Hwiseok não poderia estar mais certo de que pegaria um resfriado no dia seguinte. A chuva que caia não era um chuvisco, mas sim um temporal. As gotas eram grossas e geladas, encharcavam cada pedaço de roupa que tinha. O moletom parecia pesar uma tonelada amarrado na cintura, e sempre que podia, puxava a blusa e torcia todas as pontas possíveis, vendo gotas e mais gotas caírem no chão. Estava om Hyuk, é claro. Às vezes pareciam gêmeos siameses pelo tanto que ficavam juntos — Beijo na chuva? Nunca… — ele poderia estar tremendo e até desconfortável, mas a pergunta acendeu uma chama no coração romântico de Hwiseok. Deu uns passinhos para frente, encostando o corpo molhado no do outro, e até sentiria nervoso de tanta água, mas era Hyuk, e não tinha nervoso nenhum dele, ainda mais ali, depois da ideia dada através de uma pergunta simples. O mais novo dos dois levou a destra a nuca do outro, deslizando os dedos pela pele do pescoço, até o polegar arrastar-se pelos lábios gelados pela chuva. Park poderia namorar Hyuk daquele jeitinho pra sempre, mas a vontade de beijá-lo era maior. Tanto que não demorou para realizar aquele desejo. Hwiseok se esqueceu de tudo aquilo que o irritava, e passou a adorar a água que escorria pelos lábios juntos. A pressão de cada gota que caia na pele criou um friozinho gostoso na barriga, e o sorriso foi consequência — Agora eu já beijei — soltou uma risada tímida, enquanto roçava o seu nariz no do rapaz que tanto gostava. Hwiseok sentia-se o personagem principal de um filme adolescente.