Página-2/Café, minha amiga.
Isso pode parecer bem estranho, mas o café me ocasiona efeitos análogos aos de bebidas alcoólicas.
Todavia, não me basta apenas bebê-lo, é necessário que seja acompanhado de uma boa música. Atualmente, estou escutando as trilhas sonoras compostas por Akira Yamaoka para os jogos da saga Silent Hill. A união do café e dessas músicas ocasionam um sentimento inexplicável, mas tentarei expô-lo da melhor maneira que conseguir.
Por serem músicas de cunho dramático, acabam por desenrolar um vazio em meu âmago que, todavia, é demasiadamente acolhedor. Em seguida, O café vem para esquentar essa solidão e levar-me para um estado de êxtase. A mente tenta sair do corpo, como em uma viagem astral e, em seguida, o coração acelera...seria essa a linha tênue que há para a morte? Falando em morte, percebo que raramente meu corpo está “sóbrio”. Se não estou entorpecido pelo café, é o álcool que está correndo por minhas veias. Perigoso? Talvez. Mas que júbilo teria a vida senão por esses prazeres? Ainda não encontrei um tesão pela realidade o qual vivemos, portanto, irei procurar por outras até que uma seja de meu agrado.
Um dos motivos para a minha eterna busca pelo conhecimento é que ele é o combustível dessas viagens. Cada vez que aprendo, maior é o choque para a realidade: só sei que nada sei. Nada obstante, também aumentam meu campo amostral de conteúdo e as probabilidades de criar novas realidades e, por consequente, novas viagens de êxtase. Outra energia para essas viagens são o que observo ao sair de casa. Por saber um pouco sobre linguagem corporal e de psicologia, procuro entender o porquê das pessoas agirem de determinadas maneiras e por que as coisas são como são.
Aliais, acredito fortemente no princípio da manada e como ela está comum e perceptível nos últimos tempos. Um bom exemplo disso é como as garotas, por certo ponto de vista, se parecem muito. Basta um passeio em um shopping para que possamos chegar a conclusão que boa parte das mulheres se vestem em estilos parecidos e possuem luzes em seus cabelos. Se duvidar, até possuem a mesma maneira de agir. Não, não estou generalizando, até porque sempre há as exceções.
Enfim, com essas e outros instrumentos, viajo entre realidades paralelas em minha mente e procuro respostas de questões que possam vir a aparecer, usando como meio o material cultural que possuo em minha mente. Caso queira saber quais são esses outros instrumentos e, quem sabe, as respostas que encontrei, continue acompanhando esse diário.
Quem diria que o café e os estudos ocasionariam isso tudo, não?
“O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado” (Dalari)











