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BLACK PUS - PLAY GOD
Black Pus - Pus Mortem
Black Pus é Brian Chippendale, baterista e voz de metade da banda norte americana Lightning Bolt. Chippendale surge aqui sem a companhia do baixo de Brian Gibson, nada que possa afastar os seguidores de Lightning Bolt já que o espírito deste Pus Mortem é o mesmo que está presente quando se ouve a música da dupla de Rhode Island. Black Pus tem lançado álbuns a solo regularmente desde 2005. São propostas que funcionam como um certo escape ao projecto mãe e que vão permitindo a Chippendale mostrar-se como artista multifacetado e capaz de criar sozinho um completo ambiente de banda.
Pus Mortem é Brian Chippendale na sua forma mais natural: rock psicadélico de garagem, cheio de energia do início ao fim, cheio de confusão sonora, voz imperceptível sempre triturada pela distorção e muito, muito suor. Ao longo destes 38 minutos a estrutura das músicas pouco muda, todas elas são musculadas sessões de treino num ginásio de cave bem escuro e escondido. Não há tempo para descansos, aqui o que se quer é explosão, física, com percussões que não param. E no meio da agressividade encontram-se aqueles pequenos refrões que prendem e conquistam, a melodia por mais suja que esteja faz-se notar e permite uma audição que não perde a direcção. A voz está lá para fazer o serviço motivacional, não vale desistir, desistir é ser fraco e Pus Mortem não é música para fracos. Ouvir “Neuronic Knife” é entrar num jogo de tremores rítmicos que antecipam um caos constantemente anunciado e presente em todas as faixas. “Why Must It End?” arranca em forma de ligeira aragem melódica e rapidamente se transforma numa violenta peça onde a bateria de Chippendale quer causar transe através de padrões que não deviam parar mas que, afinal, param, why must it end? “Supergenius” traz um momento de breve calmaria, ritmo lento, dá para tranquilizar o sistema durante algum tempo. Tudo acaba com “Meet Me In That Other Place”, faixa com quase 6 minutos, a mais longa do álbum e um rasgo final de força onde Black Pus se despede com bravura.
O baterista mascarado dos Lightning Bolt traz para Pus Mortem aquela sensação de gravação ao vivo onde tudo foi feito de uma só vez, sem oportunidade para segundas tentativas e com uma vontade de quanto mais alto estiver o som, melhor. E outra coisa não seria de esperar de Brian Chippendale e não seria necessário que houvesse aqui um álbum que não fosse este. Pus Mortem não é para todos. Exige uma participação de quem ouve, exige vontade para ser ouvido e, claro, exige muita energia.
Black Pus | Heebee Geebees
NEW BLACK PUS - "PUS MORTEM"
"deep in the attic that remains hilariously balanced above abandoned veins that once flowed with either the strings of industry or the blood of raw culture lives Black Pus. Churning away battling decay he records live infancy to his 4 track cassette Machine in the hope of turning physical exuberance to ethereal enhancement. Here with Black Pus's 7th album "Pus Mortem", despite the name, we have more evidence of being alive. " ❀❀❀DOWNLOAD / DONATE HERE❀❀❀