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Giovanna
Decidi acordar mais cedo por volta das 7h30 me arrumar com tranquilidade, tomar café reforçado e preparar água e alguns lanches rápidos já que o evento duraria a maior parte do dia e só chegaria em casa quase no fim da tarde. Fui pro ponto de ônibus próximo a minha casa por volta das 8h25, um percurso de 3 minutos. Peguei o ônibus I-04 às 8h36 que me deixaria na Estação Prefeito Celso Daniel, ponto de encontro. O céu estava azul com um pouco de nuvens porem sem aparência de chuva (19°C no período da manhã). O trajeto foi tranquilo, sem trânsito e o ônibus tinha poucos passageiros. Dentre os que marcaram de se encontrar na estação (Eu, Lucas, Leticia e Daniel) fui a primeira a chegar as 8h53. Durante a espera pelos demais um moço se aproximou para vender amendoim, o nome dele era Daniel e ele estava tentando uma carreira musical como meio pra sair da vida de morador de rua e usuário de drogas e oferecia um pacotinho de amendoim pelo preço de R$1, Daniel contou sua história muito empolgado pois tinha conseguido um lar temporário com um membro da família e uma apresentação produzida naquela tarde no centro de Santo André. Desejei toda a sorte a ele e contribui comprando um pacotinho. As 9h20 todos os demais já tinham chegado. Embarcamos no trem as 9h30. Ao entrarmos no vagão uma moça falava ao telefone, ela falava alto e parecia muito irritada com a discussão que rondava o assunto de doenças sexualmente transmissíveis, ao seu ver a contaminação feminina só acontecia por que a mulher não impõe o uso da camisinha. O trem não tinha muitos passageiros estava ligeiramente vazio. Encontramos a Rafaela e a Ana na Estação Tamanduateí as 9h58, continuaríamos o resto da viagem de metrô pela linha verde sentido Vila Madalena; na estação Santos-Imigrantes encontramos o Caio as 10h05. Descemos na estação Paraiso para fazer baldeação para a linha azul sentido Tucuruvi que nos levaria até a Estação Liberdade, a linha azul já tinha um fluxo maior de pessoas, observei que o público negro na linha azul havia diminuído comparado ao trem e a linha verde do metro. Embarcamos as 10h15. O vagão que estávamos estava um pouco cheio e nele tinha um rapaz lendo “O amor de Mitia”, o comportamento dos usuários não se diferenciava muito, a maioria conversava em pequenos grupos, e a maioria se ocupava com o celular. Chegamos na Liberdade as 10h20, onde o Henrique já esperava por nós. A Feira acontecia na praça bem de frente com a saída do metro, a maioria das pessoas era oriental e o cheiro que predominava no local era de fritura. Esperamos a Luene que chegou por ultimo as 10h30 para começar a andar pelo lugar. A feira se dividia em duas partes: comida e artigos variados, dentre eles bonecas, quinquilharias, estatuas, bolsas, roupas, bijuterias, roupinhas de cachorro, etc. O publico do evento era de uma predominância idosa, e famílias que visitavam o lugar. Poucos dos vendedores tinham traços orientais, e dentre os produtos vendidos muitos remetiam a copa com as cores verde, amarelo e azul. Os artigos que remetiam a alguma cultura japonesa tinham o preço mais elevado comparado aos demais, inclusive na parte de comida. Na parte de comida havia uma grande diversidade de pratos que não se restringia apenas a cultura japonesa, como yakisoba, guioza, tempura, etc. A parte de refeição estava muito cheia chegando a dificultar a locomoção no espaço. Encontramos uma equipe de tv entrevistando uma das vendedoras da feira. O grupo decidiu descer a rua principal do bairro pra conhecer, já que algumas pessoas nunca tinham visitado o bairro. Entramos numa loja que vendia produtos importados do Japão, o ambiente interno tocava uma playlist que misturava músicas de diversos gêneros brasileiros. Ao visitar as galerias a diversidade de produtos já se alterava das lojas de importados e da feira, os box exploravam os nichos de religião, games, musica, cosméticos, eletrônicos, revista de quadrinhos, papelaria e vestuário. Muitos remetiam a animes, mangas, e bandas k-pop. Dentro dessas galerias pude observar a presença de crianças e também objetos infantis junto aos responsáveis dos box’s. Sendo que a