o caminho para o estrelato está apenas começando!!
Cada empresa forneceu a filmagem das audições de seus trainees para o PRODUCE 20, em que estes apresentam uma música a qual prepararam previamente para os instrutores e produtores do programa. Diferente dos demais PRODUCES, neste, os demais participantes não assistiram as apresentações uns dos outros, e tampouco se apresentaram junto aos trainees da empresa a qual vieram.
Fazendo um self-para/pov de seu personagem, comece com elx se apresentando para os instrutores e produtores, dizendo seu nome, idade e a empresa da qual está vindo.
Em seguida, o trainee deve informar a música que preparou, e apresentando-a. É importante lembrar que: devem performar vocal e/ou rap e dança obrigatoriamente, se uma das competências não for apresentada, o trainee vai automaticamente para o último grupo.
Ex: Isso pode ser devido a uma voz rouca, um pé torcido, etc. Mas lembrando: seu trainee poderá ser prejudicado.
A partir da postagem da task, vocês terão quatro dias para postar a task. Se precisarem de mais tempo, por favor, é só notificar a gente que estenderemos o prazo!! Mas colocamos um prazo curto para a partir desta task preparar uma outra atividade.
Lembre-se de colocar a tag #pd20:task1 em seu post!!
a cabeça de wenhao não parava por um segundo sequer. desde o momento em que havia saído de casa, tudo que conseguia fazer era passar as mãos suadas uma contra a outra, como se aquilo fosse o distrair o suficiente do caos que sua mente se tornava toda vez que os passos o levavam para mais e mais perto da porta que decidiria seu futuro. naquele momento pensava em tudo que ouviu do pai naqueles anos, na sua confiança no palco e na insegurança fora dele, em como tudo parecia no seu campo de visão, mas ainda assim distante demais para ser alcançado.
ao adentrar aquela sala cheia, passeou os olhos pelos rostos que não conhecia, tremendo os lábios em nervosismo ao reconhecer os mais familiares para si. sentia a vista tremer, como se fosse desmaiar em um piscar de olhos - mas fazia questão de manter-se com postura, ao menos por fora. respirou fundo antes de ajeitar os ombros retos, curvando-se de maneira respeitosa diante de todos os que o assistiriam - e julgariam. —— olá, eu me chamo zheng wenhao, tenho 22 anos e sou trainee da red light entertainment ——, respirou fundo após a falar, passando os olhos ligeiramente por seu ceo antes de alguns passos para trás e centralizar-se melhor. —— eu vou dançar uma coreografia feita por mim da música me and my broken heart, da banda rixton ——, respirou fundo outra vez. —— e depois irei apresentar um rap composto e produzido por mim, se chama switch.
os momentos antes da primeira música finalmente começar foram compostos por um chinês nervoso, com medo de ter parecido, talvez, egocêntrico por ter contado que havia feito tudo aquilo, mas ao mesmo tempo tinha medo de sair como alguém que não deu as informações corretas antes de se apresentar - então optou por apenas ser sincero. deixou o microfone que precisaria parar seu rap mais tarde no chão, voltando para seu lugar centralizado no momento em que precisava começar a dançar. de início, provavelmente pareceu meio robótico... nervoso como estava era difícil não ser, mas aos poucos a música o tomou e dançou como fazia quando estava sozinho ou queria aliviar-se de seu estresse. deixava que o ritmo o levasse e seguia pacientemente as memórias dos passos criados meses antes daquele momento chegar.
não demorou muito para terminar sua coreografia, curvando-se em respeito outra vez antes de correr para pegar seu microfone, tentando buscar o ar em seus pulmões no caminho. quando a batida criada por si soou em seus ouvidos, o timing criado por ele mesmo ao salvar ambas as tracks juntas não pareceu o agradar naquele momento; estava um pouco sem ar de início, talvez pelo nervosismo e não pela dança... o microfone tremeu em frente a sua boca antes de começar, mas deu um jeito de se recompor e imaginar-se no palco como gostaria de estar, assumindo uma postura com olhares ferozes para a cama e movimentos inteligentes com as mãos - e, não por sorte, mas por seus esforços, conseguiu se manter naquele ritmo até o final. quando acabou, wenhao não fez muito mais que respirar fundo e, mais uma vez, curvar-se para os telespectadores. o peito subia e descia; ofegante. manteve os olhos focados enquanto esperava pela avaliação dos jurados.
