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Já operando na faixa de alerta, o volume de água do Sistema Cantareira está em 36,2%, segundo dados divulgados pela Sabesp nesta segunda-feira (01 de agosto). O Cantareira é a principal fonte de abastecimento de água de São Paulo, fornecendo água para 7 milhões de pessoas na região metropolitana: moradores de toda zona norte e centro da capital paulista, além de Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, Cajamar, Osasco, Carapicuíba, Jaguaré, Butantã, Ipiranga e São Caetano do Sul.
O nível de água do Cantareira não consegue mais se recuperar desde a Crise Hídrica de 2014-2015. A represa Jaguari, a primeira da cadeia, está muito baixa e já com grande parte do fundo descoberto, apresentando um solo seco e rachado como há 7 anos. A situação é preocupante, apesar da Sabesp e seus acionistas alegarem que está tudo sob controle.
A revista científica Earth/MDPI publicou artigo explicando a urgência de recuperar o entorno do manancial e reflorestar todas as áreas degradadas das áreas de preservação permanente.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Letícia Duarte, a principal autora do estudo e pesquisadora do Projeto Semeando Água, alerta que São Paulo pode viver novamente uma crise hídrica em breve. "Melhorar as práticas de manejo em áreas prioritárias para recarga hídrica ajuda a reduzir oscilações na disponibilidade hídrica ao longo do tempo. Já a restauração das APPs (áreas de proteção permanente) melhora a qualidade da água e contribui também com o sequestro de carbono da atmosfera, estratégia para mitigar os efeitos das mudanças climáticas".
Saiba mais:
Situação dos Mananciais: https://mananciais.sabesp.com.br/Situacao
How Far Can Nature-Based Solutions Increase Water Supply Resilience to Climate Change in One of the Most Important Brazilian Watersheds? - MDPI: https://bit.ly/3cYlfkO
Sistema Cantareira depende do plantio de árvores e restauração do solo no entorno - Brasil de Fato, 07/22: https://bit.ly/3SbNlcy
Monocultura de eucalipto não é floresta. Na floresta temos diferentes espécies de plantas e muita vida, seja no solo, nas cascas de árvores, nos corpos d'água, andando pelas matas e voando no ar. Já a monocultura de eucalipto, usada em larga escala para corte na indústria do papel e da celulose, não tem nada além de eucalipto.
Nos estados do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de São Paulo e da Bahia, já são mais de 7 milhões de hectares de eucaliptos segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. As aparências enganam. Tentam "vender" monocultura de eucalipto como floresta plantada. Não é!
Quer plantar florestas de verdade? O caminho é um só: reflorestamento de mata nativa diversa e fauna livre. O “eucalipto, uma espécie de árvore que evoluiu na Austrália, na transição entre a região semi-árida para a região de desertos, é uma planta rústica que consegue arrancar umidade do solo e, aparentemente, não consegue puxar umidade atmosférica como as florestas tropicais nativas conseguem”, explica o professor Antonio Nobre.
Essas árvores e os pinheiros, pinus e assemelhados não são plantas brasileiras, do nosso clima e nem dos nossos biomas (com exceção feita para a araucária nativa das áreas altas e frias no sul e sudeste do país).
O eucalipto consome muita água, pois cresce muito rápido. Quando ele é plantado até a beira de um rio, o prejuízo é o rebaixamento do lençol freático do curso d’água.
Saiba mais: IBGE: Brasil tem 9,85 milhões de hectares de florestas plantadas - Agência Brasil, 2018: http://bit.ly/2GvtzoB
Muda de diadema/ pompom-de-ouro que plantei há 3 meses em um projeto de reflorestamento 🌳🌴🌼com espécies nativas ! #flores #pompom #diadema #árvore #paisagista #adrianogronard #paisagismo #reflorestamento https://www.instagram.com/p/B9fNqCZFZbs/?igshid=18saodq3r2y41
Em busca de luz - o projeto de reflorestamento do Mona Pão de Açúcar garante a cobertura vegetal que protege contra a erosão, abriga a fauna local e oferece uma bela paisagem ao visitante. / In search of light - the Pão de Açúcar Park reforestation project guarantees the vegetation cover that protects against erosion, shelters the local fauna and offers a beautiful landscape to the visitor. / #gastandosola #gsmario #riodejaneiro #rj #paodeacucar #sugarloaf #natureza #nature #reflorestamento #reforestation #visitrio #travelblogger #travel #traveling #travelphotography #discoversouthamerica #viagem #fotografiadeviagem #viagens #mtur #vivadeperto #visitbrasil #blogueirorbbv #rbbviagem (em Pão De Açucar - Sugar Loaf Mountain)
1 - Proteger o que ainda existe de floresta em pé é a ação mais importante para salvar nossos ecossistemas ameaçados. Precisamos cobrar que todo governo cumpra seu papel em defesa dos Povos Tradicionais e do Meio Ambiente, respeitando a Constituição. Agora é hora de fazer barulho contra os cortes de orçamento e o desmantelamento da fiscalização do Ibama e do ICMbio. Vamos pressionar este e qualquer outro governo que atue contra a natureza;
2 - Projetos de reflorestamento devem envolver as comunidades locais, inclusive, prevendo a contratação de pessoal nativo. As famílias que moram nessas áreas devem ser reconhecidas, respeitadas e capacitadas como guardiães florestais e agentes ambientais. Além de guardar o conhecimento para recriar florestas semelhantes às naturais, essas pessoas que estarão lá no dia a dia cuidando da área em recuperação;
3 - Projetos de reflorestamento devem atender a vários objetivos, desde proteção contra as mudanças climáticas, avanço da conservação, produção de alimentos, desenvolvimento da bioeconomia sustentável local, resgates culturais e fortalecimento do ecoturismo;
4 - As áreas recém-degradadas que antes guardavam uma floresta devem ser as primeiras a serem reflorestadas. Pesquise, mapeie e escolha o ponto ideal para começar o projeto.
