Novo Projeto: Rero
O sol mal nascera e Rero estava a sua espera há tempo. Com um copo de café à mão ele lia um livro em seu esconderijo no jardim.
— Meu Sol, mais uma vez atrasado? — o menino entoava as palavras ao mesmo tempo que abria um largo e belo sorriso dentre sua franja dourada.
O garoto continuava a conversar. Embora não obtivesse nenhuma resposta, ele gostava de apreciar o silêncio que cada pergunta deixava no ar. E, então, alguém o respondeu:
— Entrais logo para dentro, antes que vos ofereça umas palmadas — uma voz feminina um tanto antipática saía pela janela do segundo andar, e, na primeira palavra, o menino entendera o recado —. Rápido, fedelho.
— Estou a vosso encontro, mamãe! — disse, entrando casa a dentro.
As conversas entre mãe e filho eram formais, como de hábito. Sra. Luttang gostava de transparecer que sua família recebera a melhor educação possível. E nesse momento, à porta, visitas esperavam para avaliar o menino. Todas aparentavam ser senhoras da mesma idade que sua mãe.
— Então esse é seu filho, Lenci? — falou, desdenhosamente, uma das visitas enquanto mirava o menino.
— Bom, Syu, não estou a ver mais ninguém aqui que seja capaz de ser meu filho.
Rero observava a conversa fluir e, quase que constantemente, farpas serem trocadas.
— Rero?! Um nome exótico, não?
— Sim, Matilda. No nascimento de Rero eu delirara de dor, sem total condição de fazer o registro do nome — fez uma pequena pausa com um olhar de arrependimento —. Meu marido, Sr. Posto, que estava embriagado, pôs esse nome. Ele diz que teve uma “visão”, claro que isso não passa de uma alucinação causada pelo álcool.
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O que acharam?















