{It’s too cold outside for angels to fly}
Nathan não sabia a última vez que tinha estado em algum lugar tão barulhento. De um lado, o rugir das chamas, do metal rangente, do caminhão bombeando água, dos bombeiros chamando uns aos outros ao resgate. Do outro, os repórteres, os curiosos, os familiares. Ao redor dele, a área de primeiros socorros, se enchendo rapidamente, apesar das diversas ambulâncias fazendo viagens o mais rápido possível até o Nightingale.
-- Por favor. -- Uma das pacientes, em choque, dizia. -- Por favor, por favor, por favor...
Os paramédicos estavam ocupados checando sinais vitais, distribuindo cobertores e limpando queimaduras, de forma que Nathan se encontrou de frente para a mulher. Ele se abaixou de frente para ela até ficar de frente para seus olhos vidrados.
-- O que você precisa?
Ele perguntou, segurando os ombros dela com cuidado. Ela olhou assustada para ele antes de murmurar:
-- Meu filho... Por favor.
O coração de Nathan se apertou instantaneamente.
-- Que idade ele tem?
A mulher não respondeu, continuando a repetir: por favor, por favor, por favor.
Nathan buscou entre os feridos, mas as crianças encontradas tinham sido as primeiras a serem levadas. O chamaram para ajudar com uma atadura, depois com uma limpeza nos olhos, depois para ajudar na ventilação de uma estudante, mas ele continuava pensando na criança.
Ele soube que o bebê tinha sido encontrado quando ouviu a mãe gritando. Os paramédicos mais próximos correram para segurar a mãe, que lutou contra eles. Ele correu para onde o bebê estava. Era tão pequeno que Nathan teve medo que caísse da prancha onde estava sendo trazido pelos bombeiros. Estava respirando de forma irregular, ensaiando um choro e sendo interrompido toda vez. Nathan fez sinal para os bombeiros para levarem-no direto para a ambulância.
***
Nathan mal esperou a ambulância parar no estacionamento para abrir as portas e praticamente saltar para fora, apertando o respirador ritmicamente para mantê-lo respirando. Por sorte, @olivsch já estava esperando nas portas da emergência e ele imediatamente começou a repassar as informações que conseguira.
--De acordo com a lista de passageiros, tem oito meses. Na hora do impacto, ele caiu dentro da cesta e a cesta ficou presa em uma árvore, depois caiu. A respiração está irregular, tosse e traços de sangue na boca. Índice de oxigênio baixo. Suspeito alguma costela quebrada, talvez tenha atingido o pulmão. Batimentos irregulares, baixando cada vez mais. É bom chamar um time de cirurgia.












