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I LOVE THIS FUCKING SONG!!!!
Por fin salió algo bien!! #México #mexicanguy #mexvsusa #ch14 #pa22 #op19 (at Mexico City, Mexico)
19. Fim de Contrato.
Ele pisava forte e bufava alto. Cego de raiva, de frustração, de ciúme, de loucura. Como ela era capaz de dizer algo assim, depois de ter-lhe prometido exatamente o contrário, depois de ter chegado ao clímax quatro vezes em seus braços! Tudo bem, ele não fora exatamente um cavalheiro com ela, mas ela pedira, não pedira? Ele lhe deu opções, tudo o que ele fizera fora provar a ela mesma que eles eram perfeitos um para o outro, que se desejavam, que se encaixavam. Trombou de ombros com um dos garçons da festa, sequer percebera quando o franzino trabalhador, ao esbarrar no corpo forte do ruivo, vacilou no equilíbrio da bandeja e derrubara as taças de champagne que levava consigo. Ele não via nada ao seu redor, tudo o que conseguia ver era o rosto de Hermione, lhe encarando com fúria nos olhos. Alcançou os jardins do evento com grande alívio, recebendo de bom grado a lufada de ar fresco que corria do lado de fora, inspirou fundo e caminhou de volta para seu carro, a cada passo que dava, o aperto em seu coração aumentava, a vontade de voltar e obrigar Hermione a vir com ele ameaçava enlouquecê-lo. Deu a volta no automóvel, apoiou-se em sua lateral, buscando ar e juízo, quando seu aparelho celular vibrou em seu bolso. “Alô” – Atendeu com a voz arrastada. “Rony! Tenho novidades!”
Hermione lavou o rosto demoradamente depois que Rony se foi. Deixou a água gelada da torneira escorrer por seu rosto e pescoço, tentando esfriar os ânimos. Aquele homem a enlouquecia por completo e não era apenas sexualmente, ele literalmente a deixava louca! Passou a mão pelos cabelos, tentando arrumá-los, mas era impossível que eles ficassem como estavam antes da intervenção de Rony. Mirou-se no espelho e aprumou-se no vestido, sairia dali direto para casa, certamente o olhar interrogativo das pessoas a desconcertaria demais e seu futuro emprego poderia estar arruinado. Além disso, não conseguiria olhar ninguém nos olhos com a lingerie completamente destruída. Inspirou e espirou algumas vezes antes de sair do banheiro, a cólica estava lhe torturando, só a esqueceu realmente quando estava nos braços dele... Mas, era melhor não pensar mais nisso. Não. Precisava tirá-lo da cabeça, do coração, precisava de um banho. Cambaleou até as portas duplas do salão de festas, cumprimentou algumas pessoas de longe, com acenos vagos, não se importava mais com as regras de etiqueta, dane-se não ter se despedido de ninguém. Quem se importa? Caminhou pelo caminho que levava à saída, um pequeno caminho de pedra ladeado por cercas vivas, ali, próximo à entrada para o evento, ouviu um par de vozes, ambas familiares.
“Por Deus, mulher! Controle-se!” Hermione parou de imediato, reconheceu aquela voz com facilidade, quase se casara com aquela voz, por um momento achou que ele estava falando com ela. “Mas, estão me vigiando Cormack! Você tem que me ajudar!” E a segunda voz fez o estômago de Hermione dar uma volta completa, ela teve vontade vomitar outra vez. Tinha a impressão de conhecer aquele tom de voz enjoativo, mas não conseguia se lembrar exatamente da onde. “Eu não tenho nada a ver com isso!” “Como assim, não tem nada a ver com isso!?” – A voz da mulher tilintou de indignação, Hermione andou o mais demoradamente que conseguiu, podia ver as cabeças do outro lado da cerca viva, apenas a ponta das cabeças, eles conversavam bem próximos um do outro, aos cochichos. Não queriam ser vistos juntos, muito menos ouvidos, isso era muito claro. Mas, porque? Ela aprumou os ouvidos, antes estava intrigada, agora era pura curiosidade e uma pequena pontada de intuição que dizia que ela deveria ouvir o que estava sendo dito ali. “Isso tudo foi idéia sua, seu hipócrita! Você me passou o telefone dele, você me avisou quando eu teria que ligar, você até disse o que eu tinha que dizer! Eu nunca nem ouvi falar de Ronald Weasley...” – O peito de Hermione comprimiu e seu estômago afundou vertiginosamente, ela se apoiou na cerca viva, segurando-se para não cair – “Até você chegar com essa proposta idiota e agora que a polícia está atrás de mim você vem dizendo que não tem nada a ver com isso! Eu exijo o mínimo de proteção, não ficarei sozinha! Não irei presa!” “E do que eles vão te acusar? Trote?!” – MacLaggen rebatia, nervoso. “Você nem mesmo parece um advogado! Talvez eu deva procurar alguém mais profissional!” – A outra debochou. A outra. July. Devia ser ela. Tinha que ser ela.
