Yulia

seen from Argentina

seen from France

seen from United States
seen from China

seen from United States
seen from Italy
seen from Türkiye
seen from T1

seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Italy
seen from United States

seen from Canada
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Kazakhstan

seen from Singapore
seen from China

seen from United States
Yulia
Esse assunto, de novo, CeBarros?...
Peterco X-100. Para você que está chegando agora, as estranhas luminárias quadráticas da Via Anchieta (antigamente, em São Paulo) e diversas estações de trem no Rio de Janeiro (só que estão retirando, só pra me sacanear...) sendo que nestas os refletores são diferentes (ainda vou matar essa charada) fora os estacionamentos do Záffari na nossa querida, mais do que nunca, Porto Alegre. (Eu falei "pessoas que estão chegando agora" e que dirão: "moço, eu nasci em 99 de catorzembro de 2028, lá ele", então procure pelo Záffari Higienópolis em Porto Alegre no Google Street View). Não sei como eu nunca fiz esse objeto antes em CGI. Uma das coisas mais quadradas engendradas pelo ser humano antes de Minecraft. O mais incrível... é que eu não consegui direito, está torto... E sim, parece que é isso mesmo, as 'pétalas' (as partes onde ficam as lâmpadas) são paralelepípedos em proporção áurea - daí o anúncio de revista da Peterco falar em "linha dourada" sendo que as luminárias são todas em preto fosco. Quem foi o designer da Peterco? E porquê não se fala sobre ele por aí?! Cartas de tarô para a Redação.
Quando você enfim descobre que as coisas que você gosta tem nome - por menos gostadas que elas sejam!
Achei que eu NUNCA IRIA SABER DE NADA DISSO. N-U-N-C-A. "É para isso que eu pago a Internet." Uma empresa brasileira acabou dando a cara das cidades do Brasil com os seus produtos. Cidades mesmo, daquelas que tem cruzamentos, ruas e avenidas. A Peterco (que nem sei como se pronuncia, Píderco, Petérco?) fabricava semáforos e iluminação pública, além de outras coisas, como iluminação de pista de aeroporto e até luminárias domésticas, segundo o que se consegue pesquisar deles na Internet. Lamentavelmente, são poucos os que se importam com o que eles fizeram e o legado deles. Alô Deep Web, como é que é?...
Queria saber quem era o designer dessas coisas, porquê não tem NADA que a Peterco não tenha feito que eu torça o nariz e ache feio (por mais sujeira que as luminárias possam pegar, ficando a 20 metros do chão). Nem mesmo uma imagem meio grotesca vista em um anúncio, que mostra luminárias de lâmpada fluorescente tubular. "Ah, aquelas retangulares que ficavam embaixo dos viadutos?" Não, compridas e na ponta de postes curvos! O que devia balançar, não está no gibi - e iluminava alguma coisa?... A Peterco, aliás, anunciava em revistas - só não sei exatamente quais, só me vem a cabeça "Dirigente Municipal", editada por Henry Maksoud. Vamos agora, especificamente, aos monstrengos que espantavam a escuridão das noites brasileiras: Marginal Tietê, Av. Tiradentes (ex-Carnaval de SP), Parque do Ibirapuera, Parque da Independência, CERET, Cidade Universitária, Rua Major Natanael (acesso ao Pacaembu), Av. Prefeito Passos (ao lado da Igreja Deus é Amor, um dos últimos lugares a manter essas luminárias), Igreja O Brasil para Cristo (Barra Funda-SP), Praça Ibrahim Nobre (São Bernardo do Campo), Av. Brasil (Suzano), Quadra da Mangueira (Rio de Janeiro, até 2011) mais aparições em Santos; Curitiba, perto do Moinho Anaconda e Porto Alegre, no bairro Anchieta:
