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Gilberto Gil, album covers.
Refavela - Gilberto Gil (Refavela, 1977)
Era Nova - Gilberto Gil (Refavela, 1977)
Refazenda (1975), Refavela (1977), Realce (1979), Gilberto Gil
Between Ogum Xângo and the Re trilogy of Refazenda, Refavela and Realce is displayed the spectacular, occasionally-baffling duality of Gilberto Gil, whose two gears (mad freak-out king and slippery, smooth slicker) would appear to have such entirely separate appeals. Refazenda and Realce are slicker Gil efforts; Refavela may be his slickest.
Pick(s): ‘Tenho sede’, ‘Refavela’, ‘Toda Menina Baiana’
#59 - 20/11/2024: Gilberto Gil – "Refavela" (1977)
No segundo disco da trilogia "Re", Gil busca nossas origens musicais africanas, com uma hibridização de ritmos, como afrobeat, reggae, samba e funk. Excelentes, entre outras: "Refavela", "Ilê Ayê", "Babá Alapalá" e a releitura de "Samba do Avião".
Falam tanto numa nova era
Quase esquecem do eterno é
Só você poder me ouvir agora
Já significa que dá pé
Novo tempo sempre se inaugura
A cada instante que você viver
O que foi já era, e não há era
Por mais nova que possa trazer de volta
O tempo que você perdeu, perdeu, não volta
Embora o mundo, o mundo, dê tanta volta
Embora olhar o mundo cause tanto medo
Ou talvez tanta revolta
A verdade sempre está na hora
Embora você pense que não é
Como seu cabelo cresce agora
Sem que você possa perceber
Os cabelos da eternidade
São mais longos que os tempos de agora
São mais longos que os tempos de outrora
São mais longos que os tempos da era nova
Da nova, nova, nova, nova, nova era
Da era, era, era, era, era nova
Da nova, nova, nova, nova, nova era
Da era, era, era, era, era nova
Que sempre esteve e está pra nascer
Falam tanto
-Nova era, Gilberto Gil.
ESPETÁCULO "REFAVELA"
Há 25 anos, a tradicional Escola de Balé das Comunidades "Dançando Para Não Dançar" transforma a vida de crianças e jovens de comunidades cariocas. Além da sede, no Centro do Rio, o projeto, que já revelou dezenas de talentos e atualmente possui cerca de 150 alunos, atua em oito comunidades das Zonas Norte e Sul do Rio (Rocinha, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Mangueira, Chapéu-Mangueira, Babilônia, Borel e São Carlos). Para celebrar essa bem-sucedida história de inclusão através da dança, o grupo apresenta o espetáculo "Refavela" no dia 21 de outubro de 2019, às 19h30, entrada 1 kg de alimento não perecível., no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio. No repertório do balé contemporâneo Refavela, estão seis músicas do cantor Chico César e uma canção de Chico Buarque e Gilberto Gil. As coreografias são assinadas por Maria Gabriela Aguilar, Samara Mello, Márcia Freire, Paulo Rodrigues e Eduardo Masquette. "É um momento de celebrar todos os alunos que foram e estão sendo encaminhados pelo projeto, de todas as formas possíveis, seja indo para fora do Brasil, ou permanecendo aqui e inspirando os outros alunos, como professores ou se formando e caminhando em outra profissão”, comenta a carioca Thereza Aguilar, de 55 anos, coordenadora do Dançando Para Não Dançar, criado no Pavão-Pavãozinho e no Cantagalo, em 1994. “A ideia veio pela necessidade de mudar algo através da arte, que sempre foi inacessível para esse público. Por exemplo, uma sapatilha de ponta realmente custa muito caro (na média de R$ 150, 200) e essas meninas usam uma por mês. A filosofia é fazer com que crianças de diferentes classes sociais tenham sonhos e se sintam prontas para realizá-los. Num contraponto ao verdadeiro cenário de guerra vivido pelos próprios alunos e suas famílias nas comunidades, "Refavela" mostra a visão romântica do morro e sua realidade, tudo tendo como pano de fundo uma história de amor que vê na vida nas favelas elementos da mitologia da Grécia Antiga, com o sagrado e o profano amalgamados em habitações clandestinas. “Diariamente, meus alunos enfrentam problemas. Da criança ter que faltar aula porque está tendo operação, tiroteio. Isso é muito ruim pra gente, muito difícil. E, ao chegar na sala de aula, também demora para fechar a porta e esquecer do que está acontecendo lá fora, sendo que muitas têm amigos, parentes dela lá fora sujeitos a ganhar uma bala perdida”, explica Thereza, que nunca “perdeu” nenhum aluno para o tráfico, mas sim teve que “recuperar” o pai de bailarina. Além de batalhar para manter suas crianças frequentando as unidades de dança espalhadas pelas comunidades cariocas, Thereza enfrenta resistências das famílias para verem a dança como uma atividade possível e com potencial de crescimento para crianças e jovens do sexo masculino. “Para a menino sempre tem resistência, mas pra menina, não. Todas elas querem fazer balé, ficam me procurando. Tenho pouquíssimos meninos matriculados, a resistência é imensa, é muito conservadorismo. O Rômulo Mello, que vai dançar o balé “Refavela”, tinha deixado o grupo para ser auxiliar de pedreiro. E hoje, ele está voltando para o Dançando, porque ele viu que aquele caminho não era o dele. Mas acho que o preconceito vem principalmente da elite, que também precisa ser reeducada pela arte. Exemplos deste trabalho bem-feito de revelar talentos não faltam. Há ex-integrantes do projeto que hoje atuam em companhias importantes pelo mundo e fizeram da dança profissão. Inclusive, o Dançando Para Não Dançar nesta apresentação comemorativa vai contar com a participação de Ingrid Silva, primeira-bailarina do Dance Theatre of Harlem e revelada pelo projeto. “Nós normalmente não contratamos professoras. O que temos são ex-alunas que retornam ao Brasil e voltam pra dar aula aqui”, comenta Thereza. Parcerias O projeto Dançando Para Não Dançar é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS. Também conta com apoio de Governo do Estado do Rio de Janeiro, Vídeo Filme, Casa do Biscoito e do curso de inglês Brasas. Repertório “Desejo e Necessidade” (Chico César) 5:40 “Enxerto Poético” (Chico César) 5:12 “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil) 4:17 Ora-Pro-Nobis “Estado de Poesia”(Chico César) 5:15 “Palavra Mágica” (Chico César) 4:34 “Por que você não vem morar comigo” (Chico César) 4:00 “Mama África (Chico César)” 4:11 Serviço - Apresentação Única Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro/Cinelândia - Rio de Janeiro. Data: 21 de outubro (segunda-feira). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Entrada Gratuita com 1 kilo de alimento Classificação Livre. Duração: 45 minutos.www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia. Sede do Dançando Para Não Dançar: Rua Frei Caneca, 139 - Centro - Rio de Janeiro. E-mail: [email protected]. Site: dpnd.org.br. Facebook: https://www.facebook.com/adpnd/. Instagram: https://www.instagram.com/projetodancando/?hl=pt-br. Linkedin: https://www.linkedin.com/in/thereza-aguilar-533b9b142/ Read the full article