i’m talkin’ about your body
talkin’ about your legs
talkin’ about your LIPS
talkin’ about your
from your head to your toes.
nervosismo que corria por suas veias apesar da experiência conquistada devido à apresentações em competições quaisquer nas ruas de busan (com a sua dança e rap), aquele momento era deveras distinto. afinal, iria ser verdadeiramente julgado, onde o prêmio final não tornaria-se respeito dos rappers arredores ou um simples aperto de mão, naquele instante, seu futuro encontrava-se em jogo. o sentimento capaz de ultrapassar seu nervosismo era a sede excessiva de vencer. grato por seu instinto competidor: às vezes a única contribuição para não mergulhar no fracasso tornava-se a competitividade exagerada.
——— prazer em conhecê-los, me chamo yoon dongmin, tenho vinte anos de idade e sou trainee da jellybean entertainment. ——— insegurança desocupou o corpo segundos depois de proferir as primeiras palavras, curvando a coluna em um ato respeitoso com os câmeras e a audiência. ——— irei fazer a minha apresentação da música body, do mino sunbaenim, com uma coreografia especial feita por mim.. ——— sorriso instantâneo que iluminava a face normalmente séria do rapper que, logo pretendia retornar a assumir sua postura íntegra durante as apresentações. livrando-se dos pensamentos que pudessem o distrair, posicionou o corpo corretamente.
그리워 너의 몸
간지러운 숨소리
생각나 어렴풋이
i can’t feel you.
começou a cantar com os olhos fechados, a voz grave ditava as palavras no ritmo lento do início da música. surpreendeu a si mesmo ao realmente conseguir não distrair-se com pensamentos inapropriados para o momento, sem enrolar as frases uma única vez. recuperava o fôlego durante as partes exatas, mantendo o cuidado para não deixar a respiração ofegante explícita em cada verso.
continuou o rap, seguindo a batida da canção e ditando as palavras mais rapidamente. estava acostumado com sensação que o preenchia de satisfação ao interagir de forma tão íntima com a música, mexendo os braços e apontando o dedo quando necessário, cada mínima ação feita no ritmo e com paixão nos olhos de dongmin, que interpretava cada palavra com seriedade. no entanto, durante o refrão do rap, quando as palavras se repetiam outra vez, o coreano movimentava os pés rapidamente na coreografia que tanto havia ensaiado. sem errar um passo sequer, encerrou com a palavra final e o olhar intenso encarando a câmera. pôde sentir algo semelhante ao coração explodindo em fogos de artifícios de ansiedade com a apresentação que tanto ensaiou, principalmente a parte final da coreografia.
no fim, yeonjun era uma pessoa paciente. estava naquela fila há tanto tempo que já havia parado de contar os minutos, preferia continuar focado na folha de papel que trazia consigo contendo quase como um cronograma de sua apresentação. parecia sempre tão calmo, mas dizer que não estava ansioso seria uma grande mentira: preparou e ensaiou com cuidado toda a apresentação, por dias, porque não estava apostando no que já era acostumado. poderia parecer idiota considerando que seu futuro dependia dos resultados daquela apresentação, mas preferiu a ideia de dar tudo de si ao invés de apenas uma parte do seu talento; afinal, era adaptável. gostaria que vissem isso. não queria apenas mostrar seu rap indestrutível, mas também seu canto e sua dança que vinham sendo aprimorado há anos na jellybean. em suma, iria apresentar um conteúdo completamente autoral.
