Eu acho que tem muitos erros e tá uma porcaria, me desculpa Cal por favor! Sei que não tá perfeita como você merece, e acredite você merece que esteja maravilhosa, mas é que realmente foi só isso que deu pra fazer pq n tenho seu talento. Enfim, espero que isso faça você rir pelo menos uma vez (nem que seja pela desgraça que sou como escritora) e só pra constar amo muito você, muito mesmo.
O arbitro apitou declarando não só o fim do jogo mas também o fim da participação da seleção espanhola na copa do mundo de 2014. Caroline não evitou que as lágrimas caíssem, ela torcia para a seleção espanhola porém este não era o motivo. O motivo era o mesmo motivo de sua felicidade; Juan, seu esposo. Ela conseguia imaginar o quanto ele estava triste e só pensar que algo doía nele, algo nela doía também. Juan estava tão animado antes de ir para a concentração.
- Eu não acredito que ficarei longe de você por tantos dias. – Cal choramingou deitando a cabeça no ombro de Juan.
- Cariño, pense que quando voltar curtiremos férias e eu voltarei sendo campeão. – ele disse confiante.
- Isso não irá fazer a saudade diminuir. – murmurou.
- Eu prometo que falarei com você o máximo que puder e que vou marcar vários gols pra você! – ele disse brincando com o nariz da namorada.
- Prometo só que você não vai me esquecer e isso é o suficiente. – pediu.
- Eu não te esqueceria mesmo que mil anos se passassem, mesmo que eu tivesse amnésia nem mesmo que eu quisesse. – prometeu Juan.
Caroline releu pela terceira vez o parágrafo do livro, que ela havia levado para o aeroporto para distraí-la enquanto Juan não desembarcava, desistiu do livro e bufou colocando ele em seu colo.
- Você tem que se acalmar. – Olalla aconselhou.
- Não consigo, eu não sei o que vou dizer a ele quando ele chegar. – Cal desandou a falar nervosamente, Olalla apenas sacudiu a cabeça e sorriu pra ela.
- Fale o que você sente e tente se manter calma porque seu nervosismo não vai ajudar muito. Ele vai ficar bem com o tempo, pode não está bem agora mas em breve a temporada vai começar e ele focará nisso. – disse. Caroline suspirou e passou a mão no rosto. Tentou formular um discurso reconfortante para falar quando Juan chegasse mas nada parecia bom o suficiente ou certo para se dizer. Então ela sentiu o perfume que ela tanto amava que estava impregnado até mesmo na sua almofada.
- Juan. – ela sussurrou já de pé procurando por ele com seus olhos até que ela o viu, um pouco abatido mas inteiro. O seu Juan estava de volta pra ela, inteiro assim como ela se lembrava. Ele também a viu e abriu o primeiro sorriso verdadeiro que tinha dado nesse pouco tempo, deixou a mala e correu até a esposa. A cada passo que ele dava ela parecia ficar mais distante até que finalmente eles se aproximaram, Cal sussurrou o nome dele novamente e ele a abraçou tão forte a ponto de a tirar do chão.
- Cariño, eu senti tanto sua falta. – disse.
- Não tanto quanto eu senti a sua. Eu não sabia se ia conseguir aguentar mais. – sussurrou ela. Juan a apertou mais fortemente e beijou sua bochecha.
- Eu te amo, eu te amo muito. – ele repetiu diversas vezes enquanto beijava cada canto do rosto dela.
- Eu te amo o triplo. – Cal disse antes de puxa-lo para um beijo intenso e apaixonado para mostrar um ao outro o quanto de saudades eles sentiam. O beijo ficava cada vez mais intenso, eles não pareciam se importar com todos os outros que estavam e realmente não se importavam porque quando eles estavam juntos tudo desaparecia, tudo se resumia a eles porém naquele momento, Sergio resolveu trazê-los de volta a realidade.
- Então casal, o que vocês vão fazer nessas férias? – perguntou.
- Sergio, deixa eles! – Pilar falou em tom de bronca.
- Nós ainda iremos planejar. – Juan respondeu dando uma piscadinha pra Cal – Afinal, nem imaginávamos que teríamos férias tão rápido. – disse em tom de tristeza.
- Pois é. – disse Sergio – Bem, até logo! – disse abraçando Juan e beijando Cal na testa – Fernando e eu estamos planejando férias em família, quem sabe vocês não vão conosco? - perguntou.
- É, quem sabe. – Caroline respondeu abraçando o namorado pela cintura – Até logo. – disse.
- Até. – Sergio e Pilar disseram em uníssono e foram embora de mãos dadas e empurrando o carrinho com o bebê Sergio Jr.
- E então, vamos? - questionou Juan segurando a mão da esposa que assentiu. Os dois se despediram da Família Torres e dos outros presentes com um aceno e um até logo. Juan pegou sua mala e os dois seguiram.
Juan dirigia com uma das mãos segurando a mão da esposa que estava calada e parecia estar com a mente em algum lugar distante dali.
- Sim? - respondeu em um sussurro.
- O que aconteceu, cariño? - questionou ele.
- Nada, é só que pensei que você não está muito animado pra conversar agora. – respondeu fazendo o espanhol rir.