maioria falava outro idioma. O público presente no bairro era predominantemente familiar, aos finais de semana as principais atividades se destinam a compras e lazer. Na volta passamos pela feira novamente e decidimos ir embora por volta de 12h25. Uma parte do grupo se destinou a avenida paulista e a outra seguiu pra casa. Peguei o metro sentido Jabaquara até a estação Ana Rosa onde fiz baldeação para a linha verde sentido Vila Prudente e desci na estação Tamanduateí, seguindo de trem até a estação Prefeito Celso Daniel e ao chegar na estação de Santo André fui pra plataforma “G” pegar o ônibus I03 – Pq Capuava. A volta foi tranquila sem trânsito também, mas o fluxo de pessoas havia aumentado se comparado com a parte da manhã. Cheguei em casa por volta das 14h40. Eu conhecia pouco o bairro da Liberdade e a culinária também. Mas a ida a esse evento e o passeio do grupo pelas ruas principais do bairro e lojas me despertou curiosidade. Não somente pela cultura japonesa, mas também desejo pelas demais. O mundo tem uma diversidade tão grande de povos que ter contato com uma só acaba sendo uma coisa muito pequena, porém muito única também. O evento e o local pra mim foi uma prova concreta de como a globalização é um fenômeno que atinge o mundo, principalmente metrópoles como São Paulo que mesmo sendo uma cidade com cultura própria, consegue ser um centro de misturas e recepciona tão bem culturas diferentes. O dia seguinte me fez sentir curiosa, encantada com as diversidades, um pouco cansada também devido ao final de semana ter sido muito agitado, mas enriquecedor pra minha percepção de identidade e cultura.
Letícia
Acordei por volta das 7h50. Escovei os dentes, tomei banho e coloquei uma camiseta rosa claro e um jeans, com jaqueta amarrada na cintura. Não comi, pois já estava me sentindo atrasada. Peguei o ônibus as 8h43. Dentro dele, pouquíssimas pessoas diversificadas. Havia, no entanto, idosos em sua maioria. As roupas eram casuais, camisetas, jeans e algumas blusas de frio. Cheguei ao terminal, onde encontrei Daniel, Lucas e Giovanna. Entramos no trem em torno das 9h20. O trem também não estava muito cheio, porém foi possível perceber pessoas com roupas casuais, algumas crianças, homens, mulheres e idosos. Havia uma mulher falando alto no celular, ao nosso lado. Encontramos Rafaela, Luene e Ana na Estação Tamanduateí. Logo após, pegamos o metrô sentido Vila Madalena. O Caio entrou no vagão em que estávamos na Estação Saúde. No vagão, haviam algumas pessoas com instrumentos musicais. Logo ao chegar na Estação Liberdade, nos encontramos com o Henrique. O bairro possui muitos comércios, principalmente composto por barracas e corredores estreitos. Há pessoas com diferentes feições, porém o que mais se nota são pessoas com olhos puxados. Pode-se citar muitos idosos, crianças, homens e mulheres. Ouve-se pessoas falando em outros idiomas. Fui fotografar para fazer os registros necessários ao trabalho. Um homem, pouco idoso, estatura média e um sorriso no rosto veio me pedir para que, caso fosse postar as fotos, postasse junto seu contato para divulgação. Percebi muita aglomeração de pessoas, principalmente na parte da feira culinária, onde predomina um cheiro doce e de fritura. Foi notado também que existem muitas crianças no meio das lojinhas, bem como muitos produtos perto uns dos outros e espaços comerciais pequenos. Entramos em uma loja de conveniências orientais com produtos diversificados e estrangeiros, há doces com sabores diferentes dos usuais no Brasil (frutas, soja, etc). Nos cansamos muito de tanto andar, aproximadamente 3h após chegarmos, decidimos nos despedir e ir embora. Cada um com seu meio de transporte e indo para diferentes lugares. Como sou de Santo André, fiz o caminho de volta das linhas Verde e Azul e depois peguei o trem na Estação Tamanduateí até o Terminal Santo André Oeste. Peguei um ônibus para casa. No dia seguinte, acordei com dores musculares nas pernas pelo fato de andar e abaixar muitas vezes para tirar fotos dos produtos e do local. Na mente, a sensação de que nem tudo gira em torno da “cultura vigente”, e que existem pessoas que lutam pela visibilidade dos seus valores e costumes.
