Ele surgiu. As borboletas agitavam-se em meu estomago. O nervosismo dominava-me. Em minha mente somente seu nome existia. “Ele esta aqui”, pensei. Encontrava-me de costas para ele. Não poderia olha-lo repentinamente. Ele foi para seu lugar em minha frente. Largou a mochila e olhou-me com um enorme sorriso no rosto cumprimentando-me. Eu adoro ver aquele sorriso em seu rosto, aquelas palavras corriqueiras, mas insubstituíveis. Um simples comprimento que se estendeu para algo diferente. Veio até mim e estendeu-me a mão. Sussurrando novamente um comprimento. Todos me olhavam. Fiquei paralisada. Sem saber o que fazer. Então subitamente dei minha mão para ele. E naquele momento senti como se estivesse vivendo a cena mais marcante de meu livro. A cena que escrevi há alguns dias. A mais incrível. A mais linda. Ele pegou minha mão com ambas as mãos. Senti o formigamento que somente surgia em sua presença e a sensação de proteção invadindo-me. Ele estava ali. Há muito tempo esperava por isso novamente. A pequena chama reacendeu-se em mim. Com mais poder, mais força. Pois eu sabia, mesmo muitas vezes fazendo-me sofrer, ele estava ali. Mais uma vez poderia vê-lo. Sorrir com seu sorriso. Chorar por sua tristeza. Humilhar-me com palavras bobas que me identificavam como uma “metida ridícula”. Brincar com suas palavras. Cada detalhe é único, é dele. E eu, preciso dele para continuar.
Julia Colombo











