Ele a amava. Sempre a amaria. Mesmo que o amor não tivesse sido suficiente para fazer com que ela ficasse.
Lembre-se de mim. pág 37
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Ele a amava. Sempre a amaria. Mesmo que o amor não tivesse sido suficiente para fazer com que ela ficasse.
Lembre-se de mim. pág 37
O tempo faz a gente esquecer. Há pessoas que esquecem depressa. Outras apenas fingem que não se lembram mais.
Érico Veríssimo
Mas eu quero assim mesmo, Ed, quero o que não tem como acontecer, e foi por isso que a gente acabou.
"Por isso que a gente acabou"
É bom não sentir mais nada. Ler certas coisas e pensar, ta, e dai? Eu não me importo mais com isso.
Voce passou e eu nem vi Não lembro bem onde Tão pouco quando So lembro teus olhos E do amor que eles refletiam Não lembro por quem E tão pouco por que Mais lembro que eu procurava pistas de você E conhecia você através dos outros Hoje lembro poucas coisa Lembro quando ficamos frente a frente E dos teus olhares direcionados a mim E Lembro que naquele momento, Esqueci tudo a minha volta Lembro das nossas promessas Procuro esquecer das discuçoes Lembro do amor infinito E procuro esquecer o fim dele.. Ao juntar minhas lembranças Percebi que por te amar e fechar os olhos Tudo passou e estava diante de mim Hoje tento lembrar onde estava eu todo esse tempo Mas ao mesmo tempo esqueço Porque eu sei que aqueles momentos nunca voltaram!
passionprohibited
Não penses que por isso o meu amor enfraqueceu. Não enfraqueceu; o meu íntimo é que voltou a fechar-se. Se ele quiser arrombar a fechadura outra vez, precisará de uma alavanca muito forte!
O diário de Anne Frank.
Eu preciso te contar dos que estiveram aqui antes de você. Antes de qualquer coisa. Eu preciso falar sobre as cicatrizes, os tombos e os cacos que ainda tentam se juntar. Você está chegando agora, é novo no jogo, ainda não sabe os atalhos para fugir do game over. Tô aqui para te dar as dicas, porque eu quero mesmo que você vença as minhas batalhas. Porque quero que você chegue, abra a porta e se sinta em casa. De visitas, tô cheia. Agora, eu quero alguém para ficar. Já aviso que sou difícil. Cheia de cascas e camadas protetoras. Com o passar dos anos, construí meia dúzia de muros à minha volta. Mas não desista de mim. Dê voltas e me encontre. Entre os tijolos, escondem-se portas e janelas abertas para você entrar. Por trás da autossuficiência aparente, tem alguém disposta a amar de novo e de novo e de novo, até, finalmente, acertar. E o que eu mais quero é acertar com você. Me ensina também. Sei que por trás desse sorriso de quem não leva a vida a sério tem as suas próprias decepções. Me fala daquela última garota que quebrou seu coração. Me mostra suas feridas, me diz aonde não devo errar. Eu juro – eu juro – que a última coisa que eu vou querer é te magoar. (Mas talvez, sem querer, eu te magoe). Saiba que eu também já errei. Algumas vezes partiram meu coração, outras, fui eu que quebrei corações alheios. Eu não sou perfeita. E eu vou falhar. Vou gritar, dizer para você ir embora, falar que nunca deveria ter chegado. Talvez, a gente supere a nossa falta de jeito para o amor e consiga aprender a amar um com o outro. Talvez, a gente acabe com o mesmo fim de todas as minhas outras histórias mal acabadas, cheias de vazios e sem sorrisos. Mas eu queria dizer, enquanto você ainda está na porta, que eu estou disposta. Eu tô largando tudo para tentar com você: meus medos, meus segredos, meus receios. Tô tirando a armadura porque quem foge do amor o tempo todo só tenta se enganar. No fim, eu só tô dizendo que amar você é quase como pular do precipício. Mas, por você, eu pulo. Eu pulo.
Carta para você que está chegando. (Karine Rosa)
Essa sou eu sentindo um murro no estômago por ter que dizer adeus. Também não é fácil ter que puxar a linha e deixar os nós se desatarem, como acontece no fim de qualquer romance. Eu do lado de cá, ele do lado de lá. Mil histórias no meio de uma história que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. Não, não é fácil pular fora do barco e se aventurar em um mar frio. Mas, de vez em quando, é preciso saber o momento certo de nadar para longe de um desastre iminente. Quantas pessoas não perderam o timing e ficaram no Titanic até que fosse tarde demais? A vida avisa uma vez só: não se mate em um relacionamento que não te faça viver. Mas então, enquanto eu tento pensar na melhor forma de dizer “até”, ele me olha como se eu fosse a única mulher no mundo. E eu tenho de dizer aquele velho clichê: não, não é você. Não é ele. Ainda que eu tenha tentado, me esforçado e feito das tripas coração. Ainda que eu tenha insistido, enquanto meu peito dizia, em alto e bom som: não, não é ele. Eu tentei – e esse, talvez, tenha sido o meu maior erro: ter tentado mesmo sabendo que não vingaria. Eu tentei, mesmo me sufocando em um amor que não era meu, mas que eu queria muito que fosse. Eu tentei por pura e simples vontade de retribuir um sentimento que era tão bonito. Só que, uma hora, até a gente, insistente, precisa parar. Continuar no erro seria uma forma de vê-lo feliz por mais alguns minutos, mas também uma forma de nos levar a um precipício inevitável. No fim, ele acabaria sofrendo de qualquer maneira, porque eu errei foi no começo. Eu achei que poderia ter um final feliz, mas desde o início já havia apenas um final. Talvez ele me odeie, no fim das contas. Talvez eu fique marcada em sua vida como aquela que sequer deveria ter entrado em seu caminho, para começar. Me dói, mas tudo bem. A gente precisa de um culpado para qualquer fim. Assumo a bronca, pego para mim a responsabilidade. Do lado de cá do fim da história, admito sem medo de julgamentos: eu errei. E que atire a primeira pedra quem nunca deixou de acertar. Acontece que, às vezes, apenas não é. Dessa vez, pelo menos, não era.
Karine Rosa