Apresentação online de parte da minha pesquisa de doutorado para o Formas&Tempo, 24º encontro de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Rio de Janeiro.
Essa apresentação surge da análise do panfleto “História da _rte”, de Bruno Moreschi, que demonstra o quão colonial e parcial é a formação de arte do Brasil e como rever essa narrativa é fundamental e urgente. Olhar para esse material é perceber quantitativamente que a maioria das histórias foram perdidas, não contadas, distorcidas ou manipuladas, assim como a fotografia, que traz consigo um traço da realidade (ROUILLÉ, 2009), um recorte do todo, um olhar sobre algo, mas sempre deixa algo de fora, algo se exclui no processo de enquadramento. Se a reprodutibilidade promoveu a disseminação da imagem e a perda de sua aura (BENJAMIN, 1936) isso ganha escala na era da imagem digital e das redes sociais.
Se “a história da arte não é a história dos objetos e das experiências artísticas, é a história de suas fotografias” (Bruno Moreschi, tópico 12) temos uma dupla perda. E aqui, Aby Warburg nos abre uma fenda no meio desse mar de imagens midiáticas e propõe um encontro entre os tempos no presente (DIDI-HUBERMAN, 2009). Assume o anacronismo inerente de cada obra de arte, seu “páthos” original e propõe uma sobrevida das imagens, uma nova leitura e relação entre elas.