logo ao ouvir "próximo" dito em alto e bom tom pela produção, yeonjun subiu ao palco. já não estava mais com o papel em mãos - este agora se localizava muito bem nos bolsos, apenas para que sua postura fosse impecável, demonstrando a confiança que sempre emanava. uma reverência rápida e respeitosa era feita, tanto para os jurados quanto para toda a equipe técnica que estava presente; se toda a atenção estava voltada para si, iria demonstrar estar confortável com ela, porque de fato estava. ❝ boa noite. meu nome é min yeonjun e sou trainee da jellybean há quatro anos. ❞ só então o sorriso veio. era genuíno, tanto que não apenas os lábios sorriam, mas os olhos e as covinhas o acompanhavam. ❝ hoje irei apresentar uma música e uma coreografia, ambas produzidas por mim. espero que gostem e desde já agradeço a oportunidade. ❞ afastando-se do centro, o coreano se permitiu acomodar-se onde a coreografia começava.
em questão de segundos, a batida arrastada invadia o palco e era como se os passos a seguissem em sincronia. a dança não era o verdadeiro foco da apresentação, mas o fato não impedia de seus movimentos incrementarem a história que a letra da música contava. a voz rouca e a expressão forte davam profundidade ao que queria passar, a alternância entre inglês e coreano também. cantava seus medos, seus sonhos, seus objetivos, seus desejos... cantava sua história.
música cantada: hallelujah, rufus wainwright version
música dançada: bubble pop!
under the read more.
∵∴∷♡ Tivera uma péssima noite de sono. Rolara na cama por horas até finalmente conseguir dormir e, de qualquer forma, sentia-se como se tivesse fechado os olhos por apenas alguns poucos minutos. O dia de sua audição para o Produce 20 chegara. Curiosamente, Sooyun não se sentia em um dia estressante mas sim em um nostálgico.
Durante sua audição para a Red Light, quatro anos antes, sim, havia estado extremamente nervosa. Lembrava dos membros tremendo e do nó na garganta. Lembrava da fila de inscritos tentando chegar um pouco mais perto de conquistar um sonho. Lembrava do sol forte e lembrava de ter matado aula. Sua apresentação na época havia sido no mínimo despreparada e amadora. Agora, contudo, sentia-se uma nova pessoa. Com as instruções de anos de sua empresa e de uma nova ideia do que a indústria procurava, Sooyun decidiu cantar na audição a mesma música que cantara anos antes. Seria uma versão aprimorada, como se dissesse: ainda sou eu, sou eu, mas melhor.
Entretanto, tomou uma decisão diferente da antiga. No passado apresentara seu vocal e sua dança na mesma música. Nessa audição mostraria cada lado seu em uma música diferente.
Sua roupa era inteiramente preta, constituída de uma legging e uma blusa vestido de mangas longas. Usava um tênis branco e os cabelos presos em um coque. O café corria em suas veias quando ela adentrou a sala da audição, encontrando alguns rostos conhecidos, alguns desconhecidos, um odiável e várias câmeras. Posicionou-se no centro da sala e curvou-se diante da bancada “Sou Im Sooyun, 98 liner, tendo vinte anos, trainee da Red Light Entertainment.”, e colocou-se novamente ereta “Hoje estarei cantando Hallelujah, versão Rufus Wainwright. Minha performance de dança será depois, com a música Bubble Pop!”. Não fora lapelada ao entrar na sala, tampouco usava uma madonna. Sooyun pedira especificamente por um microfone de mão sem fio.
O instrumental começou a tocar e ela respirou fundo, levando o microfone até a altura da boca. Agora não importava mais quem lhe assistia, não importava o dia que estava por vir, tudo que passava em sua cabeça era a melodia e a forma que a adaptara para encaixar-se com sua metodologia vocal. E a música apenas saiu.
Sooyun cantou pelo que pareceu horas, talvez até dias. Cada nota, cada pedaço da melodia. Olhava para a banca e fechava os olhos, criando uma sintonia tranquila. Não movimentou muito o corpo, deixou que sua voz fizesse o movimento e, então, acabou. Ela encarou os rostos em sua frente, colocou o microfone no chão, deu um passo para trás e puxou o cabelo do coque, deixando-o correr livre por suas costas.
