S. Stankov
OOC
Oi, eu sou o Kai, sou +18 e tenho triggers com: abuso sexual e tripofobia. Faço faculdade pela manhã e trabalho no horário da tarde e noite, chego em casa por volta das 22h, que provavelmente é quando ficarei mais ativo para responder a turnos, mas a chats posso responder mais rápido. Nos fins de semana sou um pouco mais livre para interagir. Também, faz algum tempo que estou afastado do RP, estou voltando agora após mais de um ano distante (por conta dos afazeres mesmo), e muitas coisas estou reaprendendo.
IC
HERMAN TOMMERAAS? não! é apenas SABIK STANKOV, ele é filho de FÂNTASO do chalé 43 e tem 29 ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL III por estar no acampamento há 14 ANOS, sabia? e se lá estiver certo, STANKOV é bastante CRIATIVO mas também dizem que ele é IMPREVISÍVEL. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
BIOGRAFIA:
Desde que se lembra, Sabik Stankov nunca sentiu que realmente pertencesse ao mundo ao seu redor. O homem que mais tarde se tornaria um dos pintores mais talentosos da atualidade nasceu em uma remota vila nos Balcãs e sempre viu as coisas de uma maneira peculiar. Desde que começou a formar memórias, Stankov percebeu o mundo de forma diferente. Para ele, sua casa não era uma pequena cabana humilde, mas um vasto castelo, onde os corredores se estendiam infinitamente e as janelas se abriam para paisagens irreais. O aroma do pão fresco, assado por sua mãe, era o perfume de banquetes suntuosos em salões dourados, e os sons da madeira sendo trabalhada por seu pai eram os estrondos rítmicos de enormes máquinas a vapor, operadas por autômatos de cobre e bronze em uma cidade steampunk. Sua mãe, preocupada, via seu filho chamá-la de “Rainha” e os vizinhos de “Cavaleiros” e “Damas”.
As outras crianças, que corriam pelos campos com suas roupas simples, eram, para ele, heróis de contos épicos, vestindo armaduras e brandindo espadas cintilantes. Ele os liderava em batalhas contra dragões e monstros que só ele conseguia ver, mas, ao final do dia, quando era hora de voltar para casa, ele se via sozinho, com os olhares dos outros fixos nele, misturando curiosidade e receio. Principalmente porque vez ou outra, coisas estranhas aconteciam, vislumbres e fragmentos daquelas coisas que Sabik afirmava estar vendo apareciam para eles, e nem sempre era algo agradável. Entretanto, acontecia tão rápido, que nem sempre era levado tão a sério. Esse sentimento de deslocamento, de não pertencimento, o acompanhava como uma sombra. Ele era uma ilha cercada por um oceano de incompreensão. As outras crianças começaram a evitá-lo, temendo suas histórias estranhas e seu olhar distante, sempre voltado para um horizonte que só ele conseguia enxergar. E seus pais, amorosos mas impotentes, tentavam trazê-lo de volta à realidade, sem nunca entender o quão profundamente Sabik estava imerso em seu próprio mundo, em suas próprias criações e seus próprios sonhos.
Ele não pertencia ao mundo das outras crianças, e seus pais sabiam disso. Não era um simples “faz de conta” como eles imaginavam, mas algo… diferente. Às vezes eles tinham vislumbres das criaturas e coisas que o menino interagia, o que no fundo de seus âmagos os deixava apavorados. E não eram só as crianças, o restante das pessoas começaram a vê-lo como alguém estranho, e logo aprenderam a evitar sua companhia. O menino, por sua vez, não se importava. Na verdade, em seus olhos, ele era o herói de uma grande narrativa, e o que outros poderiam ver como solidão, ele percebia como uma jornada solitária, o preço a pagar pela grandeza de ser o rei dos goblins. Contudo, com o passar dos anos, as fissuras começaram a aparecer. O mundo ao seu redor tornava-se mais confuso e hostil. Ele ouvia seus pais cochicharem quando achavam que ele não estava por perto. “O que há de errado com ele?” “Por que ele não pode ser como os outros?”, e isso o fazia se internalizar ainda mais, se perder mais profundamente em suas fantasias infantis para escapar da realidade que havia do outro lado delas.
Quando Sabik completou 7 anos, o mundo começou a mudar. Suas visões, antes tão claras e vívidas, começaram a se fragmentar. Uma manhã, ao acordar, não viu seu castelo, mas uma casa simples e desgastada. Olhou para o rosto cansado de sua mãe e, em vez de uma rainha, viu apenas uma mulher preocupada. O choque foi profundo, como se uma parte dele tivesse sido arrancada à força. Ele começou a perceber que o mundo “real” não era feito de heróis e vilões, mas de pessoas comuns, de dores comuns, e de uma monotonia que parecia esgotá-lo em igual proporção em que despertava curiosidade. Mais tarde ele viria a descobrir que parte dessas visões era seu pai, interagindo com ele durante a infância ainda que grande parte fosse fruto de sua própria imaginação.
