A dor de Louise era como o rio: constante e em eterna mutação. Ondulava, alagava, em fluxos e refluxos, uns dias frio, escuro e profundo, outros, rápido e intenso. Sua culpa era igualmente líquida, ia se infiltrando pelas frestas quando tentava represá-la. Tinha dias bons e dias ruins.
Em Águas Sombrias - Paula Hawkins











