CAPÍTULO XII - O DESENROLAR...
Os dias se passaram, tudo estava perfeito, como de costume, eu não tinha outra palavra para descrever esse momento da minha vida. Sabe, eu sempre tive uma dúvida, é o amor que nos faz sentir essa insegurança, esse medo, essa agonia, essa adrenalina, essa paranoia? Quando começamos a aparecer juntos, parece que todos os olhares se voltaram para a gente, me causava tonturas, toda essa atenção indesejada e todos esses olhares curiosos. Estava paranoica ao ponto de achar que a Clarissa, minha melhor amiga, estivesse com ciúmes de mim. Agora eu vejo que todas aquelas minhas dúvidas iniciais, realmente só tinham uma resposta, o amor. Eu estava louca, eu admito, não tenho vergonha de ser sincera com meus sentimentos, estava louca por ele, só pensava nele e isso me amedrontava, muito mais do que demonstrava. Não dizem que ninguém precisa saber da nossa dor? Estava seguindo essa teoria e estava dando certo, até que a Clarissa começou a se apresentar pra mim de outra forma, eu comecei a perceber de verdade as coisas, eu abri meus olhos...















