O Surgimento do Mal
O cheiro da maresia anestesia o mau humor,
Como um perfume delirante e suave,
Carregado ao sabor do vento.
Entoando cânticos lúgubres a cada clave,
Fazendo ouvir seus gritos cheios de pavor.
Pois vem do mar, o inominável mal esconjurado,
A invocação da face sombria do mal da humanidade.
O ser apocalíptico que recita a profecia com exatidão,
Ceifando toda a glória e decepando a dignidade,
Abrindo as portas do inferno, trazendo o vivo pecado.
E materializa-se na forma do cidadão de boa-fé.
Romantizando as palavras divinas em blasfêmias banais,
Pois o falso profeta chora o lucro que ganha na extorsão,
Fazendo os fiéis perjurar seus irmãos como bestas canibais,
Conduzindo seu rebanho à densa e negra maré.