Uma movimentação brusca do quadril iniciou a segunda música e ela, mesmo sabendo não exceder muito as expectativas em suas coreografias, deu seu máximo. A sala se tornou quente e, como dançava sozinha, teve de trabalhar previamente em adaptações para os movimentos feitos em dupla. Não era perfeita, mas rezava que conseguisse alguns pontos pela criatividade. Sorriu para o banca o máximo que pôde, interagindo com a mesma: jogando o cabelo como havia feito nos treinos e finalizando com um beijo jogado para a câmera de luzinha vermelha ligada.
Curvou-se outra vez e agradeceu, pronta para ouvir as críticas. Tentara mostrar um lado sério e um alegre, esperava ter conseguido.
aconselhada a manter a proposta da empresa, lyla preparou o que desejavam que ela fizesse. por um tempo aceitou todas as dicas, começou a ensaiar os passos da coreografia com a marca registrada e ideal para um grupo feminino, sendo até mesmo uma música que pertencia à waterfall. e então parou. tudo que fazia não soava verídico e após uma longa conversa e estudo próprio, ela finalmente falou sobre o que acontecia. felizmente, foi ouvida e permitida a contragosto por parte de seu agente, mas estava decidida e, sendo assim, tudo que seguiria era genuíno de sua pura empolgação.
— olá, eu sou lyla yu e tenho dezenove anos. — começou com um sorriso nos lábios, havia respirado profundamente antes e ficado séria por grande parte do tempo ao concentrar-se. seu humor oscilava, mas não dava qualquer sinal disso ao encarar aqueles a sua frente. entretanto, sua empolgação exagerava seu sorriso. isso não faria mal algum, pelo menos. — pertenço à waterfall entertainment e obrigada por me receberem. — apresentava-se com uma reverência educada. ser avaliada não era um problema quando sabia exatamente onde estava, poderia ser perigoso se possuísse menos tempo de treinamento e a atitude pertencente à adolescência.
embora tudo indicasse que fosse especialista com apresentações, teve que aperfeiçoar ainda mais as suas habilidades sociais por conta das expectativas frustradas de outrem para com seu nome. inevitavelmente estava sempre ligada ao irmão mais velho; só seria bom se fosse perfeita, só seria bom se nascesse novamente. desse modo, foi construindo o pensamento de ir longe e fugir do genérico que queriam que ela virasse.
a realidade era que o mundo seria sempre pouco extravagante para ela.
— irei fazer apresentar fake monk do cui jian com o arranjo um pouco diferente. — indicou o “pouco” fazendo a medida entre indicador e o polegar, seus olhos diminuíam enquanto o sorriso que surgia era enorme e charmoso. a música pertencente ao artista chinês de rock fora foi rearranjada para que pudesse soar moderna, um tanto mais leve e encaixar com seus passos fortes. — espero que todos vocês gostem! — concluiu ao que foi orientada a começar seu desempenho, sendo a deixa para que fosse para a posição que iniciaria.
de costas para o público e com uma mudança significativa de semblante, os primeiros trinta segundos de instrumentais mostravam a sua especialidade: a dança. encaixou as batidas iniciais aos movimentos que a faziam virar lentamente, misturando o suave ao que de repente passava a existir força, divertindo-se com isso. trocar de música e dança para a sua apresentação resultou em uma mudança de espírito e refletia em toda a sua postura, sendo mais do que apenas uma dança com coreografia, mas uma representação de si e seus verdeiras intenções.
começou a cantar a música que aceitava seu tom subir e descer sem perder a afinação. as pausas instrumentais lhe davam espaços para a coreografia forte, cheia de traços que podiam ser encaixados em qualquer dança, mas trazendo algo único com a ligação de seus olhares intensos e as habilidades de prender a atenção do público.
jamais seria entediante fazer o que amava.
a apresentação mostrava além de sua estabilidade vocal, mas que também arriscava-se somente onde podia; mantendo-se em seus limites e fazendo do conforto o paraíso. no final das contas a intenção era mostrar seu brilho e conseguir escapar do que seu sobrenome acarretava ao ser vista pelos produtores e instrutores e avaliada pelas habilidades de treinamento, contando também com a aceitação do público. todavia, naquele momento era mais que isso, pois agradava-se somente para que todo o resto viesse em seguida.
