No Auditório Elis Regina e parte externa, aconteceram as principais atrações voltadas ao entretenimento para o público na #expomusic2016. #pegadacultural #saopaulo #musica #festivalmusical #bandas #independentes (em São Paulo, Brazil)

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No Auditório Elis Regina e parte externa, aconteceram as principais atrações voltadas ao entretenimento para o público na #expomusic2016. #pegadacultural #saopaulo #musica #festivalmusical #bandas #independentes (em São Paulo, Brazil)
O mundo de Cândido | À procura da ideologia do Agora.
Na conversa com Rui Tavares, fomos levados a viajar pelo a história das ideias, da cultura, da política... Esta história que se caracteriza pelos progressos registados e pelos desafios ultrapassados. Olhamos para trás e vemos o quanto evoluímos e progredimos. É possível concluir que inovação surge pelo aborrecimento daquilo que já é conhecido, este é o impulsionador para a mudança.
Neste século da desatenção, surge um movimento que procura O movimento. Ansiamos por uma ideologia que nos conecte e nos caracterize. Mas será que é por estarmos tão conectados com a tecnologia, que nos desconectamos com aquilo que procuramos? Século da desatenção porque ficamos atentos ao virtual e não ao real. Queremos uma mudança, mas tornamo-nos apáticos perante a ação que nos guie para ela.
Vamos agir agora ou estamos à espera de outro agora?
Por enquanto, continuamos à procura, uns menos, outros mais, uns mexem-se e outros sentam-se, uns baixam os braços, outros levantam. Alguém diz: Onde estamos? É preciso perder o rumo e bater no fundo. Será que é agora que nos vamos começar a levantar?
FILE#2-AGORA, IRREPETIVEL - Análise formal e de conteúdo de um projeto exposto nas exposições de finalistas de design de comunicação
“A DEGREE IN COMMUNICATION DESIGN, THEN WHAT?”
Em resposta ao exercício proposto na disciplina Design de Comunicação e Metodologia do Projeto foi escolhido e analisado o trabalho “ A Degree in Communication Design, Then What?”, exibido na Exposição de finalistas de Design de Comunicação decorrida de 15.10.2015 a 13.11.2015 na Galeria de Belas-Artes e no espaço da Trienal de Arquitetura de Lisboa, no Campo de Santa Clara.
Escolhemo-lo pelo aspeto estético acima de tudo, e pela referência a personagens que coincidiam com os nossos gostos, depois de lido um pouco apercebemo-nos que o tema era bastante interessante e prosseguimos com a análise do mesmo.
Está inserido no Tema “A juventude em marcha”, no primeiro subtema dos três existentes denominado de “Escola”, os outros dois são “Meio” e “Geração”. Encontra-se neste subtema pois assim como outros do mesmo responde a perguntas como “para que serve uma licenciatura?” e qual o papel da escola
Este trabalho é da autoria de cinco alunos do mesmo curso: Cláudia Moreira, Guy Edward, Joana Guarda, Katarzyna Shab e Rita Mata; Com ele, os autores procuraram refletir as espectativas, os medos, os receios, as questões dos jovens em relação ao Futuro, mais propriamente, o futuro a seguir a uma licenciatura, para isso estes olharam para o mundo fora da universidade para perceber esses mesmos sentimentos de angústia constante, falta de estabilidade, causada pela falta de emprego, falta de entreajuda por vezes.
O mote inicial e principal do projeto foi acima de tudo os jovens, o seu tempo, o modo como agem, jovens que outrora tiveram atitudes de irreverência, onde lutaram pela mudança e que hoje muitas vezes vivem apenas com receio e inseguranças, afetados pela crise e pela constante tentativa de fazerem a diferença no meio da sociedade, distinguindo-se, na esperança de alcançar um futuro melhor.
O trabalho vive de uma constante interrogação sequencial, de um conjunto de perguntas idealizadas que poderiam passar pela cabeça de um jovem e que provocam o estado de espirito acima descrito.
Este projeto seguiu um percurso com diversas fases, começando por um estudo com os alunos, os do primeiro ano primeiro, fazendo perguntas como “o que projetas fazer com a tua licenciatura?”, “o que queres ser quando fores grande?”, etc que foram respondidas com respostas visuais em formas de cartazes; Seguidamente foi feito um estudo semelhante mas aos alunos do segundo ano, mas desta vez mais centrado na entrada para o mercado de trabalho visto que estes alunos dali por um ano iriam estra na mesma posição que os realizadores do trabalho; Posteriormente e depois de respostas tao positivas criaram-se sessões de conversa, uma primeira experiência de através de uma palavra transmitir os anseios e expetativas e depois as chamadas “Talks around the table” onde se realizavam debates com perguntas e respostas, que tiveram um feedback bastante positivo, nas quais participavam, para além de alunos, docentes do mesmo curso, de modo a que a partilha de experiência fosse mais enriquecedora, como por exemplo a experiência no mercado de trabalho.
