A gente machuca e magoa tanta gente no decorrer da vida e não tem muito o que fazer senão entregar pra Deus.
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A gente machuca e magoa tanta gente no decorrer da vida e não tem muito o que fazer senão entregar pra Deus.
Quando você decide assumir o relacionamento com alguém, entenda que a pessoa tá vindo com uma bagagem. E nessa bagagem tem sonhos. E tem pesadelos.
Casamento é a maior aventura da vida. Ninguém casa pensando que ok separar; e a gente só casa porque ama muito o outro.
E o relacionamento não tem garantia nenhuma, senão a palavra. A sua e a do outro.
Você se relaciona e tem os seus sentimentos e a palavra do outro de que os sentimentos dele são reais também, bem como os seus. E pra sempre é isso que você vai ter: a palavra.
Relacionamento é acreditar na palavra de comprometimento. É um jogo de confiança. Confiar que seus sentimentos sempre vão ser correspondidos. Daí você pode se relacionar com alguém que todos os dias lute pra honrar sua palavra. Ou com alguém que um dia comece a repensar...
Relacionamentos não têm garantia nenhuma. É isso!
sobre.voar
Quando criança, sonhava que voava.
Corria, corria até pegar impulso e flutuar.
Frio na barriga, ventinho fresco no rosto.
Não tinha asas, mas voava...
Tantas vezes acordei me vi na cama e botei os pés no chão, frustrada.
Hoje, adulta, dentro doo avião e olhando da janelinha posso voltar a me sentir no sonho.
O avião corre, corre até pegar impulso e flutuar.
Frio na barriga, sem vento na cara, mas me sinto grande diante (e distante) da terra.
Percorro as nuvens, cumprimento o sol, e o vento chacoalha a gente. Eu acho divertido. Nunca tive medo de turbulências... E queria que isso se aplicasse também à vida. Essa que a gente leva com os pés no chão.
um dia mergulhei nas palavras e não sabia que era um mergulho sem volta. percebi isso quando me vi sem ar; - e sem querer voltar! pensando bem, eu não mergulhei nas palavras. elas que me engoliram.
Rafa Gizzi
ele não nasceu pra mim. não foi separado e preparado por Deus pra mim. eu não nasci pra ele. não fui separada e preparada para ser sua e só sua. a vida acontece. se está escrito, não sei. pode estar sim. mas a gente pode correr fora dessas linhas algumas vezes e pronto: a história tem de ser reescrita. não estava escrito que ele seria meu, nem eu dele. mas aconteceu. em algum momento da história dele, passos foram dados fora da linha e a história teve de ser reescrita. em alguns momentos da na minha história também! entrei nessa nova história. tropecei numas palavras e caí na linha em que ele estava caminhando sozinho. eu poderia sair dessa história. ele poderia pular a linha em que eu estava e uma nova história, novamente, seria escrita. mas eu não saí. ele não desviou. escrevemos juntos, com o direcionamento de Deus, nossa história. o amor da sua vida pode agora estar com outra pessoa. porque ele não é o amor da sua vida desde que você existe. ele será o amor da sua vida se vocês se cruzarem e permitirem que um amor nasça. e seja o amor da vida. não acredito em gente prometida uma pra outra. acredito em gente comprometida. eu quero, você quer verdadeiramente. a gente se respeita e se permite. a gente dá certo quando ambos querem. quando o coração sente leveza. quando há admiração e respeito mútuo. quantas vezes você quis, mas as coisas pareciam difíceis e pesadas? era o amor da sua vida, mas não ia em frente, não desenrolava. talvez porque um dos dois não queria de verdade. e no auge da paixão a gente não enxerga muito bem o que quer. se não caminha leve, não insista em transformar isso em amor da sua vida. se ele te põe dúvidas, não insista em querer como o homem da sua vida. você tem a opção de escolha. e você precisa enxergar bem as possibilidades. não desperdice uma vida, um amor, depositando suas forças em quem trava o caminho. siga com quem quer seguir. e se alguém desviar da linha em algum momento da história, mesmo que a história seguisse leve e bonita, não pense que a vida acabou. a história se reescreve. você pode reescreve-la. Deus é especialista em recomeços. deposite Nele sua vida. seu amor e sua história.
