Mark Hignett e seu amado G trocavam cartas durante a Segunda Guerra Mundial. E este texto é um relato sobre a angústia de G.
“12 de fevereiro de 1940 – Park Grange
Meu menino lindo,
Não há nada mais que eu deseje na vida que ter você constantemente. posso imaginar o que sua mãe e seu pai pensariam… O resto do mundo não tem noção do que nosso amor é. E eles nem sabem que é amor… “
Queria poder te tocar, sem medo se estão vendo. Queria andar de mãos dadas com você, mas ainda temos medo de nos assumir. O nosso amor é um erro mas eu não ligo em viver errando ao seu. As pessoas desconfiam e sinto que o medo de sermos pegos nos afasta… Ele nos afasta de um jeito doloroso, gostaria que os meus sonhos de andar de mãos dadas com você na rua, te beijar em um ônibus, se realizem. E se isso não for possível, espero simplesmente poder olhar em seus olhos novamente
“1º de fevereiro de 1941 – Cheltenham
Meu menino lindo,
Por anos achei que nunca teria um amor que durasse para a vida. quero muito você e espero pelo nosso futuro.
Imagine quando a guerra acabar e pudermos viver juntos…
do seu, G.”
Eles ficaram um ano inteiro sem se comunicarem, talvez o medo tivesse possuído os dois. Felizmente nem o medo foi suficiente para parar G, ele precisava mandar uma última carta
“19 de setembro de 1942-
Meu menino lindo,
Escrevo essa última carta sobre a supervisão das estrelas, hoje elas são poucas, porém lindas. As tais, que iluminam a escuridão desse extenso céu. O que seria de um céu, sem estrelas? Pergunto-me todos os dias. O que seria de mim, sem você? Mais um questionamento meu. Podemos ser comparados a tão bela relação? Tu és minha estrela, meu brilho, minha calma, e eu espero poder ser seu, seu céu, seu lar, seu lugar, seu refúgio. Acredito que para ser feliz precisamos superar nossos medos e seguir nossos coração. E é o que estou tentando fazer, por nós. Não me importo com o que os outros pensam, não me importo mais se tais vêem com maus olhos, não me importo com tal julgamento. Pois a única pessoa que concedo minha importância é a ti. A única pessoa que concedo-me é a ti. Em um futuro mais próximo estaremos juntos novamente, mau posso esperar para lhe ver outra vez, tocar-lhe novamente, beijar seus doces lábios, e lhe ter ao meu lado, outra vez, dessa vez pra sempre. Até lá estarei contando os dias e riscando paredes. Quero que seje meu, assim como sou seu. Assim como as estrelas pertencem aos céus. Quero que ilumine minha escuridão com o brilho de teu sorriso, quero acordar todas as manhãs ao seu lado, envelhecermos e falecermos juntos. Quero que meu último suspiro seja ao seu lado, ao lado de meu amado. E por isso estou aqui, em mais uma noite de fria, sobre a escuridão dos céus, lhe pedindo para que seja minha estrela. Me ilumine.
DO SEU, G.”