Peterco X-90 - Nos anos 80 tinha MUITO MAIS luminárias na cidade (estradas, parques, etc.) do que as que chegaram nos anos 2000. Muitas de 3 pétalas foram substituídas por de 4 já nos anos 80. Infelizmente as da Marginal Tietê começaram a ser furtadas por um catador de materiais que dava um jeito de subir nos postes (!), e foi aí que elas começaram a ser substituídas T-T e foram as primeiras a nos deixar desta turma, sei lá em 2024 onde tem mais alguma que se preze. Uma delas aparece, sem vidros, no vídeo do Manual do Mundo, do começo de 2024, onde eles montam uma torre de palitos de madeira na Cidade Universitária. Esta luminária tem um pequeno problema: tem vários tipos e clones bastante parecidos uns com os outros - alguns fabricados pela própria Peterco - como duas versões diferentes que também se chamam X90 - e outros fabricados pelas empresas Metal Arte e Jabaquara (associada à Peterco). Nas luminárias mais antigas da Peterco, do final dos anos 60, o centro tem forma de cruz de malta (quando em 4 pétalas), e nas que vieram depois o centro é um quadrado mesmo, e as partes ficam bem juntas. Metal Arte e Jabaquara tem diferenças mínimas para um leigo (tipo 6 cachorros idênticos que só o dono sabe quem é quem), e o a prefeitura usava todas essas marcas. Acho que devia dar problema na hora de trocar os "vidros" (refrator seria o termo mais correto, mas eu sou nerd de Humanas), o pessoal tinha que ser nerd (desta vez de Exatas) pra acertar qual dos fabricantes/ modelos era. E não importa se tem 3 ou 2 pétalas, o nome continua o mesmo. Mas, na frente do Mercado Municipal de Pinheiros...
... durante muito tempo houve, não sei por quê, a única X-90 de uma só pétala da cidade. Se eu com as perguntas que eu fazia pros meus pais (por quê alguns semáforos são redondos, e outros, quadrados?...) já deixava eles loucos, imagine se eu tivesse conhecido isto na minha infância. Aliás, porquê não existem luminárias assim no exterior? Desconfio que é pela ausência de terremotos no Brasil. Imagina 100 quilos de alumínio caindo na sua cabeça, de 20 metros?..... Próximo, vamos todos iluminar de coração:
Av. Paulista, Praça da Bandeira, Viaduto do Chá, Praça Roosevelt, Parque Dom Pedro II (até 2024), Av. Prestes Maia, Praça Charles Miller, Ginásio do Mineirinho em Belo Horizonte: Peterco X-250 (várias delas foram para aquele depósito que eu falei em outra postagem - e esta aqui foi parar no MASP !!) E tem uma X-250 isolada na fábrica abandonada da própria Peterco. Curiosamente, esta luminária é pintada de preto. Será que ela não esquentava muito, não?... E preto fosco, ainda por cima! Não tem clones, então as que estavam funcionando até há pouco, em 2023, costumavam estar completas, com os vidros e tudo. O grande lance da X-250 é que ela tem um cabo de aço dentro dela que faz as pétalas descerem até o nível do chão, facilitando a manutenção. Vi em uma raríssima foto no Estadão um operário de pé, na calçada da Paulista... trocando as lâmpadas. Daí ter um cilindro na parte de cima, que seria onde a luminária se encaixa - e juro que eu já vi postes vazios na Paulista, só com o cilindro (foram os primeiros a colocarem os maledettos "Hzinhos" no lugar). A desgraça é que eu não consigo comprovar isso em nenhum lugar na Internet, e pra piorar, quando a prefeitura removeu as X-250 da Paulista, eles arrancaram com guindaste, pela parte de cima! Segundo matéria dessa ocasião, feita pela prefeitura de São Paulo, o conjunto pesa cerca de 100 quilos. E isso porquê, ao contrário da X-90, de alumínio fundido, a X-250 e a do tópico seguionte são de chapas de alumínio parafusadas, formando caixas. Deu MUITO certo, até hoje não vi ao vivo ou pelo Street View nenhuma luminária com paredes faltando. Ao que tudo indica, neste modelo não há versões de 3 ou 2 pétalas. Ou eu que saio de casa muito pouco, vai se saber. Me lembro de ver, em um local isolado no interior de São Paulo, que o meu pai só foi uma única vez - provavelmente em uma subestação de energia - dois postes da X-90 só que pintados de preto e com um cilindro em cima igual ao da X-250, é claro que eu fiquei maluco. A próxima foi projetada por um fã de Minecraft? Mais de 30 anos antes, não tem como...
