The New York Times - Dia 3
Genebra, 17 de novembro de 2019
Clara Teresinha
ACNUR debate triagens para acolhimento e direcionamento de refugiados LGBT+
Nações buscam formas de realizar as triagens sem causar desconforto na comunidade de asilados
O The New York Times realizou, neste domingo (17), uma coletiva com representantes do México e da República do Líbano no Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). As nações presentes discutiram a respeito da criação de zonas de triagem, que seriam responsáveis por acolher temporariamente os asilados e direcioná-los ao melhor destino de acordo com seu perfil. O Times questionou como as triagens seriam realizadas sem prejudicar o bem-estar dos refugiados e sem causar qualquer tipo de desconforto ou invasão a privacidade.
¨O objetivo é que a equipe de profissionais das triagens receba um bom treinamento para saber lidar da melhor forma possível com essa comunidade, sempre sendo compreensível e buscando entender a história de cada asilo, dando sempre o tempo e o espaço necessário, para posteriormente encaminhá-lo a um destino adequado¨, explicou a representante da República do Líbano. A constituição libanesa, assim como de outros países presentes na ACNUR, considera crime as relações homoafetivas, fato este que preocupou os delegados do comissariado. Foi decidido que, dentro do local de triagem, a legislação do país não estaria vigente, sendo delimitada uma zona internacional que visa o bem-estar do refugiado.
Outra problemática de destaque foi a separação do refugiado de sua família quando o mesmo precisa buscar asilo em outra localidade. O representante do México relatou que o assunto ainda será discutido, mas apontou: ¨Reconhecemos que não existem somente as famílias consideradas hétero-normativas, sabemos dos vários tipos existentes e queremos vê-las unidas. Iremos utilizar todos recursos possíveis para que toda comunidade interacional veja isso.¨












