Pois é, é ruim andar pela a calçada, te avistar de longe e pegar o celular pra fingir que não te vi. Sei lá, to querendo tirar tudo o que não me faz mais bem da minha vida, me afastar, sabe? É triste saber que tenho que fazer isso com aquela pessoa que um dia eu gostei, quem sabe, até amei. Por muito tempo neguei, recusei qualquer sentimento que pudesse se dirigir a você, mas, de alguma forma as coisas se ligavam, o destino nos unia outra vez e eu, sempre tão seguro, me perdia outra vez. Aparecia em meus sonhos e em meus pensamentos de forma incontrolável, eras minha maior inimiga, eras minha kriptonita, meu ponto fraco. Sabias exatamente como mexer com a minha cabeça, perdi meu chão, e como sempre, você venceu. Fez com que meu maior desejo fosse o seu beijo, com que eu me tornasse dependente do seu abraço, mesmo que nunca tenhas me dado um, fez com que meus olhos não desgrudassem dos seus, fez com que eu perdesse todos os meus sentidos, me deixou em seus pés, sendo assim, sendo seu. Mas o pior de tudo, é que tudo isso depende de mim, sou eu que tenho que esquecer, sou eu que tenho que seguir em frente, mas não sinto que devo fazer. Ainda acho que tenho que esperar-te, que tudo vai mudar daqui algum tempo e finalmente posso conseguir o que tenho planejado em mente. Mas é tudo outra ilusão minha, não é? Tudo bem, eu me acostumo, não sei mais o que fazer, vou continuar nesta rotina de pensar em você como se já me pertencesse.
texto por victoria machry e carlos persico










