Os treinos começam a se intensificar a partir de agora, os trainees serão avaliados ao findar de cada semana, para que os instrutores possam avaliar seus pontos fortes, os fracos e seu desenvolvimento ao longo do programa. Para a primeira avaliação, foi entregue uma lista de músicas as quais os trainees poderiam escolher apenas uma cada, para no findar da semana eles apresentarem aos instrutores e produtores individualmente.
LISTA MASCULINA
DOOM DADA by L.won.
MOVE by Taemin.
HOT TIMES by Renjun & male soloists from RL, Maze & Rocket.
LISTA FEMININA
GUCCI by Ahra.
PUNK RIGHT NOW by Solbi.
DÉCALCOMANIE by Haein, Jiyeon (from MYSTERY) & two females from Waterfall group (BEATIN’ HEART).
OOC INFO.
Os trainees podem e devem treinar junto uns aos outros. Eles poderão ensaiar suas músicas no período da tarde, após 16h até às 18h, e os instrutores estarão à disposição em salas específicas para os auxiliarem, caso necessitem.
As apresentações serão individuais, contudo, os demais trainees irão também assisti-lo se apresentando.
A task deverá ser entregue até segunda, dia 18/03, às 18h. Não poderemos aceitar após isso.
┊♔ Quando escutou pela primeira vez as opções de músicas reservadas para as trainees femininas, ZN se identificou automaticamente com Gucci. Parecia que havia sido feita para si, seus ouvidos identificaram rapidamente o flow necessário, e não tardou muito para que a ruiva aprendesse a letra da música. Preferia escrever suas próprias letras, mas como essa não era uma opção, apenas trataria de se familiarizar com as mesmas o quanto antes. Seu costume com esse tipo de coisa fez com que em pouco tempo já soubesse as palavras até de trás para frente, dominava o ritmo e a batida, agora só precisava aprender a coreografia. Comparada com punk right now, a coreografia presente em gucci não era nada demais, não negaria que estava esperando algo mais desafiador nesse quesito. Queria mostrar a sua capacidade na dança. Desde que a lista com seu nome foi vazada, Jinye não conseguia tirar da cabeça que sua avaliação ignorava totalmente suas habilidades na dança. Ela sabia que não era perfeita, mas considerava que estava quase lá.
Caminhou com passos calmos e decididos até o centro da sala, os olhares estavam voltados para si e ela adorava essa sensação. Sua confiança transbordava, como sempre. Sentia falta de estar no centro dos palcos, ser o centro das atenções e especialmente de se apresentar. Fez uma longa reverência para a platéia de trainees, e outra para os instrutores. ❝ —— Eu sou Bae Jinye e vou apresentar para vocês a música Gucci, da Ahra sunbaenim. —— ❞ Fechou os olhos, esperando que a primeira batida da música se fizesse presente, abrindo-os imediatamente ao começar a reproduzir as letras, como se fossem de sua própria autoria. Dominava o palco, exalava confiança e desejo de mostrar o que era capaz, desejava do fundo de seu coração que sua capacidade se refletisse em seu ranking semanal. ❝ —— 'Cause I'm self made, ain't nobody ever made me. I'm in the party, going crazy. —— ❞ Parecia que a letra havia sido feita para ela, em seus momentos de confiança ela se sentia como se valesse tudo isso. ❝ —— I feel like Gucci, baby. I'm a bad motherfucker in the room, yeah. —— ❞ Dançar e cantar ao mesmo tempo não atrapalhavam em sua pronuncia, suas palavras saiam estáveis como se estivesse parada enquanto pronunciava as palavras, anos de treino resultavam nesse tipo de controle vocal.
Findou a apresentação com mais uma grande reverência, sua respiração estava acelerada, suas mãos fechadas em punhos ao lado de seu corpo, não queria levantar a cabeça. A felicidade por estar se apresentando finalmente passou e estava sendo substituída pela ansiedade para o resultado. Será se a sua apresentação havia sido do agrado de todos? Suas unhas perfuravam a palma de sua mão conforme seus pensamentos pairavam mais ao redor disso. Apressou-se para sentar-se em um lugar qualquer, perdida em seus pensamentos enquanto a próxima apresentação tomava início.
