Seríamos apaixonantes, não seríamos? Divinos, maravilhosos na beira do lago, molhando nossos pés, abraçados, apertados comendo maçã. A gente mandaria pro inferno aquelas pessoas. Não íamos conseguir dar nome pro que a gente sentisse e faríamos filhos obrigatoriamente para que eles contassem sobre isso. A gente olharia mais as estrelas, eu garanto. Eu te beijaria mais todas as vezes que me olhou faminto e te olharia mais todas as vezes que você chorou. Faríamos jornadas extraordinárias dentro de um carro velho e sorriríamos. Eu leria livros deitada em cima de você. Você teria tanto tesão, o tempo todo, porque a gente saberia, seria horas, todos os dias apenas de calcinha na nossa casa, na sua cara. Você compraria uma poltrona velha pra gente se amar nela e eu ia gostar, seria nosso cantinho sagrado. Olha, eu não daria nome pra isso. Eu não conseguiria. Eu teria medo. Eu só sei que seria tão sagrado quanto aquele amor que me prometeu. Lembra? Quando eu disse pra você ir embora e você ficou, Quando eu disse pra você me deixar e você quis se matar. Quando eu disse que nunca seríamos só nós e você desacreditou. Quando eu finalmente disse pra ficar, mas você foi.
Thais Sales










