vez mais à medida que os dias e meses passem.
Pema Chödrön, in “O Salto”
Disco de estreia dos Sangue Suor já disponível nas plataformas digitais e em formato vinil
Chama-se O Salto e, mais do que um disco, é um convite para um mergulho no desconhecido. A edição que firma o encontro entre três bateristas com percursos singulares no quadro da música portuguesa de hoje – Rui Rodrigues (At Freddy’s House, OSSO, Angela Polícia), Susie Filipe (Moonshiners, SIRICAIA), Ricardo Martins (Pop Dell’Arte, Jibóia, Filho da Mãe) – ficou disponível no dia 21 de Abril em…
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As ondas de vaidade inundaram os vilarejos e minha casa se foi como fome em banquete.
Trecho da música “O Salto”.
< letra completa aqui: https://www.letras.mus.br/o-rappa/79786/ >
“Não temos como saber se vai dar certo – o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão –, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto”.
– Antonio Prata