“Vocês o quê?” “Encontramos! Nós a encontramos! A autora da ligação misteriosa! Eu sei onde você pode encontrá-la!” – A voz de Percy vinha animada pelo alto-falante do telefone e combinava com as batidas de coração de Rony, que pulava com uma esperança empolgante. “E o que está esperando, dê-me o endereço!” – Rony mandou, ansioso. “Ouça” – Percy parou um instante para respirar – “Nós a seguimos até certo ponto hoje, eu sei para onde ela foi, mas não posso tocar nela, não tenho uma acusação formal... Então, você terá que se virar...” “Certo. Certo” – O outro rebateu com impaciência. Ele resolveria isso hoje, mesmo que tivesse que arrastar a tal mulher pelos cabelos até Hermione e a obrigasse a contar a verdade para ela. “Há um evento acontecendo, de um grupo de advocacia...” Rony arregalou os olhos, sem ar, o coração deu uma guinada na batida, ele olhou rapidamente para a fachada do prédio, onde um banner balançava tristemente com a brisa noturna. “O Grupo Grint?” “Sim, este mesmo!” “Você está de brincadeira...” “O quê?” “Eu estou saindo dele agora mesmo...” – Ele mal podia acreditar. “Então volte agora mesmo, meu irmão! A mulher refugiou-se nessa festa, eu garanto!” “Deus! Obrigado, Percy, realmente obrigado” – Rony não conseguia conter o sorriso de satisfação. “É para isto que serve a família, não é?” – A risada do irmão soou fraca e metálica no telefone – “Vá resolver sua vida, irmão. Eu tenho que ir, uma ocorrência grave, acabei de receber a informação...” “Certo! Obrigado.” – Ele repetiu, extasiado – “Não o atrapalharei mais! Eu te mando notícias!” “Promete?” – Mas a pergunta saiu irônica e Rony nunca a respondeu, encerrou a ligação, guardou o aparelho no bolso e correu de volta para a festa.
Rony voltou à entrada da festa, correndo e derrapou nas pedrinhas quando encontrou Hermione bem no meio do caminho, pálida, com os lábios esbranquiçados, apoiada à sebe alta. Ela o viu e eles trocaram um olhar prolongado, ela parecia fraca, parecia pedir colo, ele se adiantou, estranhando encontrá-la assim, tão vulnerável, Hermione parecia prestes a chorar, ela estendeu os braços para frente, na direção dele, tentou dar três passos, mas suas pernas fraquejaram, Rony arregalou os olhos, abismado quando os olhos cor de mel de Hermione reviraram e ela despencou em direção ao chão. “Hermione!” – Num movimento rápido, ele a amparou nos braços antes que ela caísse de fato, estatelada na pedra – “Hermione? Mione? Olhos de Mel?” Mas, ela não respondeu, apenas continuou mole em seu abraço, com a cabeça pendendo pra trás e os braços balançando. “Deus do Céu!” “O que está acontecendo?”