Via Anchieta (São Bernardo do Campo), Av. Brasil (Rio de Janeiro), diversas estações de trem do Rio de Janeiro até alguns anos atrás (ao que tudo indica estão removendo), e estacionamentos dos supermercados Záffari (Porto Alegre, até hoje): Peterco X-100. Outra com detalhes em preto fosco, totalmente quadrilátera (diferente da X-90, que irônicamente não tem um único ângulo de 90 graus no design) e com refratores embaixo e dos lados, com um Fresnel horizontal - ou esse plástico estranho da imagem acima. Essa eu nem imaginava que era deles! (EDIT: Depois de muito pensar, acho que esse plástico com duas barras horizontais dentro - que eu só vejo no Rio de Janeiro - deve ser um acessório opcional para a luz só ser refletida pra baixo, em vez de pra baixo e pros lados como na Anchieta ou na foto abaixo, que tem um Fresnel igual ao de baixo também na lateral, onde cada pétala é praticamente um refletor open face.) Um dos raros vídeos sobre o assunto no YouTube diz que a X-100 foi pouco usada. Acho que seu maior uso foi mesmo nas estações de trem da SuperVia (antes desse nome surgir), com mais de 100 unidades ao todo, que lamentavelmente, com a Peterco não existindo mais, estão sendo retiradas. Várias capturas desta página são da década passada. Ah, menção honrosa:
Essa eu conheci pessoalmente, eu frequentava esse supermercado Záffari em Porto Alegre. Em cada pétala da X-100 vai apenas uma lâmpada na horizontal, o que significa que essa luminária é menor do que as outras, não parece tanto por ser mais alta. O Rio de Janeiro conheceu essa luminária azulada, com lâmpadas de mercúrio (ou vapor metálico?) já São Paulo e Porto Alegre, amarela, com lâmpadas de sódio. (Até hoje não acredito que no cursinho de vestibular, eu era o único da sala que sabia a diferença entre as duas na aula de química!!!) Ah: Nas minhas andanças de Google Street View pelas estações de trem do Rio, temos uma... menção desonrosa?
Um gravador em cima do poste, ou uma caixa de sapato? :P É que esse poste está em um canto da rua, onde seria totalmente inútil iluminar para os lados e para trás (pra um lado é em cima de uma casa, e pros outros é só o leito da ferrovia). É claro que 1 pétala não era opção do original, e sim, removeram as outras três (nem tem acabamento nas laterais ausentes - e aqui se vê que é enorme a parte central da luminária, diferente do que acontece com todos os outros modelos, com uma parte central bastante pequena. Acho que em 2 pétalas a X-100 também ficaria muito estranha.
Rodovia Régis Bittencourt, Av. Celso Garcia, Elevado Costa e Silva, Rua 13 de maio: Peterco X-89 - BEM QUE EU DESCONFIAVA que ela era "parente" da X-90, até os números são consecutivos!!! Esta sim, vai de 1 a 4 pétalas, e eu juro que eu já vi ainda mais (8, se eu não me engano, na Redenção, em Porto Alegre).
Milhares de ruas Brasil afora (como esta em Santa Maria-RS) : Peterco X-19. (Mais prints em breve - ) Outras zilhares de ruas: Peterco X-58 (parece um bico de pena, sei lá, é uma das mais antigas) Rua São Domingos, que tem luminárias penduradas em cabos de aço: Peterco X-11 (esta também ficava embaixo dos viadutos do Complexo Viário Evaristo Comolatti) Agradecimentos à essa página aqui !! E uma página no Facebook que enfim vai me fazer ressuscitar a monha conta por lá. Eu já fiz a Peterco X-90 em computação gráfica (sonho em colocá-la no Garry's Mod), e a X-90 até já me apareceu em sonhos, com uma versão de 5 pétalas, e também sonhei com uma dessas caindo... (E eu acho que qualquer um de vocês faria a X-100, rsrs.) Embora estes sejam produtos nacionais e jabuticabas, alguma coisa disso foi pro exterior: a Peterco chegou a fabricar semáforos convencionais e de pedestres escrito "Walk/ Don't Walk" para Nova Iorque. E a comunidade do Facebook disse que as X-250 já foram vistas no Uruguai, só não sabemos aonde.
