o silêncio costumava ser algo presente na relação de draco com sua família, afinal, verdade seja dita, normalmente não havia muito o que dizer. o fato de que @arakneh possuía habilidade empática, contudo, costumava facilitar as coisas, pelo menos para draco, que não é do tipo sentimental ou mesmo alguém de muitas palavras. estava sentando em uma mesa na biblioteca ao lado dela, lendo um livro sobre magia, ou melhor, fingindo que lia um livro. estava com a cabeça muito cheia com um assunto que nada tinha a ver com a redoma erguida por merlin ao redor deles e, no momento, buscava por palavras para dizer o que queria à irmã. tinha plena consciência de que era a ideia mais estúpida que tivera em praticamente todos os seus vinte e dois anos de vida, todavia, era meio impossível, em sua situação, não contemplar a questão. com um movimento abrupto, o rapaz fechou o livro e o largou em cima da mesa, provocando um pequeno baque surdo. - estou pensando em ligar para nossa mãe, o que acha? - indagou de uma vez por todas, erguendo suas sobrancelhas expressivas na direção da mais nova. - para falar sobre... meili. - esta segunda parte ele disse mais baixo, como se não acreditasse em si mesmo por estar considerando apresentar alguém para malévola. honestamente, o feiticeiro nunca pensou que apresentaria um namorado ou namorada para sua mãe porque, diga-se de passagem, nunca esteve em seus planos se apaixonar. talvez aquele fosse o que as pessoas chamavam de fundo do poço. já conseguia ouvir a fada velha gargalhando e prosseguindo para chamá-lo de fracassado. draco ainda não tinha certeza sobre toda aquela história de amor e, no geral, qualquer situação que girasse ao redor disso o apavorava, por mais que não demonstrasse. sua postura permanecia impecável e a expressão impassível, o famoso “head empty, keep it cool”, mas esse tipo de coisa não podia esconder de arachne. - certo, não diga nada. eu já sei. - disse um pouco depois, fechando os olhos e massageando as têmporas, demonstrando frustração. - ideia de merda.