Ele olhou para cima, MacLaggen estava parado bem perto de onde estavam, na companhia de uma mulher que Rony nunca vira na vida, ela se afastou aos poucos, escondendo-se nas sombras, era realmente bem bonita, mas não lhe chamou muita atenção, tudo o que lhe importava agora era tirar Hermione dali, levá-la ao médico mais próximo. Reuniu suas forças, não para trazê-la no colo, mas sim para afastar-se de Cormack sem desfigurar-lhe a cara. “Estou falando com você, seu brutamontes!” – Ouviu MacLaggen dizer às suas costas, seu corpo inteiro se retesou – “O que aconteceu com Hermione.” “Saia daqui, MacLaggen!” – Rony a deitou no chão cuidadosamente, rosnando baixo . “Eu já levei essa mulher pra cama, sabia?” – MacLaggen, munido de uma coragem irracional, bradou, se aproximando – “Eu tenho direito de sa...” O resto da frase foi abafada pelo punho fechado de Rony que tampou a boca escancarada de MacLaggen bem em cheio, o homem recuou e não foi capaz de segurar o próprio peso do corpo, desequilibrou e caiu sentado de costas na pedra, segurando a mandíbula deslocada e o nariz ensangüentado. Rony se ergueu, bufando pelo nariz, furioso, com Hermione novamente em seus braços. “Nunca mais toque na minha mulher, McLanche! Nunca mais chegue perto dela, nem sequer fale com ela! Para o seu próprio bem, é melhor que você nem pense nela, porque se eu tiver conhecimento de que algum pensamento seu em relação a ela não for de meu agrado, um soco na cara vai ser a menor das sua preocupações” – Com um impulso, puxou o corpo de Hermione mais para cima em seu colo e deu às costas para MacLaggen e rumou para seu carro outra vez, rezando intimamente que Hermione estivesse bem e ainda pudesse ser socorrida.
Ele estava andando de um lado para o outro no corredor da sala de espera, o que pareciam ser horas. Não conseguia simplesmente ficar sentado como um cachorrinho amestrado esperando para receber noticias. Hermione chegara pálida, a respiração anormal e sangrava. Logo que viu a mancha de sangue no vestido ele ficou desesperado, achou que seu ataque de loucura no banheiro poderia ter resultado em algo grave para ela, mas logo que chegou ao hospital, fora tranqüilizado por sua amiga enfermeira, que lhe garantiu que aquilo não passava de mais um ciclo menstrual. Luna, a enfermeira, fora colega de escola de Rony e tentou tranqüilizá-lo, mas só aquilo não fora suficiente para garantir sua paz de espírito enquanto aguardava.
Quando a médica finalmente apareceu, Rony já estava uma pilha de nervos, quase fazendo um belo buraco no meio do corredor e deixando as outras pessoas na sala tão nervosas quanto ele. “Senhor Ronald Weasley?” Ela chamou com a face carrancuda de que não tinha muita paciência para acompanhantes nervosos. “Sim, sou eu. Onde ela está? Como ela está? O que aconteceu com ela?” Rony estava tão nervoso que tropeçou nas palavras quase intercalando-as.
A doutora Pomfrey arqueou uma sobrancelha. Estava mais do que acostumada aquelas cenas. “Em primeiro lugar senhor, tente se acalmar. Assim poderemos conversar.” Rony respirou fundo, tentando conter em vão a vontade que tinha de sacolejar aquela mulher até que ela lhe dissesse sem rodeios o que Hermione tinha. Por isso fechou os punhos uma tentativa desesperada por controle. “Desculpe.” Ele disse quase num sussurro. “A senhorita Granger está ótima. O desmaio nada mais é que conseqüência do estresse ao qual ela vem sendo submetida.” Ele suspirou.
“Sim, compreendo. Ela realmente passou por muito estresse no ultimo mês e ainda mais hoje.” “Sim, portanto, não há com o que se preocupar. A recuperação incluirá apenas repouso, tranqüilidade e boa alimentação. Evite aborrecimentos a ela o máximo que puder, pelo menos pelos próximos dois meses. Em breve ela estará nova em folha e pronta para outra.” Ele sorriu tristemente. Havia deixado July Brown escapar, pois não tivera tempo de encontrá-la na festa. Será que Hermione deixaria que ele cuidasse dela? Especialmente depois daquela cena no banheiro? “Farei o que puder doutora.” “Perfeito senhor Weasley. Sua namorada receberá alta em meia hora.” Acenando com a cabeça, a doutora se despediu e fez menção de sair, mas antes que ela fosse, Rony lembrou-se de algo. “Doutora espere.”
Ele aproximou-se da mulher, meio receoso em não parecer tão paranóico, mas algo dentro de si lhe pedia que falasse diretamente com a médica, apesar de Luna ter-lhe tranqüilizado em relação a Hermione. Mas ele só ficaria em paz se ouvisse da doutora Pomfrey que ela estava bem. Madame Pomfrey olhou-o com cara de poucos amigos. “Sim senhor Weasley?” “Doutora, eu sei que a enfermeira Lovegood já me falou que está tudo certo, mas... Estou preocupado com o sangramento que vi...” Doutora Pomfrey estreitou os olhos. “É o ciclo menstrual dela senhor Weasley. Por que está tão preocupado? Há algo que eu deva saber? A senhorita Granger sofreu algum tipo de...” – ela pareceu buscar palavras – “Abuso?” Rony sentiu as palavras amargarem na boca ao lembrar de como ele a obrigou a fazer amor no banheiro...
