Um texto sobre independência (ao menos parcial) de redes comerciais e sua intersecção com valores queer.
Talvez quem tenha lido o texto tenha percebido que eu não mencionei o Tumblr nem como plataforma de blog e nem como rede social convencional. Esta foi uma decisão proposital.
Tumblr é peculiar em relação a essa divisão: é uma plataforma que permite algumas personalizações e categorizações (por exemplo, é possível pesquisar só por uma tag em um blog específico ou fazer páginas compilando recursos), mas também é uma rede social comercial.
Já vimos alguns passos que me deixam desconfiade em relação ao Tumblr: há incentivos maiores para fazer conta/baixar o aplicativo do que haviam anteriormente, e acho possível que, no futuro, a plataforma tente bloquear completamente acesso a blogs pra quem não tem conta, caso isso dê mais lucro. As opções de personalização também estão diminuindo com o passar do tempo.
Tumblr também é uma companhia que passou por múltiplas empresas, e não é impossível que seja vendida novamente. Enquanto isso, projetos como Dreamwidth e Neocities possuem ao menos algum comprometimento com não serem produtos à venda.
Acho que, pra quem quer disponibilizar informações (sobre um certo grupo de identidades, como listas de bandeiras, como listas de links, etc.), um formato de site estático ou de wiki pode ser mais apropriado e fácil de navegar do que tags. Isso não significa que postagens não possam ser feitas no Tumblr sobre essas coisas, mas, se a intenção não é só priorizar o que é recente, pode ser interessante ter ao menos a opção de visualizar as informações em outro formato.
















