Minha Terra (A Cavalgada)
Minha terra tem prado e vaquejada
Tem corrida no mato e de argolinha
Tem o cheiro da casa de farinha
E forró pé de serra na latada.
Minha terra promove a cavalgada
Onde o rei se apresenta todo ano
É no último domingo mariano
Onde o povo se alegra satisfeito
E a Nação Cultural encontra o leito
Mais bonito do chão pernambucano.
No domingo a barra vem quebrando
Cavaleiros se encontram pra partida
E os mais belos na hora da saída
São o rei a rainha desfilando.
Os guerreiros que vão acompanhando
Formam duas cortinas perfiladas
Estandarte e bandeiras bem bordadas
Complementam os trajes coloridos
A sonora dos cascos nos ouvidos
E o povo aplaudindo das calçadas.
No caminho é pura diversão
Alegria faz parte do trajeto
Mais na frente tem um café completo
Leite quente, farofa, queijo e pão.
Prosseguindo só ficam pelo chão
Belos rastros da grande caminhada
A natura envolvida na estrada
Olhos d’aguas tão limpas pra beber
Que só podem provar, sentir e ver
Quem montado vai junto à cavalgada.
Uma casa no beiço do caminho
Já pertinho da pedra ao pé da serra
No quintal de faxina um bode berra
Duelando ao cantar de um passarinho.
Um rosário tecido de coquinhos
Aos pouquinhos só fica o cordão
E no terreiro da pedra a multidão
Esperando o cortejo coroado
Minha terra é o reino encantado
Escolhido por Dom Sebastião.
Escrito pelo meu irmão,
Kayson de Oliveira Pires
em 27 de maio de 2010.