░ ʽ 🌊🐟 WE MADE IT TOGETHER, WE PUT IT ON EACH OTHER!!
𝐋𝐈𝐊𝐄 𝐃𝐄𝐂𝐀𝐋𝐂𝐎𝐌𝐀𝐍𝐈𝐄, 𝐈 𝐅𝐄𝐄𝐋 𝐆𝐎𝐎𝐃.
░ ʽ 🌊🐟 ━━━━ suspirava a nostalgia do público, era deveras enjoativo performar músicas alheias. incômoda a perda da personalidade na leitura das pausas de uma canção que não lhe pertencia. sentia o que chamavam de idol no âmago, que diferia da artista e intérprete que jinri ansiava um dia se tornar. cantar seus amores, sentir o tom da música abraçar a própria voz. ahra era a sua instrutora favorita, ainda que não indicada aos olhos leigos de quem separa artistas por dom, sem lembrar que a expressão da arte mora na emoção e na capacidade de ser fiel a ela, e em sua busca pelo alívio da veia exposta encontrou-se na conhecida treinadora mais rígida, sabia que a facilidade que os outros não tinham era conhecê-la antes da necessidade. 🌊🐟 ━━━━ olá instrutores, e público. a breve reverência pareceu durar horas, havia em si o nervosismo da primeira vez, ainda que outrora diversos palcos protagonizara.
a obra de um artista, ainda que feita pra outrém, fala muito sobre ele. uma conexão interrompida ao roubar-lhe a inspiração, jinri era simplória e desafortunada de bens materiais, sua riqueza era a fortaleza de sua mente, que respirava com sentimentos em tudo o que fazia. como se oxigênio não bastasse para mantê-la viva. 🌊🐟 ━━━━ vou apresentar decalcomanie. sem muito o que dizer para os olhos de vidro que a acompanhavam, jinri riu ao compreender as orbes confusos de ahra a acompanhar-lhe, a coreana tropeçou nas ideias a semana inteira, apresentaria gucci até três dias atrás, quando decalcomanie conversou melhor com a emoção.
░ ʽ 🌊🐟 ━━━━ you and i, we kiss, i feel good i’m trusting myself with you, i feel you this is a little dangerous dangerous dangerous, i think i’ll cross a line. longos anos se passaram desde então e a memória dela se enfraqueceu pelo muito sofrer. ou, talvez, não poderia agora reevocar aqueles pontos, porque, na verdade, o caráter de sua bem-amada, seu raro saber, sua estranha mas plácida qualidade de beleza e a emocionante e subjugante eloquência de sua linguagem musical abriam caminhos dentro do coração de jinri, a passos tão constantes e tão furtivos que passaram despercebidos e ignorados. na busca incessante pela conexão com a música, o rosto de majestade deu lugar a um vazio sem fim, só então mihi tornou-se coadjuvante naquela lembrança, era atípico, mas a argúcia já reconhecia que lhe faltava senso onde sobrava o caos mau resolvido.
cantava pela música, pela sorte de poder cantar e por aquele amor apenas. enganava-se. sem muitas preocupações ainda que a transmissão global fosse tangível, entretanto, nasceu com o sopro da arte — o azar no destino incerto, a paixão pela música que corria nas veias como se em algum momento fosse lhe causar uma hemorragia. we made it together, we put it on each other like decalcomanie, i feel good.
•| ⊱ ✿ tomou toda liberdade para naquela semana perturbar sua sunbae de empresa, son haein, uma vez que a canadense era bastante perfeccionista e não podia permitir que sua apresentação fosse nada que não incrível. exigir muito de si fazia parte do pacote, ao qual já não era possível escapar. felizmente sendo a primeira a acordar e a última a ir deitar-se possuía suas vantagens, e ao que evitava também usar sua voz em demasia durante os dias, descansava ao máximo que era possível: não poderia, de forma alguma, perder a voz para tal apresentação.
