Não me importo Se só escrevo melancolias Muito menos Só saltear palavras vazias Pros outros talvez, de fato Para mim, porém São auto retrato Esboçados em qualquer lugar Para o que o tempo trouxer A rima fazer favor de levar

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Não me importo Se só escrevo melancolias Muito menos Só saltear palavras vazias Pros outros talvez, de fato Para mim, porém São auto retrato Esboçados em qualquer lugar Para o que o tempo trouxer A rima fazer favor de levar
Do lado da porta
Faz as malas, fugimos hoje.
Jhon.
Essas eram as palavras gravadas num pedaço de papel deixado embaixo da minha porta. Faz as malas, fugimos hoje. Faz as malas, fugimos hoje. Faz as malas, fugimos hoje.
Fugiria. Levantei da cama, coloquei o bule no fogo, acendi um cigarro e me sentei na janela. Eu fugiria, não é mesmo? Para qualquer lugar. Ainda era cedo. Que horas fugiríamos? Talvez ao pôr-do-sol, como nos filmes antigos, como em contos de fadas. Parados em uma floresta qualquer, eu com uma única mala na mão, com meu vestido branco, sapatos rosa claro e ouvindo de longe o som do teu carro. O som se confundiria com o barulho da água caindo no lago. Iríamos para um lugar qualquer, antes de um novo sol dormir. E correríamos pela estrada em silêncio. Meus óculos caindo em algum lugar no meio do caminho, enquanto sua mão seguraria a minha. Porque nada mais importaria se a sua mão estivesse na minha. Firme, segura, como um lar. Apenas isso. Encontraríamos um pequeno lago. Sentaríamos na beira dele e olharíamos o sol refletido na água. Deitaríamos em uma toalha xadrez, você acariciaria meu rosto, meu cabelo, me beijaria devagar, suave, quase de leve, quase sem sentir. Eu teria cócegas, ficaria vermelha e você me chamaria de linda. Colecionaríamos segredos. Uma pedrinha qualquer na beira do lago seria um grande tesouro. Você iria atrás de flores pra mim, eu passaria minhas mãos no teu cabelo, no teu rosto e seguraria tua mão suja da terra de onde você pegaria a flor. Continuo olhando pela janela, apago o cigarro e vou tomar um banho. Vou ler um livro enquanto você não vem. Minhas malas eu deixo do lado da porta.
Entre olhares risonhos, um palavrear anônimo
- mergulhado nas delícias do teu ser.