“Na verdade...” Ele parou. O que diria? Que a havia estuprado? Mas não era verdade, afinal apesar de ter sido grosseiro e rude, e até, mesmo egoísta, ela adorou cada segundo e ele ainda podia ouvir a voz rouca e excitada dela ecoando em seus ouvidos. "Rony... Por favor...." Resolveu mascarar os acontecimentos. “Na Verdade nós... Nós... tivemos...” “Sexo?” – a mulher completou impaciente. Ele corou. Raramente corava. “Sim, mas... Nós... excedemos... alguns limites... foi meio...” Ele gaguejava e aquilo definitivamente irritava Pomfrey.
“Selvagem?” – a mulher completou mais uma vez. Impossibilitado de falar, ele apenas assentiu. “Houve algum tipo de violência? São adeptos do Sadomasoquismo?” Rony arregalou os olhos perplexo com a naturalidade com a qual ela fez a pergunta. “Não! Claro que não. Nós apenas... Apenas foi mais intenso... e mais demorado que o normal, só isso.” A Mulher arqueou a sobrancelha e depois esboçou um sorriso que não expressava nada.
“Certo, certo, compreendo. Não há com o que se preocupar senhor Weasley, sexo é natural e saudável. Eu sei que a maioria dos pais de primeira viagem ficam assim, paranóicos com o fato de acharem que a criança sente algo durante o ato sexual, mas isto é mito, então não se preocupe. O sangramento é devido a menstruação dela, nenhuma... brincadeira mais empolgada faria aquilo. Sua mulher e seu filho estão ótimos.” Foi um choque. Uma descarga de mil volts que o deixou pálido, paralisado, sem respiração. “C-Como é?” Foi tudo o que ele conseguiu balbuciar, a voz era quase uma respiração. O coração dele bata tão forte, tão forte que ele achava que iria sair. “F-Filho?”
“Você não sabia?” A mulher perguntou surpresa e preocupada com a palidez de Rony. Mas ele ainda estava digerindo as primeiras informações. “F-filho? Você disse filho? Hermione... eu vou ter um filho?” Ele encarava a mulher como se visse um et. “Ah! sim, compreendo. Você não sabia. Então sua namorada também não deve saber.” – ela falou como se falasse consigo própria. – “Ela ainda está dormindo.” Rony parecia fora de órbita. Hermione esperava um filho. E claro que era dele, obvio que era, não havia qualquer duvida sobre isso. Ela esperava um filho dele. “Ela esta mesmo esperando um filho?” Pomfrey rolou os olhos.
“Sim senhor Weasley, ela está grávida de seis semanas.” Um filho. Um filho para coroar todo aquele sentimento lindo que descobrira ter por ela. “Mas... ela... o sangramento...” “Sim, sim. Algumas mulheres menstruam normalmente nos primeiros meses de gravidez e por isso, muitas vezes demoram a descobrir a condição de gestantes. Isto deve ter ocorrido com vocês.” Rony ainda estava paralisado. Emocionado e horrorizado. Hermione estava grávida e horas antes ele havia feito amor com ela com uma brutalidade sem tamanho. E se tivesse feito mal ao seu filho? A constatação caiu como uma pedra em seu estomago. “Tem certeza que eles estão bem? Certeza absoluta? Os dois.” A mulher rolou os olhos mais uma vez.
“Sim senhor Weasley, estão perfeitos. Precisam apenas de paz e tranqüilidade. “ “Certo.” – ele disse ainda aéreo. “Quer dar a noticia a ela?” – perguntou a mulher. “Quem? Eu?” Pomfrey bufou. Anos de universidade para chegar ali e agora ela era obrigada a alfabetizar um pai de primeira viagem. “Não senhor, o coelhinho da páscoa. Colabore senhor Weasley, eu sei que deve ter sido um choque, mais eu tenho mais seis pais histéricos para atender hoje.” “Mas o que eu digo pra ela?” A mulher irritou-se.
