.. O jantar havia sido alvo de criticas por toda a comissão real, uma Rainha falando no lugar do Rei? Era uma afronta a todos os outros que estavam presentes, e para o Duque Pierre, uma humilhação para as outras esposas no saguão. Elizabeth sabia que ao findar o jantar a ideia de que toda a realeza teria dela era a imagem de uma mulher desesperada por atenção, intolerante aos costumes e desobediente ao marido que, por não ter uma vez sequer interrompido suas falas, seria considerado um Rei mole e não pronto para reinar. Se não podia controlar a própria a Rainha, como controlaria o reino? Os devaneios e a preocupações tomaram conta de Elizabeth aquela noite, penteava os cabelos escuro a frente do espelho sem qualquer real atenção ao mesmo, pronta para dormir enquanto o Rei ainda lia um livro vindo de um novo escritor francês que havia ganhado aquela noite.
— Está desapontado comigo? - Finalmente ela teve coragem de perguntar.
— Por que eu estaria, minha Rainha? Diga-me o que tanto pensa nesse ensurdecedor silêncio que me da. - O livro fora deixado de lado e ele caminhou até onde estava a mulher.
— Falei demais. Amanhã estarão soltando ofensas sobre você, seu modo de reinar e com certeza sobre mim.
— Se importa com tais opiniões? - Ele se ajoelhou ao lado do acento onde ela estava sentada, a forma de olhar e falar denunciavam sua preocupação para com a Rainha.
— Comigo? Não. Carrego o fardo de ser uma princesa petulante desde muito nova, ninguém esperava menos de quando eu fosse Rainha. Mas você…. - Lamentou.
— Eu não me importo. — Respondeu de imediato recebendo o olhar da Rainha — Você é a mais inteligente mulher que conheço e não me casaria com outra, ouvi-la não é só um prazer, é também um aprendizado para mim. Fora destas paredes é a rainha mais destemida que já ocupou aquele trono, me orgulho disso. E aqui dentro, é a mulher por quem me ponho de joelhos.
O rei a olhava apoiado sobre o joelho, e sem cortar tal contato visual, puxou uma das pernas de sua esposa sobre a própria, e com as mãos acariciou a pele dela subindo pelas curvas afastando o pano da roupa que ela usava para dormir. E a rainha diante daquele toque sabia que não precisava se preocupar.
— Como Rei, sinto orgulho de lhe ter ao meu lado. E como homem, lhe peço… Deixe para ser rainha desta porta para fora, e aqui, seja apenas minha esposa e a mulher pela qual sinto meu sangue queimar pela paixão.
A Rainha se calou, seus olhos imediatamente fecharam quando sentiu o primeiro toque dos lábios do rei subindo-lhe entre as coxas. O sangue dela queimava na mesma paixão.