‘’Meu nome é Bae Jinye, mas costumam me chamar de ZN. Tenho 19 anos de idade e venho da Waterfall Entretenment.’’ A figura feminina estava parada no centro da grande sala branca, tratando de portar o seu mais radiante sorriso enquanto dirigia o olhar para cada uma das pessoas sentadas à sua frente. Vou apresentar uma música escrita e composta por mim, chamada Slay, e uma coreografia própria da música Know – Syd. Apresentou-se, deixando que o sorriso saísse de seus lábios lentamente ao permitir que o clima da apresentação surgisse, tomando o seu corpo de forma natural ao ouvir a batida que se iniciava. Jinye havia preparado aquela apresentação de forma especial, ela sabia que entrar ali com o rap próprio era algo no mínimo ousado a se fazer, ouviu aquelas palavras de praticamente todos de sua agência, mas tratou de ignorar, conhecia sua capacidade melhor que ninguém e não deixaria que a insegurança alheia a afetasse. Aquela música não possuía apenas rap, era adornada por pequenas partes de canto que foram escolhidas a dedo e treinadas com afinco dia após dia com a ajuda de seus colegas trainees e treinadores vocais da Waterfall. ZN não era vocalista, tinha orgulho de sua posição como rapper, mas sabia que para chamar atenção naquela competição precisava mostrar tudo que era capaz.
A batida forte acompanhava sua voz agora mais suave que o costumeiro, as palavras cantadas deram entrada para o flow próprio e atitude durona que dominava a sua áurea e grande presença, trabalhada durante anos de apresentações e treinamentos. ‘’Mama raised me no fool’’ Cantava como se estivesse falando diretamente com cada um ali, com cada competidor ainda desconhecido, carregada de swag em cada movimento. Estava tentando entrar naquele programa em busca de seu tão almejado debut, não deixaria que nada, nem ninguém atrapalhassem seus objetivos. ‘’God, imma slay.’’ Finalizou, colocando-se em posição quase que automaticamente, buscando não perder a chave tão conhecida para o inicio de seus movimentos de dança. Ensaiou aqueles passos até a exaustão, sabia que não era perfeita na dança mas sempre buscou desenvolver suas habilidades o máximo que conseguia todos os dias, estava em busca da perfeição, aqueles movimentos estavam cravados em sua pele, eram calculados e executados meticulosamente. A vibe que passava agora era mais sensual que a anterior, aliviando o clima após suas palavras secas, movimentava o corpo no ritmo da batida, executando cada um dos passos de forma limpa e marcada. Buscava através daquilo, mostrar que não era conhecedora apenas do hip hop, conseguia se adaptar ao que lhe era oferecido. Waterfall era conhecida por seus grupos femininos mais fofos, e apesar disso, Jinye havia recebido carta branca para apresentar o que achasse mais conveniente, ela era grata por isso. Fofura não era o seu estilo. ‘’Aegyo? No.’’
O fim da batida sinalizava o fim da apresentação, a figura feminina respirava de forma compassada, buscando recuperar um pouco do fôlego que havia sido usado anteriormente. Saiu da posição final, finalmente relaxando completamente os músculos e permitindo que seu sorriso voltasse a prender em seus lábios. Havia feito um ótimo trabalho, sabia disso, sentia isso da cabeça aos pés. Curvou-se em uma longa reverência, agradecendo pela oportunidade de estar ali, estava grata apenas pela oportunidade que lhe foi entregue.