“Que tal algo como, “Oi amor, você está grávida”?” Ela disse sarcástica. “Pense em algo, ou se preferir eu mesma digo.” Só de imaginar aquela mulher sisuda entrando no quarto e dizendo "Oi, você está grávida, tchau...” Não, não era assim que ela merecia saber. “Eu conto... eu conto...” – ele disse nervoso. “Ótimo. Passe bem senhor Weasley.” E sem lhe dar chance de perguntar mais nada, ela saiu.
Ele se encaminhou para o quarto onde ela estava com a cabeça cheia. E agora? Ele não tinha pego July Brown e não pôde fazê-la confessar. Ele nem tinha se desculpado pela maneira como usara Hermione naquele banheiro, em vez disso mandou-a procurar MacLaggen. Deixara-a sozinha. E se ele não tivesse voltado? O que teria acontecido a ela? MacLaggen estaria lá agora bancando o pai do seu filho? O remorso e o medo o corroíam. Como pediria Hermione em casamento agora? Do jeito que ela gostava de ver o lado pratico das coisas, era capaz de pensar que ele só queria se casar pela criança. O filho deles... Bom, de um jeito ou de outro teria de pensar em algo. Por que teria seu filho e a mãe dele também.
Ele entrou no quarto, no exato momento em que ela se moveu sonolenta. O coração dele parecia ter disparado como um adolescente que se apaixona a primeira vista. Ele acabara de se apaixonar de novo por ela. Lá estava ela. Linda... Mais linda que nunca... A pele pálida pelos enjôos e levemente suada pela febre rápida que tivera. Os cabelos soltos por cima do travesseiro branco, contrastavam e muito com o tom chocolate que estava levemente embaraçado, pelo coque firme ter sido desfeito por mãos impacientes horas antes. Ela respirava calmamente, como se estivesse flutuando na água. Estava linda. Linda de uma maneira que ninguém mais entenderia... Apenas ele... Por que era a mulher dele que estava ali... A dona do seu coração. Sim ele acabara de se apaixonar de novo.
Ela o encarou... Era como se as palavras tivessem sumido no ar. Os olhos diziam tudo... As lágrimas que brotaram nos olhos dela sem cair, diziam o quanto ela precisava dele naquele momento. Ele se aproximou dela devagar. Sentou ao lado da cama e pegou sua mão. “Está melhor?” – perguntou num tom de voz que contrastava em absoluto com o tom que usara horas antes. “Sim... Foi só um mal estar passageiro...” – ela disse tentando decidir como diria a ele que era uma idiota. – “Ron... Precisamos conversar.”
“Sim, precisamos.” – ele disse sabendo que aquela era a hora certa. Não haveria outra. – “Quer falar primeiro?” Ela mordeu o lábio, do jeito que deixava ele maluco. “Não.. Fala você” – ela disse tentando livrar-se mesmo que momentaneamente da confissão que teria que fazer. “Ok, então. Mione... Você passou mal...” – ele falou com aquele tom de professor que a deixava doida. Ela mordeu o lábio de novo. “Foi apenas um mal estar passageiro...” “Não, não foi.” Ele a viu arregalar os olhos preocupada. “Também não é nada sério. Quer dizer é serio, mas não é ruim.”
“Estou doente? A doutora Pomfrey te disse algo?” “Não.” – ele apertou a mão dela – “Você não está doente querida.” Ele ainda buscou as palavras, mais uma vez, mas não havia outro jeito de dizer. “Mione... Você está grávida.” – ele assistiu os olhos dela arregalarem-se assim como os seus devem ter arregalado quando Pomfrey lhe contou – “Vamos ter um bebê” – ele emendou. “O que? Nós... Não.... Não é possível.” “Ah não Hermione, nem vem, é muito possível.” – ele falou calmo, porém em tom de repreensão. “Como isso foi acontecer” – ela perguntou perdida e ele riu da pergunta. “Tem certeza que não sabe?”
“Estou falando sério Rony.” – ela disse assumindo o tom prático de sempre. “Eu também estou querida. Você sabe perfeitamente bem que há muitas possibilidades de ter acontecido. Vamos lá Hermione, transamos como loucos nestes últimos meses, e muitas vezes esquecemos a proteção. Vamos ter um filho.” Ela fechou os olhos com força. Iria ter um filho de Rony. Como os sentimentos podiam embaraçar-se tanto dentro dela. Estava idiotamente feliz e amedrontada.
