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Eu não sei exatamente o que vem acontecendo comigo nos últimos meses, mas parece que está tudo mais leve, você me entende? É como se todo aquele peso, aquela dor, que eu carregava como se fosse parte de mim nunca nem tivesse existido. Sinto que posso voar e já não tenho medo cair, pois há uma fortaleza dentro de mim. Me fiz forte tendo que levantar a cada tombo e as cicatrizes antes abertas, hoje só me fazem lembrar o quanto sou capaz de superar qualquer obstáculo. O sol brilha em meus olhos e reflete a minha essência. O vento sopra os meus cabelos enquanto rodopio no ar e sinto a liberdade de simplesmente poder ser quem eu sempre fui. Me libertei e deixei para trás aquilo que não me levava à caminhar pra frente. E hoje eu enxergo longe, e me sinto revigorada. Só tenho a agradecer pela simplicidade da vida, pelos sorrisos, olhares, e pelo meu coração de criança que é puro e nunca deixará de acreditar e de buscar ser sempre feliz. É, de ser sempre feliz que estou falando. Não é algo que seja fácil para todos, mas isso não significa que seja impossível, pois hoje sei que sou capaz de fazer e ser quem eu quiser. E se eu posso, por quê os outros não podem ser? Cada tempestade vem me fazendo levantar mais forte, me mantém firme, sem medos e incertezas. Comecei a encarar o mundo de outra formar, ou melhor dizendo, da melhor forma. Nós temos uma só vida, e cá entre nós, temos a obrigação de aproveitar da melhor maneira possível. Eu não quero morrer tendo arrependimentos e é por isso que eu vou aproveitar o máximo possível. Fazer o que eu sempre tive vontade e se aparecer desafios maiores eu vou quebra-los e seguirei em frente sem olhar para trás.
Escrito por Anna, Lidiane, Jasmyne e Isadora G. em Julietário.
Photographer
The amount of beauty you see in the world speaks volumes of the content of your own soul. The way you interpret outer world tells a lot about your character. The actions, words, gestures and every subtle way reveals your true self.
Qasim Chauhan
Quando eu era pequena, minha mãe sempre me contava histórias de quando ela era mais nova antes de eu dormir. E tinha uma que era a minha preferida, que foi quando ela ralou os joelhos aprendendo a andar de bicicleta, e eu sempre pedia para que ela me contasse essa história. E ao longo de que fui crescendo e aprendendo a lidar com os problemas e obstáculos da vida, percebi que como era tão simples ser criança, porque um joelho ralado dói muito menos do que um coração partido, machucado, ser criança não precisava nos preocupar com nada, além de brincar de pique, ir ao parque, brincar com as outras crianças. Se acontecesse uma briga, nada do que o tempo não resolvesse e no outro dia lá estavam brincando novamente, sem magoas, coração partido nem nada, gradativamente faziam as pazes. O nosso maior erro é que queremos crescer rápido demais, achando que tudo vai melhor e esquecemos de aproveitar uma ou se não a melhor fase da vida. E é ai que eu sempre me pergunto, e a gora pergunto a você: a criança que você era antes tem orgulho do que você é hoje? Quando você se olha no espelho todos os dias, tem certeza de que tomou as decisões certas? De que manteve as pessoas certas em sua vida? Que estarão com você em qualquer situação e te apoiarão independente de qualquer coisa. Crescer dói, e como dói mas é uma coisa inevitável para todos nós. E infelizmente é um mal necessário e além de nosso controle. E quando o véu da infância cair, você estará preparado para encarar a vida como ela realmente é? Quando crescemos o medo cresce junto, o mundo não é tão bonito e colorido quanto achávamos que era. A gente perde um pouco do encanto pelas coisas pequenas. A dor de um joelho ralado é substituída pela dor de um coração partido, é inevitável não se ferir. E no final de tudo temos o desejo de voltar a ser criança, de viver cada momento intensamente e de forma única. Ter a inocência de volta no coração. Ver o mundo como um lugar mais acolhedor. E acreditar que nada é impossível. É incrível como crescemos e deixamos de acreditar, sonhar e aproveitar a vida.
