Esse é o único trecho do meu mapa astral que gosto. Foi o Rafael Resende Daher quem fez. Nem a parte que diz que eu vou ficar ryca me comove tanto quanto essa aqui.

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Esse é o único trecho do meu mapa astral que gosto. Foi o Rafael Resende Daher quem fez. Nem a parte que diz que eu vou ficar ryca me comove tanto quanto essa aqui.
Invadi a live do Rafael Daher para dar essa notícia. Parabéns, papai!
Na minha cabeça (e na geladeira), o coentro hidropônico dura mais. Ele só vende no mercado, junto com o tomate italiano. Mas continuo indo ao sacolão comprar coisas que não preciso e vão estragar até chegar no lixo por culpa capitalista.
No caixa do mercado, o rapaz passando minhas compras saudáveis: seis pacotes de miojo de galinha caipira e duas Coca-Cola:
- Moça, eu te dou mais uns vinte e cinco anos só.
- Não se preocupe, vou viver até os 72, por aí.
- Tem certeza? Desse jeito?
- Até que é bastante coisa. Tenho 28. Vou viver mais quarenta anos. Não acha que é o suficiente pro tanto de pandemia que ainda vamos passar?
As alegrias de ser amiga do Rafael Resende Daher.
Gosto da família Daher pq ela acaba com essa ilusão de que todo judeu pede desconto na Oscar Freire.
Você sabia? Em 23 anos de carreira, Radiohead lançou o mesmo álbum 9 vezes e muita gente nem percebeu.
Rafael Daher.
Eu também gosto de Radiohead, mas contra FATOS não há argumentos, dizem.
Haja rabino e blogayra na Oscar Freire! Praticamente um Rafael Daher em cada esquina. 🙃
Disfonia
Tenho dores frequentes na garganta, pelo menos uma vez a cada trimestre, desde sempre. Nada muito severo, coisa que um chá de limão, mel e gengibre resolve.
Meu mapa astral, feito pelo Rafael Daher, afirma o que eu já sabia: tenho que cuidar da garganta, ela pode ser problemática por bastante tempo. Por causa da minha garganta, nunca fui boa cantora. Em janeiro, fiquei dez dias exatos com dor de garganta por ter vomitado horrores na passagem do ano. Minha garganta arranhou, inflamou, mas Nimesulida resolveu, também achava que resolveria agora.
Faz uma semana que comecei a trabalhar no stand de uma agência de modelos no mesmo shopping que eu já estava. Minha função é abordar pais com crianças e convidá-los a realizar um cadastro gratuito para conhecer a agência futuramente, caso algum produtor se interesse pelo perfil. Em suma, eu trabalho diretamente com a minha voz, numa coisa que gosto, é a minha cara, sem muita pressão - é um trabalho simples, que venho dominando muito bem, meu chefe me colocou para abordar em meu primeiro dia de treinamento, no terceiro bati a meta diária porque sou muito boa mesmo nisso, desculpa.
No último fim de semana, a dor de garganta veio. Na quarta-feira, no meio do expediente, já não conseguia falar. Na manhã seguinte, fui em um pronto-socorro. Me receitaram xaropes e comprimidos que venho tomando. Me aconselharam a ir na Santa Casa procurar a emergência do otorrino. Me dispensaram no trabalho, apesar de eu ter entregue apenas o atestado de comparecimento. Uma semana, não queria faltar.
Hoje fui na emergência do otorrino. O doutor Caio (que não é o menino Caio- aqui em São Paulo aparentemente Caio foi o Enzo dos anos 90) passou uma câmera pelo meu nariz que entrou na minha garganta (maior incômodo da minha vida) e me diagnosticou com disfonia: rouquidão, cordas vocais vermelhas e inchadas. Sete dias de repouso absoluto sem falar com ninguém.
Fui no serviço levar o atestado. Toco medo de ser dispensada, ainda estou na experiência. Sete dias de trabalho apenas, sete dias de tratamento com um anti-inflamatório que parece LSD com embalagem de camisinha (vide foto), sete dias de 20ml de soro fisiológico em cada narina, no mínimo quatro vezes ao dia - tentei há pouco a primeira dose e vi que não vou aguentar - o soro entra no meu nariz e sai pela boca, eu tô engolindo soro, o que me lembra o traumatizante exame. Se eu não melhorar, se eu sentir febre ou que não consigo respirar com a boca - tenho que voltar ao hospital imediatamente.
Enfim, o silêncio também é conversa.
+18, TIREM AS CRIANÇA DA SALA:
Hoje foi o meu primeiro dia bom em São Paulo.
Eu tava no ônibus (com Menino Caio ao telefone), a caminho do Capão, quando entra um ex-viciado pra vender balinha, contando a história dele, com muito arrependimento e religiosidade.
Do nada uma passageira manda ele "tomar no cu" e "se foder", pois estava "usando a palavra de Deus para ganhar dinheiro, se entupiu de drogas, comeu puta e agora faz isso".
Eu comecei a rir, porque não era possível. Uma moça argumentou: "todo mundo merece uma segunda chance, senhora". Ela respondeu: "vai se foder você também, sua puta. Seu marido tá te traindo" (???).
A essa altura, eu já estava GAR-GA-LHAN-DO tentando explicar a situação pro Menino Caio, que começou a rir também. E eu disse: "nossa, ela sabe da vida de todo mundo!".
A alterada respondeu que é tranca-rua, tava com o Exu e o diabo no corpo ao mesmo tempo (parecia amiga do Rafael Daher). Me mandou "chupar uma pica".
- Vou mesmo, agradeço a recomendação!
Todos riram. Aí ela me mandou chupar buceta.
- Vou também, obrigada!
Eu desci do ônibus tendo um ataque de riso enquanto ela me ameaçava com macumba.
Coitada, não sabe que está lidando com uma poderosa wicca Sailor Moon.