Sobre amar a si mesmo, antes de amar o próximo.
Um certo dia alguém disse em algum canto do mundo que para amar o próximo, é preciso nos amarmos primeiro, e por algum motivo, eu repeti isso diversas vezes sem ao menos entender de verdade. A princípio pensei em me amar para que quando eu amasse alguém, e este alguém me machucasse, eu parasse pra pensar em mim e fugir.
Salvando a minha cabeça e o meu coração. Mas, cai entre nós… Não seria tremendo egoísmo?
Está certo que quando alguém que amamos nos machuca, nem sempre estava com boas intenções, mas não é por conta de um erro que ela deve passar a ser vista como o pior ser humano do mundo, porque um dia nós a idealizamos dentro de uma bolha de cristal, transparente e perfeita. É fato que nunca conhecemos uma pessoa inteiramente, mesmo que vivamos com essa pessoa por 10, 15 ou mais anos. Há coisas em todos os seres que somente a eles diz respeito. Nós nunca nos mostramos integralmente pois como já fomos machucados algum dia nessa vida, precisamos guardar algo de escudo, mesmo que ele nunca precise ser usado, seja para consolo pessoal, ou até mesmo para vingança, pois somos rancorosos.
Todo erro cometido pelos outros contra nós, simplesmente condenamos. Mas, quando a situação é ao contrário, nós vamos até o fim do túnel achando um motivo para amenizar o julgamento alheio e mostrar que tivemos razão para fazer aquilo e que por isto, merecemos perdão. Hipócritas, não? Porque pimenta no olho dos outros é refresco. Ou seja, a questão de aprender a amarmos a nos mesmos, diz a respeito de nos colocarmos no lugar das outras pessoas o tempo inteiro, não importa qual a circunstância. Para amar o próximo precisamos nos amar primeiro, pelo simples fato de compaixão, e não fazer disso um gesto de egoísmo. "Eu me amo e preciso me salvar." Não! "Eu me amo, e assim consigo te amar, e por isso, consigo entender o meu e o seu lado, seja qual for a situação."