Ana
Me programei para sair de casa às 9h da manhã e assim o fiz. Me atentei a temperatura prevista para o dia visando vestir a roupa mais adequada possível para a ocasião e conforto, marcava 20°C.
Tomei o ônibus por volta das 9:10 no ponto próximo a minha casa. No percurso feito a pé até ele, notei um movimento reduzido de carros e pessoas, uma vez que atravessar um ponto específico de uma avenida bem movimentada que precede o destino foi muito mais fácil que o usual, afinal, era manhã de um domingo.
Dentro do ônibus observei uma diversidade em vestimenta, uma mulher que usava calça e camisa social desembarcou comigo na estação. Outras pessoas se vestiam com roupas casuais e variava, alguns de bermuda e chinelo, maioria de calça jeans e assim que entrei no ônibus, pude observar um casal de meia idade de trajes de caminhada, observando a vitrine da banca de jornal fechada que fica de frente para o ponto de ônibus.
Eu tinha como objetivo pegar o trem em direção ao Brás e descer na estação Tamanduateí. Ao entrar na estação não tive que esperar muito em pé até a chegada do trem, por volta de 9:40 embarquei e curiosamente ele ficou parado com as portas abertas por alguns minutos, o motivo foi informado, porém, não consegui compreender por conta da má qualidade do som. As pessoas estavam todas sentadas e não pareceram se importar muito com a situação. Portas fecharam e alguns minutos depois eu já estava na estação Tamanduateí e assim que desci do trem, felizmente encontrei a Rafaela. Fomos juntas ao encontro dos demais. Fluxo médio de pessoas circulando na parte onde estávamos da estação.
9:57 entramos no metrô sentido Vila Madalena, pude notar pessoas de óculos escuros, algumas blusas mas nada muito pesado. Algumas estações para frente, mais precisamente na Santos Imigrantes encontramos o Caio. Estávamos no primeiro vagão e quando paramos na estação Ana Rosa, observei uma grande quantidade de pessoas entrando.
Descemos na estação Paraíso (bem vazia) tinha apenas um senhor sentado de boina e calça social. Embarcamos novamente agora em direção a liberdade. Pessoas com todo tipo de vestimenta, blusas, alguns de camisa. Pessoas de bota, sapatilha, tênis.
Ao descer na liberdade notei um cheiro intenso de pastel. Por volta das 10:35 alguns comerciantes terminavam de abastecer as suas mercadorias a mostra na feirinha. Uma mulher passou por mim falando ao celular com 15 reais na mão em que segurava o aparelho, como se aquilo fosse algo corriqueiro, sem esboçar nenhum tipo de preocupação com possíveis perigos.
Muitas barracas de artesanato, me aproximei de uma delas e perguntei o valor dos brincos que estavam expostos sobre a mesa, produtos giravam em torno dos 12 reais. Também haviam barracas de utensílios de cozinha feito em madeira. Enquanto característica física, os vendedores tinham majoritariamente olhos puxados e pele branca.
Fomos andando ao longo da avenida principal. Não demorou muito para surgir as inúmeras galerias. Abarrotadas de pessoas e produtos diversificados. Acessórios e aparelhos eletrônicos, produtos relacionados ao universo Geek (séries, mangas, animes, filmes, jogos e animações), roupas. Algumas dessas lojas tinham crianças, juntamente com os vendedores.
Aproveitamos para entrar em lojas especializadas em produtos alimentícios, a diversidade era enorme, a maioria era etiquetado com informações em português, afinal, eram descritos em outros idiomas.
Encontramos algumas estátuas humanas, tive a oportunidade de entrar rapidamente no Jardim Oriental e observei brevemente algumas Carpas no lago.
Apreciamos a vista de cima da ponte, homens, mulheres e crianças tirando fotos o tempo todo, até dificultando um pouco nosso deslocamento na calçada, devido o número de pessoas.