Seus pais humanos, desesperados, decidiram que a única solução era buscar ajuda. Assim, o menino foi levado para uma clínica psiquiátrica, onde lhe disseram que seus sonhos eram apenas sintomas de desrealização, alucinações visuais e uma lista de coisas, que eram tudo mas não realidade. Lá, ele se viu cercado por paredes brancas e frias, por pessoas que o tratavam como se fosse quebrado, algo que precisava ser consertado. A realidade se tornou uma prisão, um lugar onde ele não pertencia, onde seu próprio ser estava em guerra contra ele. Stankov nunca entendeu completamente essa decisão. Para ele, a clínica era um lugar estranho, uma prisão disfarçada de hospital, onde os corredores cheiravam a desinfetante e o ar era pesado com o silêncio. As enfermeiras, em seus jalecos brancos, pareciam vilãs de uma ordem secreta, com olhares afiados como lâminas, sempre vigiando, sempre esperando por qualquer sinal de fraqueza. As pílulas que lhe davam eram poções, destinadas a roubar-lhe os sonhos, a silenciar a magia que pulsava dentro de seu coração.
Mas então, algo teve um estalo, talvez enfim fruto das medicações ou que quer que fosse. Aos poucos, os sonhos começaram a desaparecer. O castelo desmoronou, as máquinas a vapor pararam de funcionar, e os banquetes foram silenciados. O mundo que ele tanto amava, aquele que havia construído com tanto cuidado e carinho, desvanecia-se como névoa ao amanhecer. Sabik, pela primeira vez, foi forçado a encarar o que restava: uma clínica fria, paredes brancas e rostos sem vida. A realidade nua e crua o atingiu como uma lâmina gelada. Não havia mais castelos, nem cavaleiros, nem dragões. Havia apenas a dura e implacável verdade: ele estava sozinho, perdido em um mundo que não reconhecia e que jamais o reconheceria. Os olhares dos outros, antes apenas curiosos, tornaram-se penetrantes, desconfiados. Ele podia sentir as palavras não ditas, as acusações silenciosas. "Louco", eles sussurravam com os olhos.
O medo se instalou em seu peito, uma sensação constante de que estava perdendo o controle, de que estava realmente enlouquecendo. Mas então, os sonhos começaram a voltar. Eles surgiam em flashes – uma enfermeira que, de repente, se transformava em uma elfa, um paciente que assumia a forma de um mago. Essas visões, tão reais e ao mesmo tempo tão ilusórias, mergulharam Sabik em uma profunda confusão. Ele não sabia mais em quem ou no que confiar. Estava preso entre dois mundos, incapaz de viver plenamente em qualquer um deles, atormentado pela incerteza e pelo medo de estar perdendo a própria sanidade.
Foi nesse estado de desespero que o garoto teve sua primeira visão de seu pai. Não como um deus distante, mas como uma presença palpável, envolta em um caleidoscópio de cores vibrantes, vestindo um manto de névoa e estrelas. Seus olhos brilhavam como constelações, e sua presença emanava uma calma profunda e um poder indescritível. Ele sorriu, um sorriso que parecia conter todos os sonhos e fantasias do mundo, e se aproximou, colocando uma mão gentil em seu ombro. Sua voz soava como um sussurro etéreo de vento e canções. “Quando chegar a hora, virão te buscar e você deve ir. Você possui um dom, Sabik. Um dom que poucos compreendem, mas lá, não haverá mais solidão. Saiba que estou aqui, sempre estive, mas já é hora de você conhecer um novo mundo, meu filho.”
Tão rapidamente quanto apareceu, desapareceu, em um piscar de olhos, como se nunca tivesse acontecido, mas algo finalmente se acalmou em seu peito, mesmo que, naquele momento, ele tivesse mais perguntas do que respostas. Quando os sátiros chegaram à clínica, o moreno já havia desistido de tentar distinguir o real do imaginário. Mas havia algo neles, uma autenticidade que não podia ignorar. Eles explicaram sobre sua verdadeira natureza, sobre ser filho de Fântaso, o deus dos sonhos irreais, da fantasia e dos devaneios e seus olhos marejaram ao lembrar do homem que vira pouco antes.
A decisão de seguir os sátiros, iniciou uma jornada que era tanto interna quanto externa. Cada passo em direção ao Acampamento Meio-Sangue o afastava de si mesmo, ou talvez o aproximasse do que realmente era. Foi como se sentisse que estava prestes a descobrir algo essencial, ainda que a cada nova revelação, mais perdido parecesse ficar. Foi recebido por Quíron, e o centauro o observou com olhos que transmitiam sabedoria e compaixão, mas também uma preocupação profunda pela alma atormentada por seu próprio dom, incapaz de encontrar paz em um mundo que não conseguia entender.
No Acampamento Meio-Sangue foi onde começou a compreender a extensão de seus poderes e enfim aprendeu a controlá-los. Os outros campistas o observavam com uma mistura de fascínio e medo. Era uma força poderosa, mas também uma ameaça imprevisível. Havia momentos em que ele transformava o lugar que estava no acampamento em uma paisagem de sonho, um lugar de maravilhas e terrores. Mas havia também momentos em que ele se isolava, perdido em seus próprios pensamentos, incapaz de distinguir o amigo do inimigo, a realidade do sonho. Com a experiência ele passou a distinguir o que era fruto de suas fantasias e o que era real, a grande questão era que ele tinha uma mente criativa demais para seu próprio bem, e era fácil se perder em seus próprios devaneios.