No meio de todo este processo foi criada uma analogia entre o mundo real, a faculdade, e o mundo do Peter Pan, Neverland. Esta analogia consiste em dizer que a universidade é como a Neverland, um sítio onde tudo é idealizado, onde temos os lost boys, os alunos á deriva, a aprender, sem conhecer o mundo real, mundo esse (fora de Neverland, fora da faculdade) que está cheio de adversidades, aqui em similaridade com a personagem Captain Hook, que funciona como uma interrogação final, “será que este Capatin Hook nos vão mandar de volta para Neverland?”, pois já exigem um nível mais alto de especialização, um mestrado, um doutoramento.
Chegaram á conclusão que a juventude vê a entrada no “Mundo real” como um percurso a percorrer com muito esforço e dedicação e não apenas um simples momento.
É um trabalho interessante em todos os níveis, quer a nível estético quer a nível de informação. Rico em pormenores, detalhes e informação derivada de todas as sessões de conversas e entreajuda geradas. Deu-nos muito prazer analisá-lo e estudá-lo assim como realizar a entrevista com um dos membros do mesmo, onde se poderá ver uma opinião mais pessoal desse mesmo sobre temas tratados no trabalho, assim como opiniões partilhadas por todo o grupo, e outros temas relacionados com a faculdade, a juventude e o futuro.
Diogo Tomás 8457 Susana Farinha 8453
FILE#01—AS MIL E UMA NOITES, Partes 1 & 2 comentário e critica pessoal.
No filme As mil e uma noites, composto por duas partes: As mil e uma noites volume 1, o Inquieto e As mil e uma noites volume 2, o Desolado, Miguel Gomes, o autor, procura relatar a história de um pais mergulhado na crise económica, repleto de medidas de austeridade, miséria e desemprego. Para este efeito o autor utiliza a estrutura da estória homónima, onde é através da voz da princesa Xerazade que dá a conhecer ao publico estas situações em formato de pequenos contos e /ou estórias, misturando assim a fantasia com a realidade. Este filme tem ainda uma terceira parte já em exibição denominada de As mil e uma noites volume 3, o Encantado. Apesar das várias vertentes, é sobretudo um filme do género “drama”, por relatar precisamente os acontecimentos miseráveis e situações por vezes devastadoras em Portugal ocorridos nos anos 2013 e 2014.
Sendo que o volume dois deste filme resulta de uma continuação do Volume um, irei referir-me a estes dois volumes como um conjunto e não duas faces separadas.
Um filme que de início pode parecer estar cheio de cenas mortas, momentos parados, e falta de lógica, é na verdade um filme intenso, cheio de mensagem e que segue um encadeamento e uma estrutura bastante logica.
Este está cheio de metáforas e situações com duplos, triplos e muito mais sentidos deixando-nos num estado de alerta e reflexão muito elevado, levando-nos a questionar tudo e a pensar duas vezes em cada frame a que assistimos. Miguel Gomes faz o paralelo entre acontecimentos políticos e financeiros em Portugal e a famosa estória repleta de contos e fabulas chamada As mil e uma noites, dimensões aparentemente não relacionadas, mas que através da narrativa construída leva-nos a criar um novo imaginário, uma nova maneira de pensar e olhar o mundo.
A sátira e a metáfora são duas características fulcrais neste filme, características estas que o tornam tão interessante, tão fictício e tão real ao mesmo tempo. Quando se fala em pescadores e guerreiros, pensa-se em trabalhadores e desempregados, quando são referidas criaturas como génios da Lâmpada e animais que falam, na verdade esta a falar-se do bem e do mal, de ladrões e pessoas honestas. Esta dualidade e oposição sempre presente dá uma riqueza ao filme enorme, a veia surrealista adquirida pelo filme transporta-nos então para este mundo de pensamento, de perceção.
A estrutura deste filme está genialmente pensada, não há momentos que não sirvam para nos mostrar algo, cada cena tem alguma mensagem para os mais atentos, umas mais óbvias como é o caso do conto O Simão “Sem tripas” que fala de uma situação ocorrida em Portugal, que demonstra que este é um pais tão revoltado que tornou um assassino num ídolo, apenas por ter conseguido desafiar a lei, mostrando então a miséria a que Portugal chegou, e outras menos obvias como o O galo e o fogo por exemplo que nos mostra que a razão e a honestidade vêm de onde menos se espera, a ingenuidade de Portugal, vertentes do que é o Povo português, a importância dada a coisas sem importância e o desprezo dado a outras tão mais importantes, como por exemplo a cena da votação para presidente e os chocolates que a senhora entrega ao bombeiro.