Semi-sacanagem, rsrs
Esta é a Praça Gabriel de Rubens Nolam, no Bom Retiro. (EDIT - Postagem escrita antes do dia em que descobrimos o nome dessas luminárias - X-90 e X-250) Antes, aí era um depósito da prefeitura que guardava a antiga iluminação pública da cidade que estava sendo substituída entre os anos 90 e 10 - luminárias de alumínio fundido para lâmpadas de vidro (como as antigas luminárias da Av. Paulista, Marginal Tietê e diversos outros locais públicos de São Paulo).
(Imagens Google Street View, não estão na mesma escala. A X-250 tem 4 lâmpadas por lado, a X-90, duas. E o Batman já tá dando dislike!) As luminárias, a maioria delas, eram da empresa Peterco, uma empresa mal documentada na Internet, a única coisa que existe diretamente em nome deles é um site "em construção" de aparentemente antes deles fecharem (EDIT - Era uma empresa de Goiás tentando reviver a marca, a Peterco fechou as portas em 1991 e ao que tudo indica a empresa era de São Paulo, mesmo. A Peterco também fazia semáforos de alumínio fundido, que em 1996 caíram fora e deram lugar a semáforos de policarbonato.) Sim, todas as luminárias da Peterco eram X algum número - e mesmo com 3 e 2 pétalas. Eike Batista, você teve algo a ver com isto?!... Inclusive, é por isso que no exterior a iluminação pública parece tão diferente da nossa. Estamos contemplando produtos 100% nacionais. No exterior é raro usarem postes altos como esses aí (cerca de 20 a 35 metros). Existem apenas alguns anúncios de revistas em preto e branco (dizendo que eles fizeram a iluminação da Av. Paulista e do Minhocão), fora o que eu mesmo li nos anúncios de lista telefônica. A matéria prima deles era alumínio fundido, o que em 1969 (há fotos desse ano de São Paulo já com luminárias deles) devia ser sensacional - e hoje é um elefante, as luminárias mais recentes das cidades por aí, um pouco antes de os LEDs tomarem conta, eram de plástico e alumínio repuxado - tipo uma 'casquinha' de alumínio. Ao que tudo indica, cada 'pétala' dos postes tinha mais ou menos 1 metro (baseando-se no tamanho das lâmpadas, 28.5 cm de comprimento para uma 400W de mercúrio, e na X-90 ficavam duas frente a frente, com algum espaço entre elas). Daí a sensação que eu tenho hoje em dia, com as Cobrahead e agora com as LEDs, de olhar pra cima e parece que não tem nada iluminando a rua...
Aqui uma única sobrevivente na região do parque do Ibirapuera e que eu acho que já já vai cair... está abrindo uns rasgos entre a parte triangular, onde ficam os reatores, e a retangular (a Av. Washington Luiz era coalhada dessas, de 2 pétalas)
Uma curiosidade que só este blog mostra: essas luminárias já foram vistas na quadra da Mangueira (até 2011), e na Igreja O Brasil Para Cristo, em São Paulo. Locais antagônicos, rsrs
Hey you guys should definitely check out my clothes https://teespring.com/stores/the-store-31#
Bem-estar e entretenimento. Isso é LIVING TV. Somos um canal de TV para salas de espera. Mas, antes de mais nada, a LIVING TV quer acompanhar as pessoas que estão esperando para serem atendidas. É para isso que nascemos; para gerar diversão e dar utilidade ao seu tempo. Para fazer da sua espera um momento agradável, útil e leve.