ao que chegou sua vez caminhou para o centro do recinto determinado, tendo um microfone dado por alguém da produção. miyamoto agradeceu, logo virando-se aos instrutores, e também colegas trainees. ❛ ——— olá, sunbaes. —— fizera uma reverência aos seis, com um sorriso nos lábios. ❛ ——— a música que escolhi foi délcacomanie. —— sabia que essa também era a escolha mais esperada para si, contudo, não importava-se.
a melodia deu-se início, em sequência da voz da canadense, ecoando por toda a sala. a letra que lhe era tão familiar, não poderia decepcionar uma das vocais principais da mesma, que estava diante de si, a própria haein. yura buscou trazer os sentimentos que possuía, que compreendia diante a letra, lembranças guardadas a sete chaves, as quais permitia somente naquele momento alguma libertação.
lembrou-se dos conselhos de choi solbi, evitando ficar inerte, aquilo era chato. miyamoto não sentiu problema em buscar terreno, tomando o palco como seu, não se prendendo somente aos ensaios —— espontaneidade era importante, não queria e tampouco pareceria com um robô ao que cantava cada sílaba da música, extremamente animada, confiante, consigo mesma.
ao que findou a apresentação, miyamoto fizera uma reverência aos instrutores, e aos trainees no local, o sorriso presente em seu rosto, incapaz de tirá-lo ou contê-lo, uma vez que a garota acreditava ter ido muito bem, mesmo que somente a avaliação futura fosse de fato comprovar tal coisa. entregou o microfone à produção, e, em sequência, buscou um lugar ao lado madson, sua nova amiga. ⊰ |•
⊱ ˙ 💋 ៹ . Os passos da japonesa eram firmes e confiantes ao que caminhou ao centro da sala, havia praticado durante toda a semana para aquele dia. a dança sendo seu ponto mais forte, a escolha dentre as três músicas definidas havia sido tão fácil como roubar doce de uma criança. fujiwara possuía um sorriso prepotente, que logo transformou-se em i n o c e n t e, o olhar rumando a pessoa que sabia precisar impressionar: a dona daquela coreografia e música, choi solbi. “eu sou fujiwara nana, e irei apresentar punk right now.”
NANA preparou-se, dando o sinal para a produção de que poderia dar início a música, e semelhante à batida, o corpo da japonesa passou a se mover, entrando no ritmo desde a primeira fração de segundo. a coreografia lhe era fácil, como uma luva, mas optou por fazer algumas alterações, dar um toque pessoal para mostrar o grande potencial possuído e desacreditado em imediato quando descobriam que era uma trainee da maze. a japonesa cagava e andava para a mesma, porém odiava que a subestimassem, fosse por empresa ou pela família da qual viera.
Entretanto, não havia sido apenas suas habilidades e talento na dança e em coreografar o motivo para nana estar ali, sua voz atingindo o recinto. a japonesa não possuía o melhor dos vocais, mas fez o melhor com seu treinamento e com a instrução da haein, seguido pelo rap da música. nana mantinha-se confiante, sem nunca vacilar em seus movimentos, tendo o olhar fixo na bancada dos instrutores.
Com a finalização da música se aproximando, a japonesa sorriu confiante para sua plateia, seguindo de sequência dupla de estrela, parando pouco a frente dos instrutores, da de dança em especial. nana piscou-lhe, com um sorriso inocente e ingênuo, antes de afastar-se da bancada. “obrigada por sua atenção, sunbaenims.” curvou-se respeitosamente para eles, em seguida buscando um lugar para se sentar, e assistir as medíocres apresentações dos outros.
não obteve qualquer reação fabulosa desde que chegara, mas desapegava-se do positivo a cada ano que passava e sentia-se ainda mais perdida em sua própria vida. para alguém que amava estar rodeada de pessoas aquela platéia com os amigos que moravam consigo era perturbadora. o sentimento exato para tal não possuía nome e, portanto, passou alguns minutos encarando instrutores e colegas. na realidade, competiam entre si em uma industria cruel que poderia ser mais fácil para ela se aceitasse seus privilégios. por esse motivo, sentiu que deveria seguir o seu caminho sozinha, mas o peso de seu nome e trajetória existiam e estavam relacionados em buscas com o mais velho e bem sucedido dos yu.
