Passado, Presente e Futuro
Capitulo 1 (Isabela Marchi)
Renée estava atrasada. Porque será que ela sempre atrasa tanto? Algumas pessoas poderiam fazer essa pergunta, mas Matt não, ele sabia o porquê.
Há alguns anos atrás, Matt era considerado o cara mais bonito da escola. Na visão de algumas garotas, ele era perfeito, rico, bonito e capitão do time de futebol. O pai dele era um dos maiores investidores da cidade De Manhattan.
Renée, uma menina nada rica, que morava no Upper East Side, com seus irmãos. Na verdade ela nem sabia como eles conseguiam para um apartamento no Upper East Side. Ninguém a notava na escola, não era boa em nenhum esporte, e ela não se considerava bonita.
A maioria dos alunos do segundo ano estava no pátio. Era o ‘grande dia’ da excursão do segundo ano para o Distrito de Washington.
Renée acabara de chegar ao colégio. Dessa vez sem atrasos.
- Acho que já estamos todo aqui, Senhor Julian – Renée falara.
- Não senhorita Thompson, ainda falta gente – Renée olhava para o pátio, alguns caras estavam acabando de chegar.
- Quem falta? – ela perguntou.
- É claro. – ela falou, sarcasticamente.
- Ali, está ele. - Renée murmurava.
- Quem? – disse Ellen, a melhor a miga de Renée.
- Advinha? Idiota, nada inteligente...
- Para com isso Re, você sabe que ele é lindo.
- Vai sentar com o Marcus?
- Acho que sim – Ellen falou – Sabia que a Melissa anda dando de cima dele. Eu tenho que vigiar.
Ellen era a única amiga que Renée tinha. E agora com ela namorando o Marcus elas nem se falavam tanto.
Renée se sentou sozinha em um dos últimos bancos. Fora a uma das ultimas a entrar e todos sempre preferem os bancos da frente.
Olhava a janela, pequenos pingos de chuva começavam a cair.
- Posso me sentar. – Alguém dissera.
Renée recostou a cabeça no banco do ônibus, e pela sua visão panorâmica dava para ver quem tinha sentado ao seu lado. Tudo bem vocês podem achar que essa é uma história de amor normal em que dois adolescentes se conhecem melhor e se amam. Mais não é.
Sim, era ele, Matthew Reymond.
Ela olhou para trás para saber se mais algum lugar vago. É realmente todos os lugares já haviam sido preenchidos. Ninguém queria se sentar ao lado dá estranha Renée Thompson. Afinal ela tinha tatuagens. Ta isso não é mais novidade hoje em dia. Mais os pais, conservadores e preconceituosos.
Renée encostou a cabeça na janela. Pequenas gotas de chuva caíram na janela.
O professor chamou atenção dos alunos.
- Então, devido à chuva, nós vamos atrasar um pouquinho para chegar ao local. – Renée riu, ela sabia muito bem quem tinha provocado o atraso ali – Ficaremos no hotel próximo da Casa Branca. Assim que terminarmos o passeio vamos voltar para casa.
Assim, que o professor voltou à cabine do motorista Matthew se virou para ela.
- Acho que conheço você. Eu sou Matthew Reymond.
- Renée – ela falou baixinho.
E logo depois vieram as hienas. Risonhas e debochadas. A maioria das lideres de torcidas veneravam o Reymond. Loiras e do corpo perfeito, elas mexiam nos cabelos e piscavam seus cílios postiços como se dependessem disto.
É claro que Matthew gostava. Ele adorava aquela atenção toda. Porém hoje ele estava diferente. Elas não faziam diferença hoje.
Matthew estava em um lugar desconhecido. Mas as pessoas do lugar ele conhecia muito bem. Alunos do East High e alguns de seus colegas de classe.
Era um estacionamento sim. E o ônibus da escola estava lá parado.
Algumas meninas estavam atravessando a rua. Algumas líderes e outras meninas que ele lembrava vagamente. Estava lotado o estacionamento. Muitos ônibus escolares. Parecia ser algum tipo de Dinner ou lanchonete.
A chuva parecia ter sido forte naquele lugar, havia possas para todo lado. Devia ser por isso que o ônibus tinha demorado tanto para chegar a algum lugar.
Mais pessoas atravessavam a rua do estacionamento. Todos os alunos paravam para olhar os carros. Ninguém queria ser atropelado no dia de conhecer a Casa Branca. Só que dessa vez havia uma pessoa que parecia distraída demais em abrir o seu refrigerante para prestar atenção nos carros.
Porém, por mais que Matthew se esforçasse para ver o rosto da pessoa ele não conseguia. E de repente ‘bum’ um minuto que ele se distraiu a garota foi atropelada por um carro que não conseguiu frear por causa das poças de água.
Ninguém parecia notar a garota esparramada no chão. Havia sangue no seu cabelo ruivo. Os carros também, todos passavam por cima da garota.
Matthew acorda assustado. A chuva ainda caia. Sua companheira de assento dormia assim como todos no ônibus.
Havia muito tempo que ele não via coisas assim. É claro ele lembrava muito bem das outras visões que já tinha visto, mas não eram assim tão fortes. A última vez foi quando sua mãe caiu da escada. Nunca as visões vieram com tanta intensidade.
Ele teria que saber quem era pessoa da visão. Talvez ele pudesse salvá-la.
- Até que em fim a gente chegou a algum lugar - falou um dos valentões com muitos músculos e pouco cérebro - minhas pernas já estavam dormentes.
Assim que Matthew saiu do ônibus, ele percebeu que em lugar estava. Ali era com certeza o lugar de sua visão. Teria que ficar de olho daqui para frente. Ele tentaria salvar a pessoa.
- Não vai sair para lancha?- Perguntou Ellen, quando todos saíram do transporte menos Renée.
- Vou ficar aqui com você. Marcus foi pegar alguma coisa para a gente. – houve um minuto de silêncio. – o Matthew está sentado aqui não é?
- Infelizmente. – respondeu Renée, com cara de poucos amigos.
- Ironia. Você é a única pessoa que não acha ele legal, e ele senta justo do seu lado.
Renée finalmente olhou para amiga.
- Não que eu não o ache legal. É só que ... – ela suspirou – Lembra, quando ele estava envolvido com drogas?
- Lembro. Mais ele já superou essa fase. Lembra que ele foi para a reabilitação?
- Não é ai que eu quero chegar, Ellen. É só que, ele tem tudo. Tudo o que ele quer e ainda fica fazendo esse tipo de coisa. Estragando a vida dele. É só isso.
- Você não sabe os motivos.
Renée pensava seriamente em falar com Matthew. Mais não sabia como falar, o que falar para ele.
- Pode ficar na janela se quiser. – Renée falara para ele, que estava observando na janela. Parecia aflito.
Ele sorriu tristonho. Agora o que a Ellen falou tem todo o sentido. Eu não sei os motivos dele. Pensou Renée.
- Ei Reymond – ele olhou – Sabia que a lanchonete não vai sair do lugar?
- É que não foi como eu esperava... - ele murmurou distraído
- Não se preocupe. A gente vai passar aqui na volta, provavelmente. Aí você vai poder comer tudo o que tem direito – Renée brincou.
Ele sorriu e parou de olhar pela janela.
O ônibus estava agitado, ninguém iria querer dormir ao meio dia.