31 de outubro: dia da dona de casa
Minha mãe é dona de casa. Ela sabe costurar bem, ela sabe bordar muito bem, sabe fazer muitas coisas bonitas de crochê, faz bolos deliciosos, mas nada disso profissionalmente. A profissão dela é dona de casa. Sei que ela já teve muita vergonha disso, talvez até hoje tenha, mas não há motivos pra se envergonhar. Eu não fui criada para ser dona de casa. Ela sempre mandou eu estudar, fazer faculdade, arrumar estágio, trabalhar na minha área, ganhar meu salário, comprar minhas coisas e não depender de ninguém, especificamente de homem. Acho que ser dona de casa foi o que a vida impôs pra minha mãe, por isso ela não goste ou se envergonhe disso. Já a minha vida me deu opções. Eu escolhi. Estudei. Trabalhei. Tive o meu dinheiro. E especialmente hoje sou dona de casa. A vida não me impôs isso e eu sinceramente gostei dessa escolha. Limpar a casa e sentir que meu marido vai chegar do trabalho e vai ter um lar aconchegante; fazer um bolo e deixar na mesa para que as pessoas que passarem por aqui degustem; deixar a pia limpa (às vezes a preguiça vence, mas quase sempre estamos aí, limpando de uma vez) pra que a cozinha fique mais agradável; molhar as plantinhas para que o verde dê mais vida a nossa casa; deixar o banheiro limpo para nos dar a segurança de ficar descalço num lugar higiênico; lavar as roupas e ficar sentindo o cheirinho de amaciante enquanto estende no varal… Isso tudo e muito mais me doem as costas, me dão preguiça, às vezes nojinho, mas sobretudo sinto estar cuidando. Cuidando da nossa casa. Do meu marido. Da nossa vida. Cuidando como forma de gratidão a Deus pelo lar, pelo casamento, pela vida! Eu gosto de servir. Gosto de fazer as coisas para as pessoas. Raramente peço que me ajudem em algo porque eu gosto mesmo de servir. Quer me ajudar? Me faça companhia. Converse comigo enquanto eu o sirvo. E quando sou servida, raramente ofereço ajuda, porque sei apreciar os momentos de receber também. Uma ida à sorveteria já me paga todo um dia de faxina. Um dia comendo fora já me paga todos os dias cozinhando. Não que eu queira pagamentos, mas, como disse, sei apreciar os momentos de receber. Não fui criada para ser dona de casa, mãe de família. Mas ah, vida… obrigada por essa oportunidade de estar dona de casa. Estar porque não sou genuinamente. Assim como me formei em jornalismo, mas não sou jornalista: eu estive jornalista por um tempo. Amanhã posso estar novamente. Não sei mais nada. Só sei que, apesar de ter sido criada pra ser independente, avisar meu marido quando vou comprar algo ou economizar em alguma coisa pra mim pra termos coisas pra casa (mesmo o marido não fazendo sobre mim absolutamente nenhum tipo de pressão quanto ao dinheiro que ele ganha pra nós) não é peso nenhum. Não é vergonha alguma. Eu o sirvo porque o amo. Eu cuido da nossa casa porque amo. Se você é ou está dona de casa, não tenha vergonha disso! Se você faz jornada dupla, tenha mais orgulho ainda! Você pode estar cansada, exausta… Mas olhe ao seu redor e perceba: você cuida do lar com as próprias mãos! Não fosse você, o que teríamos pra vestir, comer bem, viver com higiene e organização…? Você serve, cuida, cria… sobretudo, ama. E o amor não pode ser pesado. Quando estiver sendo, pare um pouco e saiba receber. E se ninguém te servir, pare um pouco e converse. Apesar de cuidar de tudo com as próprias mãos, você não aguenta carregar o mundo. E nem tem que carregá-lo sozinha. Não se cobre tanto. Relaxe e saiba ser servida também!
(isso também vale para homens que são do lar!)
você saber que vai passar uns perrengues não faz desses perrengues mais leves. e saber deles também não te deixa mais preparada. você pode ser madura, mas isso não garante que você terá maturidade para lidar com determinadas situações.