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@a-lbii ♥
Vídeo tutorial de como não estourar a paciência de Douglas Archman
Parachute jumping, but without the parachute || Lowan POV
Presa às costas quentes de Rowan, a garota cega deu a ordem para que o dragão levantasse voo. O mesmo assentiu com a cabeça larga e deu alguns passos confiantes até abrir e esticar ambas as asas, batendo-as em uníssono como um grande e preciso leque. Haviam poucos dragões tão graciosos quanto Rowan em Ethelthryth quando se tratava da arte do voo, o que contrastava ainda mais com seu peso e tamanho. Levou algum tempo de treino apropriado com um de seus amigos nortenhos até que Löw confiasse plenamente na criatura escamosa. Era assustador confiar sua vida à Rowan quando o mesmo estava muito longe do chão. No começo, tudo o que conseguia sentir era pânico e uma vontade agonizante de sair dali o mais rápido possível, mas o único problema é que no céu não haviam escapatórias.
No entanto, a coragem tomara - aos poucos - conta de cada átomo do corpo atlético de Löwyn. Foram quatro longos anos de puro treino incansável. Pôde finalmente aprender a arte das espadas como qualquer Hermund normal, já que seu dragão dava-lhe dicas de quando atacar e defender-se dos golpes do oponente ou emprestava-lhe seus olhos quando a conexão era estabelecida. Ver o mundo do jeitinho que ele era pareceu-lhe ainda melhor do que havia imaginado. Quando o fez pela primeira vez sentiu que finalmente havia encontrado o propósito que tanto procurava em sua vida. Algo que para alguns era tão simples e corriqueiro fazia-a agir como uma criança exageradamente eufórica e sorridente sempre que tinha a oportunidade enxergar através de Rowan.
Quando chegaram ao limite de altura suportada pela humana, um sorriso de canto apareceu em seu rosto. Era travesso e malicioso, daqueles que sempre o alertavam quando a garota tinha alguma ideia estúpida em mente. E ela tinha. “Você não vai fazer o que eu acho que está pensando, vai?”, a voz grossa e rígida do dragão ecoou em sua mente. O vento parecia beijar seus cabelos violentamente, nunca se sentiu tão livre. Lá de cima, até o castelo sulista parecia ser dez vezes menor que seu tamanho real.
“Rowan, eu preciso tentar”, a princesa murmurou enquanto se soltava hesitante do dragão parado no ar para colocar na própria cabeça um pequeno capacete de aço usado por um dos melhores cavaleiros de sua terra. “Você vai é virar um monte de merda no chão, imbecil”, Rowan pareceu gargalhar com a estupidez de sua ama, mas no fundo, torcia para que a mesma desistisse. “Só há um jeito de descobrir”, ela insinuou e pôs-se de pé sobre suas costas largas. “Você é igual a sua mãe”, resmungou o dragão impaciente.
Logo em seguida, a bastarda iniciou uma escalada pelo seu longo pescoço até alcançar a cabeça da enorme criatura. Ergueu-se ali com cuidado até ficar ereta, sentia que o vento forte a derrubaria a qualquer momento. E ele iria. Isso se Hermund não tivesse mergulhado em direção ao incerto segundos antes de sua desastrosa queda eminente. Despencou à toda velocidade, sentindo a adrenalina tomar total controle de si. O frio que sentiu na barriga a fez rir um pouco, mas os músculos rígidos de seu corpo tornaram aquele simples ato doloroso. Não via absolutamente nada, apenas escutava o vento chiar em seus ouvidos protegidos pelo aço.
Antes que atingisse o chão, sentiu-se sendo carregada novamente sobre o corpo escamoso e àspero de Rowan. Seu coração estava disparado, mas a garota não conseguia parar de gargalhar. Explodiu num riso eufórico, ainda sem acreditar no que havia feito. “Se houver uma próxima vez, eu juro que te deixarei cair”, o animal blefou. Löwyn afagou-o e continuou agarrada a ele. “Então está apostado”.