“Mas... isso... Isso... Muda tudo.” – ela disse perdida. Era a hora, à hora de contra atacar. “Sim, muda.” – ele pegou sua mão. seria rápido e indolor. “Hermione” – ele respirou fundo – “Nós vamos nos casar.” Ela arregalou ainda mais os olhos e puxou a mão num impulso. Casar? Casar? ela não podia acreditar.
Casar... Um mês antes ela daria tudo o que tinha para ouvir aquilo... Amava Rony. Amava-o com loucura, mas casar por causa de um filho... Aquilo não estava certo. Era até imoral, era ofensivo. Os hormônios típicos da gravidez agitaram-se e ela protestou irritada. “Você ficou louco?” O coração dele saltou. Ela não o queria mais? Era isso? “Não podemos nos casar.” Aquilo o atingiu como um soco na face. O ciúme o corroeu, MacLaggen foi à primeira imagem que lhe veio à cabeça. “E por que não? Você está grávida”. – ele disse atrapalhado, tentando se apoiar em algo.
“E dai?” – ela retrucou irritada – “Um filho não é motivo para casar.” – Ela deixou a raiva dominá-la. – “O que quer dizer com isso? Que ainda vive na era em que mães solteiras eram queimadas vivas?” “Eu não disse isso, eu disse... Você não vai ser mãe solteira.” Ele rebateu. “Não é você quem decide isso.” Ela revidou. Ele ficou nervoso. “Você está esperando um filho meu Hermione Granger, tem que casar comigo.”
“Não me diga!” – Ela virou com sarcasmo – “È mesmo? Onde está a lei que diz que eu sou obrigada a casar com você Ronald Weasley?” “Não me venha com papo de advogado agora. Nosso filho merece uma família.” Era o suficiente. Então ela explodiu. “E EU MEREÇO SER AMADA. Não vou casar por obrigação Ronald. Não vou casar por que você vive na idade da pedra.” Ele abriu a boca duas vezes tentando digerir aquilo tudo. Então era isso... Sim, como podia ter sido tão idiota e tão insensível.
“Ouça, você está sendo irracional...” Ele começou, mas não terminou. Foi infeliz na tentativa de fazer Hermione se acalmar, pois ela ficou ainda mais irritada. Com um gesto bruto, sentou-se na cama do hospital, jogando o lençol para o lado, revelando parte das pernas até a coxa. “Irracional? Eu estou sendo irracional? Você declara que TENHO que casar e diz que eu sou irracional.” Ela estava com os punhos fechados e os olhos em chamas.
“Estou cansada de tudo isso. Estou mesmo cansada desta merda toda!” Ele arregalou os olhos. Ela falara mesmo merda, bom aquilo era sinal de problemas, Hermione não se descontrolava a toa, aquilo era sinal de encrenca mesmo. Ele ficou perplexo. E excitado. Ou não seria Ronald Weasley. “Hermione...” “Não!” – ela o interrompeu. – “Não me venha com Hermione... Já chega disso. estou passando o inferno nos últimos dois meses apenas por que cometi a insanidade de me apaixonar por você seu meio russo arrogante. Já chega. Ok? Eu cometi um erro, sim, cometi. Eu descobri que você não tinha nada com aquela vaca da July Brown e me senti uma idiota completa, mas isso não dá o direito de você pisar no que eu sinto. E se me senti tão magoada por achar que você estava dormindo com uma cadela qualquer era em função deste amor doentio que eu deixei crescer dentro de mim.” Ela falava rápido e ele ficava mais e mais pasmo com cada letra que saia da boca dela.
“Isso dói sabia Rony? Dói muito. Sufoca... Você sabe o que eu passei imaginando que quando aquela proposta ridícula chegasse ao fim eu teria de dizer adeus? Você tem noção?” – ela não o deixou responder. – “Eu amo você, droga. Não vou me casar para ter sua piedade, isso não é justo comigo.” “Hermione...” – ele tentou de novo, agora com o coração batendo na boca. – “Ouça...” Ele tentou tocá-la, mas ela se afastou. “Não! eu não vou ouvir. Não quero ouvir. Já basta, não agüento mais isto. Não agüento...” A frase morreu. Na boca dele... que acabara de cobrir a dela, naquela maneira única de fazer Hermione Granger perder o rumo das palavras.
Ela abandonou-se, perdida no gosto único dos lábios do homem que amava, embora fervesse de raiva, a necessidade que tinha dele era ainda maior. Quando ele a sentiu mole e relaxada o suficiente para que não retrucasse. Largou a boca dela, mas manteve o rosto a centímetros do dela. “Você me ama?” Perguntou, contrariando a vontade que tinha de dizer a ela de uma vez que era correspondida, precisava ouvir de novo.
