— Vencer pelo cansaço? É isso o que você quer? — O assassino disse enfiando o dedo na feria de Leonor, movimentando-o dentro. Ela respirou rápido e profundo, franziu o cenho e trancou os dentes novamente; balançava a cabeça negativamente para afugentar a dor que invadia seus pensamentos, ou pra tentar pelo menos. — Engraçado isso, já que temos todo o tempo.
— É... Isso... Que te satisfaz? — A dama dos disfarces fala entre um falhar de respiração e várias palpitações. Agora ela entendeu.
— Pelo menos burra você não é. — Oliver sorri, observa com carinho aquele sangue em seus dedos, o passa nas pequenas, quase invisíveis, cicatrizes dela. Enquanto o sangue se misturava com várias histórias a serem esquecidas, ela fechava os olhos tentando relaxar, sentir o toque dele.
— Você deve pensar que é o único, não? — Ela, que respirava rapidamente, disse tentando formar um sorriso desdenhoso nos lábios.
— Não tão seja estúpida. Terei que retirar o elogio que fiz antes? É isso? — Leonor rola os olhos. Agora ela estava se acalmando (e distraindo ele), conseguia aos poucos voltar ao controle.
— Deve ser ruim ser sozinho... Pensar que é um animal em extinção... Você não para pra pensar nisso não? — Como ele não respondeu, ela continuou: — Bem, acho que você acaba de encontrar sua Eva.