Depois fomos em direção a parte onde ficavam as barracas de comidas. Era o ponto com mais concentração de pessoas em relação a todos os outros em que estive no dia. Uma delas exalava muita fumaça que vinha de uma máquina, não consegui observar a utilidade desta. Mais ao final da feira, a multidão diminuía. Homens, mulheres, crianças, não haviam muitos jovens. E então, fui em direção à estação para voltar para casa. No caminho que fizemos a pé tivemos dificuldade em um trecho da calçada, estava bem danificado. Chegando na estação, fluxo médio de pessoas, não foi muito difícil comprar nossos tickets de volta.
Fomos nos dividindo em pequenos grupos até que eu enfim desembarquei na estação São Caetano, esperei cerca de 10 minutos o ônibus, ao entrar, pude perceber por meio da conversa, que um casal na minha frente estava a passeio, iriam visitar a filha. Desci, fiz o mesmo percurso a pé, agora mais movimentado em relação àquela manhã e enfim cheguei em casa.
Rafaela
Acordei as 8:00 com o despertador que havia colocado no dia anterior, tomei um banho e vesti uma calça jeans, camiseta, moletom e tênis. Para o café da manhã fiz um pão na chapa e tomei um copo de água de coco. As 8:47 saí de casa em direção a estação Prefeito Saladino, pois havia combinado com o restante do grupo de nos encontrarmos por volta das 9:30 na estação Tamanduateí. Fiz esse trajeto de carro e não havia muito movimento nas ruas, nem de carro e nem de pessoas andando. Cheguei na estação Saladino as 9:03, enquanto comprei a passagem (R$4,00) e esperei a chegada do trem pude observar que algumas pessoas estavam com roupas de calor e outras estavam com roupas de frio pois a temperatura em Santo André estava por volta dos 20°C. Ao entrar no trem observei que não havia muitas pessoas e na estação São Caetano ele parou por volta de 8 minutos por conta de um problema técnico.
Me encontrei com o grupo as 9h58 na estação Tamanduateí e pegamos a linha verde do metro sentido Vila Madalena. Encontramos outro integrante, Caio, na estação Santos-Imigrantes e seguimos até a estação Paraíso para trocarmos para linha azul sentido Tucuruvi. Chegamos na Liberdade as 10:30 e encontramos com os integrantes restantes, Henrique e Luene. Observei ao chegar em São Paulo que as pessoas estavam em sua maioria com roupas de calor, já que a temperatura estava maior que em Santo André, por volta dos 26°C.
Já na saída da estação nos deparamos com o inicio da feira. As primeiras barracas, de listras vermelhas e brancas, vendiam roupas, calçados, colares e enfeites. Tudo muito colorido, porém certas cores prevaleciam como o branco, o preto e o vermelho não só no artesanato como na decoração das ruas e prédios. Os postes de iluminação eram diferentes do que pude observar no caminho, eles tinham formato de L, com bolas brancas penduradas. Depois da feira entramos em uma galeria onde a maioria das lojas vendiam eletrônicos e roupas. A galeria era relativamente pequena e os corredores eram estreitos e devido ao grande movimento ficava difícil de se locomover. Seguimos pela rua da feira, que estava com um grande movimento de carros e de pessoas, até entrarmos em uma loja de alimentos asiáticos, as caixinhas dos alimentos em geral eram muito coloridas e os corredores da loja eram estreitos. Entramos depois em um pequeno shopping onde a maioria das lojas vendiam miniaturas de personagens de vídeo-game e roupas de cosplay. As lojas ficavam distribuídas em 3 andares e grudadas umas nas outras, como na feira do lado de fora. O movimento dentro da loja de alimentos e no shopping era grande, muitas vezes esbarrei em outras pessoas. Seguimos até a Ponte de Amizade, que passa em cima da Avenida 23 de maio, onde ficamos sentados no sol para descansar e tirar algumas fotografias. Após descansarmos um pouco seguimos até a parte da feira onde ficavam as comidas, a maioria das barracas vendiam pasteis, yakissoba e doces típicos. Essa parte da feira estava lotada por conta do horário, quase hora do almoço, então como o grupo estava com fome decidimos ir almoçar no Subway, pois estava vazio. Almoçamos por volta das 12:30 e ficamos conversando sobre o trabalho e sobre nós já que a maioria das pessoas do grupo se conheciam há pouco tempo.