Estou ficando meio pharto de assistir a esse canal de televisão, presente no hospital que eu ando frequentando ultimamente. Acho que já assisti a TODOS os 30 minutos de programação, mas enphim... Tem o lance do jornal, o do cara que usa um óculos pra enxergar de cabeça pra baixo, uma entrevista com a Laura Wie (a Rosalyn sem topete), outro que fala sobre dor, e tchênsk, acho que eu mencionei 80% da programação deles. Um pouco mais e eu satirizo na Cover! Só dou um desconto porquê tem um filmete chamado “Espere” que a primeira imagem, para minha total surpresa, é um dos objetos mais desprezados da cidade de São Paulo, e pelo qual somente eu me interesso. Aí sim fomos surpreendidos novamente.
O que as empresas não fazem para escapar de mim... Eu explico
Quando eu era criança, eu queria saber MUITAS coisas que os meus pais simplesmente não faziam idéia. Como, por exemplo, algumas questões sobre elevadores que só achei as respostas hoje em dia (o que significava PO e Premer para puxar parte). E outras que permanecem sem resposta, como alguns aspectos à respeito da iluminação pública da cidade de São Paulo - aquelas coisas que se parecem com trevos de 4 ou 3 folhas, cruzetas, em cima de postes, por toda a cidade, ou daquelas que ficam no final de braços, às vezes estreitas iluminando as vielas do bairro de Vila Clementino (no qual eu ia para me consultar com uma das 4 psicólogas onde já me mandaram). Mas ninguém sabia nadica de nada. Naquele final de ditadura, até podiam me dizer (ué, faz parte da gloriosa indústria metalúrgica e de componentes eletro-mecânicos brasileira!), mas ninguém sabia piçirocas. (Bem feito, quem mandou não ter perguntas sobre telecomunicações, que era o ramo de atividade do meu pai?...) Eram tantas dúvidas não respondidas que elas meio que se perderam no tempo, e só me lembro de uma dúvida realmente que valha a pena ser escrita aqui: qual é a diferença de usar 3 ou 4 'pétalas'? Na antiga Marginal Tietê tinha dos dois tipos, e na Av. Washington Luiz se usavam apenas duas, com a mesma luminária. Enfim.
Certo dia, folheando uma lista telefônica (o Google daquela época), sem ter nada para fazer, descubro que aquelas coisas tinham... fabricantes! E descubro que havia uma empresa chamada Peterco, que, digamos assim, fabricou metade da Av. Paulista: as luminárias (de 1974 até recentemente - ) e os semáforos, sendo que as luminárias continuam sendo usadas em vários outros pontos da cidade, como no Vale do Anhangabaú, no Parque Dom Pedro II, enfim (mas na Av. Ricardo Jafet o modelo foi fragorosamente derrotado e substituído por luminárias de braço nos dois lados da avenida...). Esse modelo tem uma característica interessante, as lâmpadas abaixam por cabos de aço até o chão para a manutenção, quem tiver MUITO tempo sobrando e um olho BIÔNICO (porquê o lustre é todo preto, e em contraste com o sol não se vê nada) pode perceber que o negócio é 'aberto' pelo centro.
(Os semáforos da Peterco são facilmente identificáveis, são aqueles que o vermelho é do mesmo tamanho das outras luzes, sempre, e os braços são fixados por parafusos no poste vertical, em vez de ser uma coisa só. Mas não sei se sobrou algum: na gestão Celso Pitta a maioria foi substituída por outros, idênticos, mas de PETG, um material plástico e brilhante, sem o valor do alumínio fundido dos antecessores, porém, mantendo os mesmos postes e acessórios. Talvez fossem do mesmo fabricante, talvez não, porquê eu sei de muitas coisas, mas essas aí, vix... Eu falei dos braços dos semáforos, mas na Av. Paulista eles ficavam embutidos nas famosas colunas pretas de alumínio que são o símbolo dessa avenida.)
Em 1988, em uma incursão ao interior de São Paulo, nem me lembro aonde, exatamente, eu vi um outro tipo de poste igual ao da Paulista, com esse cilindro preto em cima, mas com o restante da luminária igual ao do Parque da Independência (antigamente na Marginal Tietê). Eram duas, em um prédio no meio do... nada. Talvez fosse uma subestação de energia, quem sabe. Isso não chamaria a atenção de NINGUÉM neste país. A não ser da minha.