- Pra conversar com você eu estou animado sempre, alias sua voz é uma das poucas coisa que costuma me animar. – disse – O seu sotaque todo diferente e fofo é a coisa mais adorável do mundo. – o espanhol acariciou a mão da brasileira que sorriu.
- Eu já disse que senti sua falta? - perguntou.
- Já, mas se quiser repeti é maravilhoso escutar. – respondeu rindo.
- Eu senti sua falta e te amo, te amo muito. – a brasileira sussurrou em português.
- Eu amo você, amo quando você fala português é tão.. – parou procurando a palavra exata – sexy. – disse por fim.
- Uh, você também é sexy falando em espanhol. – disse beijando a bochecha do esposo.
- Eu te amo muito. – o espanhol disse em um português com um sotaque engraçado. Era uma das poucas frases que ele tinha aprendido de tanto ouvir.
- E falando em português você fica engraçado. – disse em meio as risadas que Juan tanto amava.
- Sabe o que me acalmava quando perdemos¿ - perguntou Juan.
- Sua risada, eu a gravei no meu telefone e costumava ouvi-la sempre que estava mal. No dia seguinte ao jogo contra a Holanda, a escutei 20 vezes até finalmente dormir. – confessou fazendo Cal soltar um ‘own’ baixinho – Era a única coisa que me acalmava.
- Você tem minha risada gravada no seu celular. Como você gravou isso? - perguntou rindo.
- Um bom mágico nunca revela seus truques. – brincou estacionando o carro em frente a um parque.
- O que estamos fazendo aqui? - perguntou Caroline enquanto Juan descia do carro a deixando sem resposta, ele abriu a porta e fez um sinal de reverencia a fazendo rir. Ela observou o lugar.
- Senta aqui. – Juan pediu dando tapinhas no espaço com grama ao seu lado, a brasileira sentou e deitou a cabeça no ombro dele – Eu te amo. – ele disse acariciando os cabelos negros de Cal.
- Espera! – pediu – Eu tenho que te falar algo. – antes que ele pudesse interrompe-la, ela pos o dedo sobre os lábios dele – Pra ser sincera, ensaiei várias coisas desde do jogo contra a Holanda e no momento não consigo lembrar nenhuma delas mas tenho que dizer algo. Eu sei o quanto você queria ser campeão, o quanto você foi determinado a ganhar, sei porque entendo eu queria que você fosse campeão, queria te ver com o sorriso mais largo do mundo e segurando a taça, claro que queria! Mas acredite eu não poderia estar mais orgulhosa de você, eu chorei quando você fez aquele gol e gritei pra todos que o meu marido fez o gol – enfatizou o meu – Gritei a plenos pulmões que você era o melhor de todos e você é, não é uma taça que vai me fazer ter orgulho de você com taça ou sem taça você é o meu campeão. E a cada momento que olho pra você, o meu coração se enche de orgulho e de felicidade de te chamar de meu. Eu me orgulho de você hoje tanto quanto me orgulho quando te vi ganhando a Copa do Mundo ou quando te vi ganhar a Euro se bem que talvez me orgulhe muito mais. Todo dia eu me sinto orgulhosa de você tanto como fã, tanto como esposa. Eu amo você, amo tanto que chega a doer porque por mais que eu expresse isso nunca vai parecer o bastante parece que cada dia o amor que sinto por você aumenta, entende? Parece que a cada vez que respiro ou expiro eu te amo mais. Estou muito orgulhosa de você, do jeito que você representou seu país e do gol que você fez pra mim. E só quero que você saiba que vou estar aqui quando você ganhar e quando você perder te amando sempre mais. – declarou Cal entre lágrimas, Juan limpou algumas das próprias lágrimas e das lágrimas dela.
- Eu quis muito te orgulhar mas alguma coisa que me dizia que você estaria comigo se eu perdesse ou ganhasse. Te entendo perfeitamente porque mesmo que grite durante meses que te amo ou diga isso a toda hora, acho que nunca será o bastante e essa frase nunca vai expressar bem o que sinto por você. A única coisa que me fazia ficar bem quando fomos eliminados era saber que ficaria mais tempo com você. E a única coisa que me mantinha calma era ver suas fotos, ver o seu sorriso, o seu rosto lindo, as suas caretas e bicos fofos e pensar que você estaria me esperando. Meu coração também se enche de alegria e amor a cada vez que olho pra você mesmo quando você está mal-humorada porque não tem sorvete em casa, mesmo quando você está estressada quando o Barcelona perde contra o Real Madrid, parece que te amo mais a cada momento e sinceramente, nunca achei que sentiria por alguém o que sinto por você e sou feliz por isso porque com qualquer outra não faria sentido ou não seria do mesmo jeito. Não consigo me imaginar vivendo isso com qualquer outra pessoa, alias não queria viver isso com outra pessoa, não conseguiria.. tinha que ser com você. – ele disse acariciando o rosto dela. Cal chorava abraçada a ele que sussurrava que a amava, ela não conseguia dizer nada afinal como expressaria um sentimento tão complexo, tão infinito, tão diferente, tão único como era seu amor por ele? Era algo incompreensível, sem lógica, sem razão, totalmente inexplicável. Não era um sentimento pra ser explicado, era apenas pra ser sentido e ela sentia e o mais importante Juan também sentia, não havia necessidade de explicar não havia como, eles sabiam o que sentiam um pelo outro e isso já bastava.