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5. Matthew "Matt" Saracen “Friday Night Lights”


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5. Matthew "Matt" Saracen “Friday Night Lights”
Clara sentiu culpa por tudo aqui ter acontecido. É claro que ela não queria que isso tivesse acontecido, ela nem sabia o que André estava fazendo ali, ela nem sabia que Ana viria a ver com Vitor. Ela queria nunca ter contado a Vitor a história de Ana e André. '-Vitor, para Vitor. Olha pra mim. Vitor, olha.' '-Para Clara, para. Eu nem sei por que eu vim, pra sofrer assim...' '-Então você não veio me ver?' '-Vim, Clara.' '-Então sorri, porque eu quero ver você feliz. O meu melhor amigo não pode ficar triste jamais.' Vitor sorriu, levantando a cabeça. Ele continuava afastado de Ana, um em cada lado da maca. Ana não tirava o olho dele, e Clara já tinha percebido que ela ainda o amava. '-Clarinha, eu tenho que ir. Minha mãe já deve tá preocupada, eu disse que em meia hora voltava e já to aqui a uma hora... você sabe como ela é. Ainda mais agora, que eu tenho que estudar pro vestibular...' '-Você finalmente vai prestar vestibular?' '-Sim! Tomei vergonha na cara' Disse Vitor, colocando a mão na cintura imitando uma mulher. Todos riram. '-Você vai comigo, Ana?' '-A Ana vai ficar aqui comigo. Sabe, tenho muita coisa pra falar pra ela.' '-Ok. Se cuida Clarinha.. to indo. Beijo' Vitor passou por Ana e não disse uma única palavra. Ele a olhou, os olhos marejados novamente, deu um beijo em Clara e saiu. Ana o acompanhou com os olhos até a porta. '-Você ainda ama ele né?' '-Sim. Demais. E eu sei que eu errei, mas eu não tenho coragem de assumir, de assumir que eu errei com o André e com ele, que eu devia ter dado mais valor.' '-Eu sei que isso tudo é culpa minha também.' '-Você tava tentando proteger o Vitor, ele é seu melhor amigo. Faz sentido. O que não faz sentido é eu ter deixado o homem da minha vida ir embora pra ficar sozinha.' '-Me desculpa por hoje. Eu nem sei o que o André ta fazendo aqui, ele tinha que estar na fazenda.' Ana abaixou a cabeça quando Jhonatas chegou. '-Dona Clara?' '-O-oi?!' '-Tá na hora do seu passeio até o quinto andar. Você precisa conversar com a doutora Márcia, se lembra?' Ele olhou pra Ana e acenou com a cabeça. '-Ãahn.. Clara, seu celular. Ele ficou comigo. Qualquer coisa me liga, ok? To indo.. tchau.' Ana deu uma piscadela e abriu o sorriso que Clara sentiu falta nos últimos dias. Jhonatas passou Clara pra cadeira e foi andando com ela, bem devagar. Ele a colocou dentro do elevador, e, ao invés de apertar o botão do quinto andar, apertou o último, que levava ao telhado. Ela olhou pra ele e disse: '-Tá doido? Eu tenho que ir pro quinto andar.' '-Doutora Márcia tá em horário de almoço, Cássia também. Eu sou responsável por você nessas duas horas mocinha. E você precisa ver aqui em cima.' Clara continuou tentando olhar pra ele. Colocou tanto a cabeça pra trás, que acabou batendo a cabeça na barriga dele. Ele sorriu '-O que foi, mocinha? Sou tão feio assim?' '-N-não, é que... não é nada.' Ela abaixou a cabeça e a porta se abriu. Era um corredor vazio, pequeno, com uma porta que dava pro telhado. Eles sairam, e ele a virou de costas. '-Me coloca de frente, por favor?' '-É surpresa.' Quando ele a virou, ela sorriu. Era lindo. '-Eu que fiz isso tudo.' Era um jardim, com todos os tipos de flores, folhagens, arvores. '-Ajuda o meio ambiente. Quer dar uma volta por ele?' '-Claro!' Ele foi empurrando ela, e parava pra ela poder ver tudo. '-Me perdoa tocar nesse assunto, mas... como foi pra você? Perder o seu namorado, como foi?' Clara não conversaria com qualquer um sobre aquilo, mas ele era diferente. '-Foi horrível. Foi como perder não só uma metade de mim, foi como me perder. Nos três primeiros dias eu não dormi, não comi. Eu só chorei. E eu nem tinha mais amigos ou família pra me consolar. Aquela menina que tava no quarto, a Ana, a gente brigou no velório, ela queria que eu parasse de chorar, mas eu não entendia como ela podia pedir aquilo pra mim. A minha única família estava ali, em caixões. E o menino que tava um pouco antes, o Vitor, eu briguei com ele uns dias antes, porque eu acabei falando demais e fiz ele sofrer. Não só ele, mas a Ana e o meu irmão, o André.' '-Me desculpa mesmo, mas é que eu terminei com a minha namorada... e sabe? Queria saber como era perder uma pessoa importante pra sempre.' '-É horrível. Eu não posso vê-lo no final de semana em uma balada qualquer, eu não vou encontrá-lo no mercado, não vejo mais ele on de madrugada. Eu ligo, mas o telefone dele não está desligado porque a gente brigou, está desligado assim como o coração dele. Eu o perdi, e perdi tudo o que eu tinha na vida...' Clara tentou segurar, mas chorou um pouco. A essa hora eles já estavam em um banco. Ele olhava pra ela, não com dó ou pena. Ele olhava pra ela tentando imaginar como seria ela saudável, tentando ver a felicidade que existia naquele rosto enquanto ela estava com o namorado. '-Porque sua família não mora com você?' '-Eu não falo com meus pais desde que eu descobri que era adotada. Mas não conta pra ninguém, eu tenho vergonha.' '-E seu irmão?' '-Ele é meu irmão biológico.' ... André estava na praça perto do hotel pensando em um jeito de contar a verdade pra Clara. Ela merecia saber, merecia saber tudo o que sua mãe tinha escondido deles. Ele se levantou e esbarrou em Ana. Vitor estava contornando a praça pra oferecer carona quando viu André segurando Ana. '-VOCÊ MENTIU PRA MIM DE NOVO ANA! DE NOVO!' André e Ana pararam. Ela pensou em dizer que não, que ele tinha se enganado, quando André o respondeu: '-É, ELA MENTIU. ELA VEIO ME VER.'
- Capítulo VII, Quebrando Barreiras. Giovanna A.