⊱ ˙ - ̗̀ ☆ ᖍ ៹ . —— quando tomou ciência do programa leon não pensou muito sobre ele. não por ter ficado estabanado e louco de vontade participar. pelo contrário. ele não sentiu nenhum fogo crescendo no peito dizendo que ele deveria participar por diversos motivos. seis anos. seis longos anos treinando todos os dias e ainda assim sem receber o devido conhecimento que todos tanto diziam que ele merecia. talvez fosse o karma por ter entrado naquele mundo sem muito interesse. talvez ele não devesse ter aceitado a proposta de se tornar um trainee para um dia, quem sabe, se tornar um idol. mesmo leon hwang, o cara mais positivo que seus amigos conheciam, estava tendo pensamentos negativos quanto à ideia de se entrar para a área musical.
amava a arte, mas estava mais ligado à pinturas, traços e coisas tangíveis. contudo seria hipocrisia dizer que nesses seis anos não havia se apaixonado pela música sendo esta uma forma de arte tão bela e eterna quanto as outras. a mente de leon se tornava uma total bagunça quando se tratava de sua possível carreira. mas de certa forma ele gostava daquela bagunça, da sensação de não saber o que poderia acontecer futuramente. e com esses pensamentos ele foi pego desprevenido, sendo chamado para fazer uma audição para o programa. ele iria negar. deus era a testemunha. mas tinha que agradecer à diego, seu amigo de infância e ex-namorado que insistiu para que leon aceitasse a proposta. chegou a receber ameaças do latino e até cogitou negar só para encontra-lo mais uma vez, nem que fosse para receber um soco como diego prometia carinhosamente aos berros no telefone. mas ele aceitou. e no momento em que aceitou sentiu que o estômago se embrulhava de uma forma engraçada, boa e ruim ao mesmo tempo. da mesma forma que se embrulhava enquanto encarava os instrutores naquele momento. havia passado dias treinando aquilo, não seria tão difícil. ao receber o sinal de que poderia iniciar o americano encarou a câmera a sua frente, curvando-se em uma reverência educada que não era tão acostumado, mas que contaria pontos a seu favor. ❛ olá, eu sou leon hwang, tenho vinte e três anos e sou trainee da rocket entertainment. ❜ ao adotar a postura ereta novamente estendeu a mão, pegando o microfone que estendiam para si. ❛ irei apresentar a música bet on it do high school musical 2. ❜ o olhar pousou nos próprios sapatos, o moreno tomando um pouco de ar para arejar a cabeça e espantar os demônios que diziam que ele iria falhar. seus pais e avós acreditavam nele. diego e os outros amigos da califórnia acreditavam. então ele iria acreditar também. ao sinal do americano a música teve seu início e no momento correto deixou que sua voz cantasse a letra com a tonalidade que ela merecia, profunda e carregada de sentimentos, determinação e raiva. ao final da música permaneceu de olhos fechados, com medo de encarar os instrutores e encontrar decepção. depois de um minuto o americano se recompôs, entregando o microfone. agora seria o momento de humilhação. se tinha se garantido no vocal poderia temer pela dança. sacudiu os braços em um aquecimento totalmente errado e que com certeza fez com que uma das mulheres na sala risse leon tinha notado e amaldiçoou mentalmente até a sétima geração da mulher em espanhol. quando a batida da mesma música se iniciou ele tentou acertar ao menos metade dos passos que lhe foram ensinados. surpreendentemente não havia sido tão ruim e em poucos momentos conseguiu executar passos com perfeição. a mente bloqueou as pessoas ao redor, como se só houvesse ele naquela sala. nem mesmo as câmeras estavam presentes em sua imaginação. quando a última batida terminou ele parou ofegante, apoiando as mãos nos joelhos para recuperar o ar e descansar tanto quanto podia. por sorte recebeu quantos minutos fossem necessários para voltar a seu estado normal. quando enfim se ergueu para encarar o grupo de pessoas à sua frente o americano mordeu o lábio inferior com certa força, perguntando-se se realmente estava pronto para ouvir as críticas que viriam.