Em 1993 surgia a World Wide Web. Em 1997 eu começava a descobrir que na Internet tinha de tud... ok, 90% de tudo [eu tenho alguns 'desafios' para a Internet, de coisas que ainda não tem]. Mas o meu erro foi não ter ido atrás desse pessoal naquela época.
Se eles tivessem um site, ah, quantas coisas eu iria descobrir. Se eles tivessem. Porquê o site deles não foi sequer registrado em cache pelo archive.org !!! Na verdade, nem sabemos se a empresa, sediada em Goiás, ainda existe...
Como prêmio de Consolação (aquela avenida que liga a Paulista ao centro da cidade XD), outra empresa do setor está em plena atividade e está na Internet, como não: a Repume, fornecedora da prefeitura de São Paulo dos anos 90 pra cá.
EDIT: Aparentemente, não é certeza, todas as luminárias da Av. Paulista estão em um depósito da Secretaria de Serviços e Obras ou SIURB, não sei ao certo, próximo à Marginal Tietê, bem visível de dentro do metrô entre as estações Armênia e Tietê. E adivinhe: elas não estão inteiras, em forma de "X", mas em forma de pétalas, mostrando que a nossa teoria está certa.
O curioso caso da Kombi que passava sob o viaduto
Assim, por um acaso, me lembrei de um episódio da minha infância, infelizmente não tão remota assim, mas ainda interessante. Em 1983 (ano, provavelmente, em que seu pai nasceu) eu estudava em um colégio no bairro da Liberdade, aquele mesmo, o famoso bairro da colônia japonesa (hoje tomado por faculdades particulares), mesmo que eu não morasse lá. Sabe o tal do "jankenpô", que ficou famoso com o game Alex Kidd? Esse a galera já jogava desde muito antes. A convivência rendeu frutos: durante muito tempo o pessoal me chamava de japonês no colégio, mesmo hoje sabendo que eu descendo de portugueses, alemães, poloneses e moldávios (país natal da namorada do comandante daquele navio, capisci?...) O veículo que transportava os alunos, craro, era uma Kombi, e durante algum tempo, por necessidades de pegar certos alunos em determinados endereços, ela passou nas redondezas dos viadutos do Glicério e Leste-Oeste. Não costuma ser uma região muito querida da cidade, os viadutos são algo como irmãos mais velhos do Minhocão (na verdade são acesso à esse). E em algum momento, a Kombi tinha que passar em uma curva embaixo da descida do viaduto, com o viaduto a pouquíssima altura acima dela. Todos nós ali dentro achávamos que a Kombi iria bater no viaduto! Imagine uma gritaria das crianças do Hopi Hari (se bem que dividida por 5, afinal eram crianças recém-saídas do regime militar, e que só gritavam em caso de extrema necessidade, mesmo porquê ninguém ainda conhecia os Menudos...) A altura era tão pouca que as luminárias públicas do local ficavam na lateral do viaduto, não embaixo dele. Bem, para a infelicidade de alguns, a Kombi nunca bateu... O acesso sequer existe mais, vendo no Google Maps, eu me lembro que a Kombi ia da região da Rua dos Estudantes até do outro lado, na Rua São Paulo, mais ou menos, e hoje, o único acesso de um lado ao outro é bem antes daquele ponto e muito mais alto, claro... Na realidade, eu não me lembro de nenhum outro ponto da cidade com tão pouca altura para passar um veículo de tamanho considerado normal. A região da descida dos viadutos é ocupada, hoje em dia, por alguns projetos sociais. (Falta eles atenderem o pessoal que fica do lado do Batalhão de Guardas e perto da estação do Metrô, aquilo é uma terra de ninguém of the caramba!)
Hoje, há ainda uma coisa que pode talvez ser dor de cabeça dentro de alguns anos: os postes de iluminação que servem aos viadutos, muito mais altos do que os usados costumeiramente em São Paulo (uns 30 metros, contra 20 metros, sei lá as alturas exatas), e que estão ligeiramente tortos. Claro, com essas chuvas que estão acontecendo por aí... (PS: Eu estou louco ou, na mesma época, a Av. Brigadeiro Faria Lima também tinha postes dessa altura, e sem a menor necessidade?...)