Ela cerrou os olhos, irada pelo sorriso que desabrochara no canto da boca do ruivo, mas as palavras saltaram como se ela não tivesse controle próprio. “Amo. Amo Ronald, mais do que deveria. Mesmo sabendo que é loucura. Eu amo você.” Ele sorriu ainda mais abertamente e a beijou de novo. Depois largou-a afastando-se, andando em círculos, como um louco. “Você me ama. Você me ama.” Ele repetia andando. Ronald parecia a ponto de surtar. Então tão de repente quanto havia se afastado dela, ele andou até o outro lado da sala. Baixou-se para cochichar algo no ouvido de uma senhora deitada no outro leito.
Ele pegou algo ao lado dela e voltou para perto de Hermione. Tinha flores, nas mãos. As mesmas flores que estavam no vaso ao lado da senhora minutos atrás. Duas enfermeiras estavam entrando e paralisaram na porta, o movimento chamou a atenção de outras pessoas. Rony acabara de ajoelhar-se diante dela. Acabara de tomar suas mãos entre as dele. Ela o encarou. Muda. Perplexa. Olhos estreitos, boca ligeiramente aberta. Um semblante de total confusão brincando em seu rosto.
“Hermione... Deus, Você me ama!” – ele disse tentando achar as palavras. – “Vamos ter um filho, vamos nos casar” – ela ia abrir a boca, mas ele encostou um dedo em seus lábios. – “Vamos nos casar Hermione, e vamos fazer isso por que é perfeito.” Ela franziu ainda mais o cenho. A paternidade definitivamente havia enlouquecido Ronald Weasley. “Eu também sofri o inferno pensando no fim deste acordo. Sofri o inferno imaginando que aquilo tudo que fazíamos... que o amor que compartilhávamos... que você iria para os braços daquele filho... Do MacLaggen outra vez. Não conseguia aceitar que haveria um fim para nós Hermione e não chegaria a haver... se não fosse aquele telefonema.” “Rony...” – ela falou, mas foi a vez dele de negar atenção. “Não!... É minha vez agora.”
“Eu estava pronto... estava pronto para pedir que fosse minha para sempre naquele dia, daquele maldito telefonema. E aquilo estragou tudo.” Ele apertou ainda mais as mãos dela nas dele. “Vamos nos casar Hermione, por que você esta esperando meu filho, por que você me ama, por que eu te amo e por que nada e nem ninguém neste mundo vai tirar você de mim. Você entendeu isso?” Ela arregalou os olhos ainda mais. Ele a amava. Rony tirou o anel do bolso, o mesmo anel que carregava a um mês. “Eu ia lhe dar isto, naquele dia... mas não pude. Tenho o recibo se quiser ver” – disse rapidamente em tom de proteção, mas sorriu ao vê-la boquiaberta apenas manear a cabeça negando que queria o recibo – “Eu quero casar com você meu amor, por que não há outra mulher neste mundo que possa me fazer virar do avesso como você faz. Eu amo você de uma maneira que eu não sei explicar a dimensão. Eu amo tanto você que poderia explodir agora de tanta alegria em saber que será a mãe do meu filho. Aceite-me Hermione. Aceite meu amor. case comigo.”
As lagrimas vieram, o coração batia tão forte que era possível ouvi-lo, ela achava que os outros também poderiam ouvir. “Você me ama?” Ela perguntou como uma criança e ele sorriu. “Como alguém em sã consciência poderia não amar você olhos de mel? Eu sou louco por você. Diga-me. Aceita ser minha para sempre.” Ele levantou o anel e sentiu-a tremer. Hermione sorriu, chorou e soluçou, tudo ao mesmo tempo. Estava guiando a mão para ele quando ouviu a mulher falar da cama no outro. “Se ela não quiser meu filho... eu caso.” Ambos riram... Ela o deixou colocar o anel em seu dedo e atirou-se nos braços dele, achando que não havia um lugar mais perfeito para estar que não fosse os braços do seu amor. “Eu amo você” Ela sussurrou enquanto os médicos e enfermeiras batiam palmas empolgados com a cena... e antes que ele reclamasse seus lábios oficialmente.
Capítulo 18 | Capítulo 20