Saímos de lá por volta das 13:20 e para voltar pegamos a linha azul sentido Jabaquara e trocamos de linha na estação Ana Rosa, peguei o trem até a estação Prefeito Celso Daniel onde entrei em um ônibus (I05-estação Utinga) até minha casa. Esse percurso durou em torno de uma hora e dez minutos e custou oito reais e quarenta centavos. O metro estava com pouco movimento e o trem também. Já o ônibus estava um pouco mais cheio, devido há um atraso.
Por conta de andarmos muito, no dia seguinte, tive um pouco de dor nas pernas e passei o dia deitada o que foi bom para pensar na experiência que tive no evento. Na loja de alimentos visitada pude perceber a mistura da cultura asiática com a nossa, pois alguns dos alimentos que antes eram só fabricados na Ásia e em sua maioria não continham escritas em português, agora são fabricados aqui no Brasil. Com essas observações do dia anterior pude perceber como comemos ou utilizamos coisas que tem origem do outro lado do mundo e nem sequer percebemos no dia a dia. E como as culturas se entrelaçam com facilidade, principalmente nos dias atuais.
Daniel
Acordei às 7h e fui tomar um banho. Após o banho fui separar a roupa para ir ao local. A previsão do tempo indicava 24º C, então peguei uma calça, uma camisa, um suéter leve e um tênis. Tomei café e chamei um Uber que me levaria até a estação Prefeito Celso Daniel - Santo André, da Linha 10-Turquesa da CPTM, onde encontraria a Giovanna, o Lucas e a Letícia. Saí às 9h06 de casa e cheguei às 9h15 na estação, onde encontrei a Giovanna e o Lucas que já estavam me aguardando. O trajeto até a estação foi bem tranquilo com pouquíssimo trânsito na rua. Enquanto aguardávamos a Letícia chegar, um homem com roupas bem leves e um instrumento musical em suas costas chegou até nós com uma sacola grande. Cumprimentou-nos e retirou dois pacotes de amendoins - um de bolinha clara e um de bolinha escura -, vendendo cada um por R$1,00. Eu e Giovanna compramos uma unidade cada do pacote com bolinhas brancas. O homem seguiu seu caminho e nós continuamos aguardando a Letícia, que chegou às 9h24. Entramos dentro da estação e esperamos o trem chegar, o mesmo chegou às 9h30. A plataforma não estava cheia, haviam poucas pessoas e pegamos o vagão com lugares para sentar desocupados. O vagão em si estava com poucas pessoas, a maioria mexendo no celular ou com fones de ouvido. As portas se fecharam e seguimos o trajeto até paramos na estação Tamanduateí, onde encontraríamos a Ana e a Rafaela. Durante o percurso não houve uma mudança no ambiente dentro do vagão. Ao desembarcarmos na estação Tamanduateí, uma grande parte das pessoas que estavam no mesmo trem desceu junto para fazer a transferência para a Linha 2-Verde do Metrô. Encontramos a Ana e a Rafaela às 9h45 em frente às catracas de reconhecimento de movimentação da estação.
Na estação Tamanduateí, percebe-se um fluxo maior de pessoas, essas de diferentes idades e na maioria das vezes em grupos interagindo entre si ou mexendo no celular. Entramos no metro sentido Vila Madalena as 9h57. Após 3 estações chegamos na Santos-Imigrantes, onde nos encontramos com o Caio às 10h04. Ele entrou no vagão e seguimos viagem até a estação Paraíso, onde descemos às 10h11 para fazer a transferência com a Linha 2-Azul, sentido Tucuruvi. A estação não estava cheia e aproveitamos o momento para tirar algumas fotos e finalizarmos algumas anotações. Entramos no vagão às 10h15 e o fluxo de pessoas já estava maior, ali foi possível notar pessoas com roupas, hábitos e linguagem própria da cultura oriental. Após 4 paras, às 10h19, chegamos na estação Liberdade, saímos da estação para esperar pelo Henrique e pela Luene. A estação se localiza no centro da praça onde estava a feira, e logo na saída da estação havia um grande ipê rosa, onde foi o ponto de encontro para Henrique e Luene se juntarem a nós - o que foi feito às 10h22.
