O amor precisa ser chacolhado as vezes, ainda que a gente não entenda. O amor exige da gente criatividade e esforço, caso contrário ele vai embora. O amor dá dor de cabeça, faz chorar, quem um dia disse que era só rosas com certeza não se deu o trabalho de amar alguém de verdade, de conhecer as minúcias dessa pessoa, de conviver com os defeitos e aprender a amar até eles, de perder o sono. Bukowski disse que “o amor é bom para os que aguentam a sobrecarga psíquica” e é verdade, mas o amor que só percorre ruas limpas se desfaz com facilidade.
O amor precisa conhecer todas as ruas, até as mais escuras. E percorrendo essas ruas, nós vamos nos ferir, vamos ferir um ao outro. Vamos ser imaturos, deixar o orgulho falar mais alto muitas vezes, até que seja necessário o amor acender os postes, iluminar tudo outra vez. Nós vamos nos magoar, meu amor. Uma, duas, três vezes. Incontáveis vezes.
Mas se tiver paixão, se tiver vontade de caminhar junto, se a gente souber que aquela pessoa vale tudo isso e muito mais, essas ruas escuras são só alguns desafios. A gente se assusta quando está passando por elas, parece que são intermináveis, que vamos nos perder, que não tem saída, mas basta lembrar: o amor acende os postes.
E é por isso, meu amor, que eu vou te machucar, nunca com a intenção de assim fazer, mas eu vou. Eu não posso te prometer alegria constante, mas posso prometer te amar muito e permitir que esse amor finalmente ilumine tudo. Ilumine essas ruas para que assim eu encontre você.
Encontre a pessoa que faz meu coração de pedra virar manteiga, que deu sentido a tudo que envolve o universo romântico, que me faz suspirar e ir dormir mais tarde pensando no próximo encontro. A lanterna do meu coração.