Nestes contos e/ou estórias encontramos muito mais; vemos a força do poder e o interesse próprio, por exemplo no episódio Os homens de pau feito; a miséria, o desespero e a pobreza contrastada pela tradição no Banho dos magníficos por exemplo; a estupidez, o acumular de problemas, a corrupção, a luxuria, o erotismo, o interesse, a ausência de bondade desinteressada em O tribunal- as lágrimas da juíza; o abandono, a miséria, a desistência, em Os Donos do Dixie, tudo isto em relação a Portugal, aos Portugueses, á economia, ao trabalho, aos familiares, á vida. É mais uma vez este duplo sentido que faz este filme tão interessante a nível de mensagem e construção.
É um filme bastante bom a nível de captação audiovisual, cheio de paisagens e planos magníficos, mostrando Portugal e os Portugueses no seu estado puro, onde cada imagem, cada som é pensado, captado para passar algo especificamente e não apenas para ocupar tempo, o que faz deste filme um filme harmonioso visualmente e propositado a nível auditivo.
Para além de tudo isto usufrui de um excelente elenco de profissionais e amadores que dão um carater profissional e real a este documento audiovisual, causando emoção, familiaridade, desconforto, e tantas outras situações importantes para a transmissão da mensagem.
Por tudo isto é um filme do qual não se pode ver apenas um volume solto, mas sim acompanhar a sequencia dos três volumes, para seguir este mesmo encadeamento logico de ações e situações, e se perceber exatamente o que o autor pretendia passar com estas mensagens, que é traçar um retrato de Portugal num momento menos bom para este, e mostrar as consequências e reações a este mesmo momento, e com isto abrir muitos olhos e mostrar todas as características positivas ou negativas que daqui advém, antes nomeadas.
Em suma é um filme completo, lógico, e importante pela sua mensagem, pela sua construção, e por todas as outras razões previamente nomeadas, um filme que não deixa ninguém indiferente e que traz mudança a nível psicológico, mas também a nível da ação humana a vários níveis como por exemplo social e profissional. Diogo Tomás Turma B 8457
ZERO Admirável mundo novo
Sons invadiram a nave espacial à chegada, a princípio falados, depois gritados e por ultimo tocados, por cordas, sopros e tambores.
Esta é uma nave bem diferente de muitas outras, é tão pequena que nos perdemos na sua imensidão. Os manuais de instruções desta estão perdidos, ou até mesmo escondidos em lugares onde só vão os mais audazes. Foi-nos apresentada a nave espacial, pelos dois comandantes, que nos deram a liberdade de a explorar. E explorei, oh se explorei.
O arranhar de cordas começou a soar assim que desci as escadas da entrada, o som abafado da rua deu lugar ao som mágico de choro e riso de violinos, violoncelos e tantos outros que me esqueço, acompanhado por palavras bonitas em fundo amarelado.
Formas singulares abriram-se à minha volta em tons de Outono e Primavera; serpentes trepavam por cima de outras serpentes maiores; pequenos pontos de cor brotavam do chão, das serpentes, do ar; uma corrente de água minúscula banhava as vestes dos animais rastejantes do ar, uma aldeia de pequenotes sorria para mim, uma grande girafa manchada impunha-se perante as outras mais pequenas; os meus companheiros a bordo sorriam aqui e ali, concentrados nos seus estudos riscados deste novo lugar, todos admirados com tamanha harmonia, procurando o portal para aquele que seria o mundo novo. Uma cama verde estendia-se por todo o chão e aqui e ali pequenos gritos de uma criança alegre jorravam nos meus ouvidos.
Descobri imensas criaturas, locais e longínquas, com braços fortes e fracos, gigantes e anões, um grupo enorme e variado, todo ele captado em pequenas telas, 173 ao todo. Senti-me mais perto deste mundo novo, e por fim encontrei-o…um mundo amarelo e branco, repleto de longos corredores e escadarias, uma outra nave espacial quem sabe…
Todos os meus companheiros de bordo estão aqui, no escuro. Sim…faz escuro, mas eu vejo-os, vejo-os no som, no toque e oh a musica não para, e eu exprimo-a através de mim, das minhas mãos e no fim, o resultado é admirável, é um admirável mundo novo sem dúvida.
E aqui vou eu….Subindo as escadas até ele de novo.
DIogo Tomás turma B 8457