Sonhei com você e acordei com uma saudade boa e o que eu vou fazer se eu não consigo amar outra pessoa?
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Sonhei com você e acordei com uma saudade boa e o que eu vou fazer se eu não consigo amar outra pessoa?
Hoje eu percebi que não penso mais nele quando deito na cama pra dormir, como era de costume.
Não porque deixou de significar. Mas porque a imagem que eu tinha dele se esfarelou nas minhas mãos.
Passei tanto tempo acreditando que conhecia alguém raro. Alguém que falava de profundidade como quem realmente entendia o peso de uma conexão. E talvez seja isso que mais dói: perceber que alguém pode falar tão bonito sobre sentir, sobre viver, escarnecer superficialidade e ainda assim não conseguir sustentar aquilo na própria vida.
Como alguém que preza tanto por conexão consegue atravessar pessoas diferentes tão rápido assim?
Talvez eu nunca tenha conhecido ele por inteiro. Talvez eu tenha conhecido só a versão dele que também queria acreditar naquele próprio discurso.
E pela primeira vez em muito tempo, isso não me deu saudade. Me deu tristeza.
Porque percebi que eu acreditei. Eu te amei. Mas no final talvez tenham sido só palavras bonitas, emoções elaboradas e cuidadosamente deixadas em mim para que eu continuasse rebobinando essa fita por muito tempo.
É até estranho não pensar em você a todo momento como antes. Meu corpo está ressignificando esse vazio já faz um tempo, na verdade.
Mas a sua incoerência me pegou de surpresa.
E talvez tenha sido justamente ela que finalmente me acordou da pessoa que eu achei que conhecia.
Às vezes me pergunto se você sabe o quanto existe de você dentro de mim.
Não como uma lembrança passageira, nem como uma história antiga que o tempo apagou. Você ficou em um lugar mais profundo que isso. Como uma presença silenciosa que atravessou anos, escolhas, caminhos… e ainda assim nunca desapareceu completamente.
Houve momentos em que eu tentei entender o que era esse sentimento. Se era amor, saudade, apego ou apenas um devaneio de algo que nunca chegou a acontecer de verdade. Mas com o tempo eu percebi que talvez não seja sobre encontrar um nome.
Porque o que eu sinto por você nunca foi pequeno.
Eu não te carreguei dentro de mim com raiva.
Eu não quis te punir.
Eu nunca quis te devolver a dor.
Na verdade, muitas vezes eu fiz o contrário.
Eu me preocupei com você em silêncio. Me preocupei com o seu coração, com o peso das suas escolhas, com aquilo que você carregava dentro da sua própria consciência. Houve inumeros dias em que eu orei por você, mesmo sem você saber. Não pedindo que você ficasse comigo, mas pedindo que você ficasse bem… que encontrasse clareza, coragem, paz.
Porque apesar de tudo, o que eu senti por você sempre teve mais cuidado do que cobrança.
E talvez seja por isso que ainda exista uma pergunta quieta dentro de mim.
Eu fico imaginando como seria olhar nos seus olhos, depois de todo esse tempo, e descobrir se aquilo que viveu dentro de mim por tantos anos também continua vivo dentro de você.
Não para exigir respostas. Não para pedir promessas. Não para reabrir feridas.
Só para saber se, em algum momento da sua história, você também sentiu esse mesmo silêncio cheio de coisas nunca ditas.
Hoje, sentada, olhando para uma imagem bem na minha frente, palpável, concreta, eu encarei a minha lua e, sem perceber, voltei para todas as outras vezes em que estive sentada olhando para ela no céu.
Muitas vezes chorando, muitas vezes orando, houve noites em que eu não apenas pedi, eu supliquei.
Supliquei por clareza, supliquei para que Deus, ou a própria lua, arrancasse do meu peito um amor que não ficava, supliquei para que o nome dele parasse de doer em mim.
Em algumas dessas noites, olhei para a lua e me perguntei se ele também estava olhando para ela se, naquele exato momento, estávamos vendo a mesma lua, se de alguma forma silenciosa, ainda havia um ponto de encontro entre nós.
A lua também foi cenário da minha solidão, da sensação de falta, como se ele devesse estar ali e não estivesse e de como é difícil desligar alguém do coração quando, mesmo ausente, ainda parece ser quem vibraria comigo.
Ou não, isso é algo que eu nunca vou saber, o que eu sei é que a lua me lembra ele a todo momento.
E, agora, olhando para ela dentro do meu próprio quarto, eu me pergunto se foi uma boa escolha tê-la trazido para tão perto.
Sim, ela me representa em tds os ciclos, fases, silêncio e permanência mas, ela também guarda memórias de súplicas, de espera, de amor não correspondido em ação.
Talvez o desconforto não seja a lua.
Talvez seja o que ainda vive em mim quando eu a olho.
Definição do ChatGPT pro meu vazio:
— Ele aparece quando o coração tem capacidade de amar, de se vincular, de desejar lar e não encontra eco naquele momento. Corações fechados não sentem isso. O seu sente porque está vivo.
É chat você claramente entende.
Hoje meu coração esta vazio e mesmo assim eu fico comigo.
Deixa pra lá, que de nada adianta esse papo de agora não dá que eu te quero é agora e não posso e nem vou te esperar que esse lance de um tempo nunca funcionou pra nós dois...
Sempre que der, mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem ou deitada nos braços de um outro qualquer. Que é melhor do que sofrer de saudade de mim como eu tô de você, pode crer!
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo imagina só pra você...
Quero é te ver dando volta no mundo indo atrás de você, sabe o quê e rezando pra um dia você se encontrar e perceber, que o que falta em você sou EU...