segurava o microfone adquirido em mãos e o levou finalmente até os lábios com uma expressão incerto. –––– eu sou a yu hui- lyla. –––– os olhos buscavam a confiança necessária e com um suspiro audível pelo microfone de mão, ela continuou: –––– lyla yu. e irei apresentar “punk right now” da solbi sunbaenim. –––– concluiu com uma carga incomum na voz. estava visivelmente nervosa e preferia que pudesse não ser vista pelos outros naquele momento.
devolveu o microfone de mão e se colocou na posição que iniciaria a música somente com o de rosto. alguns segundos faziam diferença, pois concentrava-se no tempo em que usualmente dançava só naquele estilo. devia toda aquela atitude a jinye, então o semblante mudara assim que ouviu a primeira batida.
eram como diziam “o show deve continuar” e, dessa forma, a dança se iniciou. o “brrra” alto em sua voz saíra no instrumental, ainda que fosse uma apresentação que focava-se mais em sua dança, lyla gravou e regravou várias vezes como soava enquanto dançava. o áudio muitas fazes lhe frustrava por uma ou outra respiração que saia fora de hora, mas fez com que o excessivo treinamento corrigisse todas as pequenas falhas que encontrou.
soltou um pequeno sorriso ao que a música se intensificava e caminhava para o refrão, finalmente absorvendo o sentimento que a seguiu por todos os passos bem executados e sincronizados com a música, não deixando de se divertir com as expressões firmes e ousadas ao que cantava em um tom que não demorou a soar natural e estruturado. era quase como se conseguisse se enganar o suficiente para passar a facilidade inexistente daquela coreografia e se sentir a altura dos outros competidores.
❛ —— era complicado. mais que complicado, se fosse ser sincero. desde o dia em que chegou no programa, mostrara diversas vezes como seu amor pela dança era real, assim como seu talento não era dos menores quando se tratava daquela tarefa – mas tal paixão parecia ofuscar todo o resto de seus talentos de maneira que ele parecesse mais um back dancer do que um idol completo. foi por isso que passou para sua desejada posição secundária; mesmo que o coreano ainda não fosse o mais dos afiados, tinha confiança de que treinar o suficiente poderia fazer com que seu speed rap fluísse como se fosse um nativo falando. era o que fazia com as próprias composições, afinal.
ser assistido pelos outros competidores era uma ideia que devia deixá-lo inseguro, mas por algum motivo, sentia-se foda para caralho enquanto caminhava para o centro do palco. se fizesse tão bem quanto havia feito enquanto ensaiava, nada poderia pará-lo, nem mesmo o medo de falhar. este que havia parecido evaporar no momento em que deu seu último suspiro antes de observar os mentores em sua frente. —— o meu nome é lin zhihao, e eu vou apresentar doom dada, do l.won sunbaenim. espero fazer bem —— curvou-se antes de fechar os olhos, usando aquele pequeno segundo antes da batida soltar para desejar um boa sorte para si mesmo. precisava fazer direito. ter todos os outros trainees assistindo poderia ser uma desgraça e também uma dádiva. era um bom momento para mostrar seu potencial para todo mundo naquela sala, mas precisava que seu foco fosse o suficiente para que não vacilasse pelo nervosismo.
os olhos pareceram mudar completamente quando começou a fazer o rap. nada em si pertencia ao depressivo e traumatizado zhihao; ali era nada mais e nada menos do que o melhor rapper daquela sala. nada o provaria o contrário. mesmo que vez ou outra suas riscadas leves no coreano parecessem atrapalhar, o taiwanês continuava a cuspir fogo enquanto sua presença de palco desenvolvia, tentando não ficar parado no mesmo lugar e ter o corpo morto; movia-se para lá e para cá enquanto a mão que não segurava o microfone movia-se com gestos rápidos, que seguiam sua língua afiada. talvez por ter ensaiado as partes mais rápidas da música vezes demais, sua certeza era a de que pelo menos seu speed flow havia sido 100%; o resto era incerto, porque apesar de ter feito bem, algumas palavras saíam com a pronúncia confusa. não todas, mas algumas.
curvou-se outra vez ao terminar sua apresentação, olhando confiantemente para todos os jurados. queria impressioná-los; queria como se aquela fosse a coisa mais importante de sua vida. —— obrigado —— agradeceu antes de soltar toda a respiração que parecia ter prendido durante aquele breve agradecimento.