A fera em si estava bem tranquila, começamos a andar e perceber o espaço. Encontravam-se ali muitas pessoas com descendência oriental. As barracas estavam dispostas lado a lado, com pequenos espaços entre elas e uma lona branca com listras vermelhas, era possível encontrar desde comidas a artefatos de diferentes utilidades. Na maioria das barracas na feira ao ar livre, não possuem vendedores orientais, ao contrario do camelô ao lado do Mc Donald’s que havia muitas pessoas orientais, inclusive se comunicando entre si em algum idioma comum a eles. Quando se dirigiam a algum cliente, era perceptível o sotaque diferenciado. Em algumas lojas dentro do recinto haviam crianças brincando enquanto um adulto realiza as vendas ou organizava o estande. Era possível observa uma variedade grande de produtos dispostos à venda com predomínio de eletrônicos e roupas.
Saímos do camelô e fomos para o outro lado da feira, onde atravessamos a rua e encontramos vários mercadinhos. Haviam postes de iluminação semelhantes ao da cultura oriental, com detalhes em vermelho e dourado. Os semáforos de pedestres não possuíam os tradicionais desenhos de bonecos para indicar a permissão e não permissão para atravessar; eram Kanjis. O Mc Donald’s e o banco tinham uma temática oriental. Com o passar do tempo era possível perceber que o número de pessoas estava aumentando, porém conseguimos andar tranquilamente. Entramos em um dos mercadinhos e encontramos doces e salgado, tanto de origem oriental quanto de origem ocidental, embalagens com escritura japonesa, produtos com sabores diferentes e tamanhos maiores do que encontrados usualmente em outros mercadinhos.
Saímos do mercadinho e seguimos o caminho em direção ao SoGo Plaza Shopping que ficava há poucos metros após o mercadinho. O shopping é composto por três andares e ao entrarmos no térreo, avistamos alguns estandes vendendo produtos similares aos do camelô visitado anteriormente. Subimos as escadas para o primeiro andar e encontramos estandes com produtos como roupas, em específico de animes ou bandas de k-pop e j-rock. Subimos para o terceiro andar e também encontramos pelúcias, espadas de samurai e um estande de confecção de cosplay, onde só possuía mulheres vendendo. Os cosplays prontos ficavam dispostos ou em manequins ou em cabides em suportes na parte superior do estande. Neste andar havia uma concentração de jovens. Descemos até o térreo de elevador e saímos do shopping.
Andamos mais um pouco e sentamos em um banco da calçada. Ao nosso lado estava uma estátua humana vestida de samurai e pintado inteiramente de dourado. Várias pessoas paravam para tirar foto com ela. Após descansarmos, fomos procurar algum lugar para almoçar. Tentamos entrar na parte da feira onde possuíam mais barracas de culinária, mas devido ao horário de almoço a feira estava cheia. Encontramos um Subway do outro lado da avenida e entramos para comer às 12h18.
Saímos do restaurante às 13h15 e nos deslocamos para o Metrô. As 13h26 entramos no vagão e estava cheio. Saímos da estação Liberdade e descemos na Ana Rosa, exceto pela Luene que continuou o caminho. Pegamos o metro sentido Vila Prudente. Caio e Henrique desceram, respectivamente, na estação Santos-Imigrantes e Alto do Ipiranga, enquanto o restante do grupo continuou no vagão até a estação Tamanduateí. Durante todo o trajeto, o fluxo de pessoas estava tranquilo, sem muita movimentação. Descemos as escadas para fazermos transferência para a Linha 10-Turquesa da CPTM no sentido Rio Grande da Serra. Entramos no vagão e seguimos viagem. Ana e Rafaela desceram na próxima estação - São Caetano -, enquanto eu, Giovanna, Lucas e Letícia seguimos o caminho até a estação Prefeito Celso Daniel - Santo André. Quando chegamos, chamei um Uber que me levaria até em casa. Ao chegar em casa estava bem cansado por ter andado bastante de manhã.
No dia seguinte, notei que estava com um pouco de dor muscular nas pernas e nos pés por ter andado bastante no evento. Percebi também que estava muito mais sensível a observar o meu entorno.