5 - A restauração ecológica de áreas degradadas visa recuperar um ecossistema até o ponto que a área tenha a capacidade de se sustentar e se auto-regenerar sozinha. Para isso, vamos nos apoiar em processos de sucessão ecológica, compreendendo as interações e funções das relações entre todos os seres vivos no sistema.
6 - Use sementes nativas das espécies do bioma em que vai atuar. No período das chuvas, é o momento certo para plantar. Em projetos de recuperação ambiental, a mistura de sementes nativas e de adubação verde tem conseguido colocar muito mais árvores por hectares com a metade do custo do plantio de mudas.
7 - Plante árvores que sejam adequadas para o clima local;
8 - Planeje como obter sementes ou mudas antes do período de chuvas, trabalhando com a população local.
9 - Mãos na terra. Combine o conhecimento científico com o conhecimento local.
10 - Projetos que dão certo são aqueles que fazem o reflorestamento valer a pena para todos, inclusive para as comunidades locais, que devem ser também reconhecidas e valorizadas como guardiães florestais e agentes ambientais.
Saiba mais:
Muvuca que vira floresta - ISA: https://bit.ly/2ntRhs9
Cientistas explicam mitos sobre o plantio de árvores em grande escala - Ambiente Brasil: http://bit.ly/3aIdniX
Recuperação de áreas florestais degradadas utilizando a sucessão e as interações planta-animal: http://goo.gl/HtuPkw
[RESTAURAÇÃO DO CERRADO] "Por muitas décadas, tentamos restaurar o Cerrado como se fosse floresta: plantando apenas árvores. As árvores do Cerrado precisam de suas companheiras gramíneas, outras ervas e arbustos. Sozinhas as árvores morrem", explica a professora Isabel Schmidt (UnB) no prefácio do guia "Ervas e Arbustos para Restauração do Cerrado", idealizado e organizado pela Rede de Sementes do Cerrado (RSC). Com o objetivo de oferecer uma ferramenta de identificação e orientação para restauradores e coletores de sementes, o guia fala sobre plantas herbáceas e arbustivas que podem ser introduzidas por semeadura direta no processo inicial de recuperação de área degradada.
Saiba mais: [PDF] Guia Ervas e Arbustos para Restauração do Cerrado - Rede Sementes do Cerrado: https://bit.ly/32hUtf5 Rede de Sementes do Cerrado - RSC: http://www.rsc.org.br/
Consulte também: [PDF] Guia de Plantas da Regeneração Natural do Cerrado e da Mata Atlântica -Agroicone, INPUT 2017: https://bit.ly/2nSZlmg, https://goo.gl/ZpEdw7 [PDF] Guia de Plantas Não-Desejáveis na Restauração Florestal - Agroicone, INPUT 2017: https://goo.gl/CzzGQP #regeneração #restauração #recuperação #Cerrado
Como recuperar áreas onde diversas espécies de plantas e animais, além de toda microvida do solo, foram queimados e mortos? Restaurar uma floresta não é rápido. A floresta amazônica abriga cerca de 30 mil espécies de plantas. Para recuperar certa diversidade da flora, são precisos mais 50 anos e ainda será uma floresta secundária, com vegetação mais fina e mais tenra. Plantas jovens não substituem árvores seculares. Para se obter novamente uma diversidade de animais, estima-se levar mais de 150 anos. Acontece que o desmatamento já vem causando extinção de várias espécies. Hoje, são mais de 250 espécies ameaçadas na fauna silvestre. Em florestas fragmentadas e na ausência de mata primária nativa perto de área a ser recuperada, a dificuldade é ainda maior, pois também se exclui a possibilidade de comunicação entre espécies e disseminação natural de sementes nativas. Você sabia? No Brasil, o reflorestamento da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi oficialmente iniciado há 159 anos por ordens de D. Pedro II. O grande motivo para iniciar o reflorestamento foi a grave falta de água doce e a necessidade de recuperar o Rio Carioca. O país hoje enfrenta crise de abastecimento em centenas de municípios com vegetação nativa desmatada, mananciais devastados. Vamos ficar atentos agora e valorizar as florestas que recebemos dos nossos antepassados. A pergunta que fica é o que deixaremos para as próximas gerações: uma floresta em recuperação ou um deserto inóspito com cidades sem água? https://bit.ly/32FAEQ3 Saiba mais: "Crescimento de novas florestas em áreas desmatadas na Amazônia demora muito mais do que se imaginava, mostra estudo"- BBC, 30/01/2020: https://bbc.in/2OJlnFD"A história do reflorestamento da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro" - Globo Ecologia, 28/05/2011: https://glo.bo/2Je3cV5 #florestasPrimárias #florestasSecundárias #perdaDebiodiversidade #biodiversityloss #desmatamento #recuperaçãoAtiva #reflorestamento