Escrito por Jasmyne, Laura e Glória em Julietário.
Se você deixasse, eu me encarregaria de fazer de você a pessoa mais feliz do mundo inteiro, não por te dar todas as coisas do mundo, mas por proporcionar-te as pequenas e mais importantes coisas da vida, essas coisas que a fazem valer a pena; coisas estas que olhos materiais não enxergam, mãos não tocam… Somente sente o coração. Eu te daria o mundo, as estrelas, a lua, a natureza. Eu te daria meu coração para você cuidar e morar. Meu abraço para te aquecer nas noites mais frias. Seria tua melhor companhia. Tua, só tua. Só queria que me deixasse te dar o amor que tanto guardei à espera de alguém como você. Deixa? Deixa eu te amar sem que precisemos nos preocupar com o amanhã? Vem e queira ficar pra sempre aqui, dentro de mim, no meu coração. Porque todos têm medo do amor e eu sou uma dessas pessoas, sei que você também é. Mas, sempre que eu te vejo eu esqueço desse medo e só penso em amar, só quero te amar. Me dá uma paz, as borboletas no meu estômago entram em desespero, loucura, êxtase. Você desperta em mim toda a vontade de dar e receber amor. E eu te daria tudo, porque foi meu próprio coração que escolheu você pra ser a pessoa certa. Então por que você não me deixa te amar? Não deixa eu despertar em você o mesmo que desperta em mim? Ah, se você deixasse... Se você deixasse, eu te mostraria como é o meu mundo quando eu te vejo, aquele gelo na barriga, as mãos suadas, aquele sorriso no canto da boca e a sensação de que o coração vai pular pra fora de mim. Se você soubesse o quanto isso é bom, não perderia tempo se afastando de mim, fugindo de mim. Se permita, pois eu topo tudo contigo, eu te amo. Só não esquece que por amor a gente fica, mas por amor a gente também vai. Não me deixe ir, eu juro que nunca quis tanto ficar.
Escrito por Juliana, Lidiane, Isadora M. e Jasmyne em Julietário.
Enquanto eu te amava, você se reconfortava com minha presença, pois não tinha nenhuma melhor. Enquanto eu te amava, você me tinha como sua por pura carência, por ter alguém para apagar teu fogo. Enquanto eu te amava, você pensava em outro alguém. Enquanto eu te amava, você me tinha por aparências. Enquanto eu te amava, eu era pra você apenas alguém por necessidade de ter. Enquanto eu me importava, você se sentia bem comigo. Enquanto eu dizia que te amava, você me beijava. Enquanto eu não te deixava sozinho, você via minha presença como uma chama de uma vela quando falta luz. Enquanto eu me iludia, você não se importava em me lucidar. Enquanto eu achava que eu te tinha, simplesmente era só em corpo, em momentos que tu me tinha por inteira. Enquanto eu fui boba, você se aproveitou. Enquanto eu era boba, você se sentia o cara mais esperto do mundo. Enquanto eu era boba, mais você me enganava com suas promessas e o pior eu acreditava. É, enquanto eu era boba, essas promessas que fazia a mim você queria realizá-las com outro alguém. Enquanto eu era boba, eu te fazia o cara mais feliz do mundo. Enquanto era boa, eu te entreguei meu todo e tu me deu só teu rascunho… Enquanto eu me doava de corpo e alma, você me doava apenas corpo. Eu queria seu coração e você me deu um vazio. Enquanto eu queria noites de insônia para desfrutar o prazer, você me dava noites mal dormidas de choros interrompidos. Eu te amei em cada hora que eu não devia te amar, mas amei, e mesmo assim fui descartada como todas no seu “bloqueio” do whatsapp. Eu amei você e hoje sei o que é ter um coração ferido. Agora, enquanto eu saio com outro cara, você vem correr atrás de mim. Agora, enquanto eu ignoro todas as ligações, você chora com saudade. Agora, enquanto eu demostro que te esqueci, você diz que ama. Esqueceu que o mundo dá voltas, querido?
Enquanto você agora sente minha falta eu me divirto com outro - Escrito por Paula, Jasmyne, Marcela e Nathane em Julietário.