Por mais que fosse difícil se acostumar com a rotina e o ambiente diferente, foi bom pela primeira vez estar em um lugar onde ele não era a aberração, onde não havia grandes julgamentos moralizadores e onde poderia, enfim, entender o que era ter amigos, mesmo que a luta para construir laços perdurasse até os dias de hoje. A ideia de começar a pintar veio um pouco mais tarde, no fim da adolescência, quando um de seus primos comentou sobre mostrar o que havia em sua cabeça para aqueles lá fora também, e isso lhe possibilitou conhecer muitos lugares e estudar artes plásticas na universidade, bem como aprender a saborear um pouco mais do charme do mundo que acontecia fora de sua cabeça. Quando Dionísio entrou em contato após algum tempo, mais uma vez ele voltou para o acampamento com facilidade, pois sempre o veria como uma espécie de lar.
PODERES:
Ativo: Materialização dos Sonhos
Nível 1: Um Toque de Sonhar
No estágio inicial de seu poder, Sabik é capaz de influenciar brevemente a percepção da realidade ao seu redor. Quando ele toca algo – uma pessoa, um objeto, até mesmo o chão sob seus pés – uma pequena porção de seu mundo interior se derrama no tecido da realidade. O toque, ao invés de ser uma mera conexão física, torna-se um portal para o onírico. Os que são tocados por Sabik experimentam breves vislumbres de seu universo peculiar. Esses toques podem transformar uma parede de tijolos em uma passagem secreta ou fazer com que uma espada pareça um cetro mágico, mas essas mudanças são apenas visuais e desaparecem rapidamente. As projeções criadas nesse nível são efêmeras e não possuem substância física, mas já demonstram a capacidade de Sabik de projetar sua imaginação sobre o mundo, ainda que de maneira limitada.
Nível 2: Sonhando Acordado
Com um poder mais maduro, ele consegue estender sua influência a uma área maior ao seu redor, criando ambientes inteiros a partir de seus sonhos. Ele pode transformar uma sala comum em um salão de festas gótico, completo com candelabros, tapeçarias e uma atmosfera opressora. Esse mundo onírico é uma extensão de sua mente, onde as leis da física e da lógica são moldadas por seus desejos e temores. Quem está naquele ambiente compartilha da sensação como se estivesse sonhando também. No entanto, o mundo onírico ainda é frágil e pode desmoronar se Sabik for distraído ou se sua sanidade for abalada.
Nível 3: Materialização Onírica
Sabik pode trazer à existência qualquer sonho que sua mente criar, transformando o intangível em realidade. Se ele sonhar com uma criatura fantástica ou com um cenário steampunk, ele pode manifestá-los no mundo físico, tornando o etéreo palpável. No entanto, esse poder é tanto uma bênção quanto uma maldição, pois as criações de Sabik são feitas de acordo com as leis dos sonhos, onde a lógica é fluida e a realidade é maleável; além disso, as criações não possuem consciência própria, precisando ser controladas por ele. Cada uso desse poder exige de Sabik um foco absoluto, em suas mãos, o poder de materializar sonhos é uma dádiva perigosa, uma força que pode tanto salvar quanto destruir, dependendo da fragilidade de sua mente no momento da criação. O tamanho das criações e a quantidade delas gastam energia e influencia diretamente na durabilidade delas, podendo ser perigoso para si mesmo ultrapassar seus próprios limites. Conforme ele cria também fica mais imerso em seu próprio mundo, podendo perder o fio da meada do que acontece na realidade. Seus poderes quando utilizados tem uma energia verde e caramelo brilhantes.
HABILIDADES: Agilidade sobre-humana e previsão.
ARMA: “Crudelis Realitas” ou “Cruel Realidade”, é para aqueles que observam a princípio, apenas braceletes, mas quando se transformam, assumem uma versão diferente de um rope dart, onde correntes se ligam dos pulsos de bronze celestial para ostentar facas de lâmina tripla construídas do mesmo material. As empunhaduras possuem um intricado padrão de desenhos rúnicos com acabamentos que lembram nós celtas. Encontrou-os em seu chalé quando chegou, mas em algum lugar de seu coração, sabe que foi um presente de seu pai.
MALDIÇÃO OU BENÇÃO: Não possui.
ATIVIDADES
DESEJA ESCOLHER ALGUM CARGO DE INSTRUTOR? Rituais, Previsões e Outras Artes Ocultas.
ATIVIDADE OPTATIVAS? Queimada (membro da equipe azul) e Arco e Flecha (membro da equipe azul)
FAZ PARTE DE ALGUMA EQUIPE? Não.
PERMITE QUE A CENTRAL USE SEU PERSONAGEM PARA DESENVOLVER O PLOT? PERMITE QUE A CENTRAL USE SEU PERSONAGEM EM PLOT DROP, EVENTOS, TASK OU ATIVIDADES EXTRAS SEM AVISO PRÉVIO? Sim, permito.