&. ━━ ❛ jihoon havia escolhido a música que iria apresentar sem pensar duas vezes. sabia bem que poderia explorar seu potencial ali e, apesar de já ter firmado muito bem qual o seu principal talento era, tinha certeza que poderia mostrar algo de novo ━ treinara incessantemente durante aquele mês, e sabia que suas habilidades eram algumas das mais polidas dentro do dormitório. estava preparado, ainda que seu coração agitado insistisse em negar tal afirmação. mesmo com o começo de resfriado que havia lhe abatido na quarta semana de programa, jihoon não demorara a recuperar-se. mesmo com a lista que não incluía seu nome, jihoon recusava-se a manter sua cabeça baixa. permanecia estável, como uma rocha, e estaria ali até que os instrutores cansassem de seu rosto ━ mas eles não o fariam. não quando jihoon era tão bom em tornar-se o que eles mais desejavam.
❛ com a ajuda de bruno, polira seus vocais ao máximo que lhe era possível. a dança era sua especialidade e, apesar de lutar para surpreender a cada nova performance, sabia que era apenas o esperado de si. e jihoon era tudo, menos medíocre. iria provar-se quantas vezes fossem necessárias, contra todas as probabilidades. não importava-se com a descrença de milhares de olhares ao posicionar-se no centro da sala, sorriso parecendo reluzir ainda mais apesar do cansaço esperado depois de um mês cruel de competição.
❛ move era muito mais do que uma amostra bruta de talento: aquilo não seria o suficiente para que performasse a música com maestria, e jihoon sabia disso. talvez o que lhe beneficiasse em meio aos demais era como estudava as letras e a melodia, absorvendo tudo que uma faixa tinha para oferecer. era extremamente analítico, mas pouco daquilo transparecia em seus movimentos que pareciam tão naturais aos olhos amadores.
❛ após introduzir-se, confiante e direto ao ponto, aguardou para que as batidas marcadas que havia decorado se iniciassem. sua voz soava muito mais límpida do que previamente, e orgulhava-se daquilo: move exigia algo quase íntimo, como um sussurro ao pé do ouvido, e jihoon sabia ter obtido sucesso ao replicar aquele tom ao observar as reações dos instrutores. era provável que não esperassem aquilo de si, e o ego do noh pareceu ter descoberto sua própria existência naquele exato momento. apesar de ouvir a si mesmo, voz marcante ecoando pela sala, ainda conseguia manter a suavidade das palavras que lhe escapavam.
❛ aquela coreografia não era complicada, mas exigia intensidade ━ não em movimentos absurdos, mas sim de expressão. precisava preencher o ambiente, de modo que todos os olhares não pudessem evitar recaírem sobre sua figura. não perdia qualquer batida, obviamente, e a potência de sua voz era deveras notável. sabia que não era páreo para os demais vocais do programa, mas estava chegando perto. a peculiaridade daquela dança, em conjunto com os ares quase femininos desta, era a fluidez requerida ━ mas cada pequeno findar deveria ser afiado, transformando a melodia em um adendo perfeitamente sincronizado ao seu corpo. eram um só. 너만을 감상해 ━━ e jihoon sabia, todos estavam, de fato, olhando para si ━ e ele poderia dizer que vivia para perceber a admiração que era capaz de arrancar de uma plateia.
❛ 괜찮아 날 똑바로 봐 ━━ com seus maneirismos elegantes, firmes em sua destreza corrente. sabia da intensidade de suas orbes, na energia invejável de seus quadris, e, mais do que isso, sabia como utilizá-las. seu único objetivo ao performar era enfeitiçar todos a sua volta e, por um momento, sentir-se apaixonante. transformava-se em uma visão de tirar o fôlego, e aquilo trazia um sorriso aos seus lábios. you got got the rhythm. curvou-se ao terminar, os noventa graus completos, um agradecimento esperançoso lhe escapando. se aquilo não fosse capaz de convencê-los, nada mais o faria.