Pensei em nós. Simples e objetivo. Eu, no alto dos meus porquês tentava descobrir algo que eu pudesse responder com "É isto". Pensei no que eu gostava. Oras, do seu sorriso e o do som da sua risada. Típico? Também achei, mas penso que realmente gosto dos sons que você faz. Pensei no que eu admirava. E aqui a lista ficou extensa. Sua bondade, sua generosidade, seu cuidado, seu carinho. Típico? Também achei, mas penso que realmente admiro cada parte sua que te fazer ser. Pensei no que sinto falta. Ah, e aqui a saudade apertou ao lembrar das despedidas. Um "ate logo" nunca foi tão intensamente incômodo como aos que dou a ti. Típico? Também achei, mas penso que saudade esta para você assim como você está para saudade. Pensei no que não gosto. Seu silêncio. Típico? Também achei, mas pensei em não precisar pensar; apenas dizer a falta que a sua voz me faz quando não te ouço falar. Pensei em nós. Simples, objetivo... Eu, no alto dos meus porquês penso que posso ter achado a resposta. Típico. Como os mais açucarados dos romances. Ou os mais clichês finais de um bom drama. E ate, quem sabe, aqueles plots de comédia que só nós entendemos. Típica. Como a literatura. Como alguém vinda da mente de um apaixonado escritor. Típica. Assim como a personificação da imaginação, mas utópica que parece não existir. Típica. No fim, é isto. Típica.
Brunett












