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O ex-presidente Lula previu nesta quarta-feira (11) o Estado pedindo desculpas a ele pela perseguição política. Leia no Blog do Esmael.
O ex-presidente Lula previu nesta quarta-feira (11) o Estado pedindo desculpas a ele pela perseguição política. Leia no Blog do Esmael. Lula prevê o Estado Brasileiro pedindo desculpas a ele pela perseguição políticaPublicado em 11 dezembro, 2019Compartilhe agora!FacebookTwitterEmailWhatsAppCompartilhar
PUBLICIDADEO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), melancólico, previu na noite desta quarta-feira (11) o Estado Brasileiro pedindo desculpas pela perseguição atual a ele [petista].“Eu sei que ainda vai chegar o dia, nem que for daqui 50 anos…”, escreveu o ex-presidente no Twitter.“Nem que eu não esteja mais aqui, mas minha bisneta esteja, vai chegar o dia em que o Estado brasileiro vai reconhecer que praticou lawfare contra mim”, disse o ex-presidente.Para Lula, quando chegar esse dia, o Estado Brasileiro vai pedir desculpas pela perseguição política que sofre hoje.Mais cedo, em entrevista à Revista Fórum, o ex-presidente Lula afirmou que a sentença que o absolveu no processo do “quadrilhão” desmontou o power point do procurador Deltan Dallagnol. “E ele ainda não pediu desculpas”, cobrou.O petista também anotou na caderneta que Rede Globo deu apenas 51 segundos na cobertura de sua absolvição, no último dia 7 de novembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ser impossível a execução antecipada da pena sem o trânsito em julgado da ação penal.
Helena Vieira tem 25 anos é escritora, pesquisa Gênero e Sexualidade no Nùcleo de Políticas de Gênero da Unilab, tem diversos artigos publicados acerca das temáticas: gênero, política, transexualidade.
Mantem coluna sobre Gênero, Sexualidade e Política, no The Huffington Post Brasil desde 2014, textos disponíveis no link.
Mantem a coluna “ Transbordando” na Revista Forum, onde aborda Gênero, Sexualidade, Transexualidade e temas afins: Conta, no momento, com 23 textos, desde Fevereiro 2015, disponíveis no link:
Nosso racismo é um crime perfeito.
Revista Fórum – O senhor toca na questão do imaginário da democracia racial, mas as pessoas são formadas para aceitarem esse mito…
Kabengele – O racismo é uma ideologia. A ideologia só pode ser reproduzida se as próprias vítimas aceitam, a introjetam, naturalizam essa ideologia. Além das próprias vítimas, outros cidadãos também, que discriminam e acham que são superiores aos outros, que têm direito de ocupar os melhores lugares na sociedade. Se não reunir essas duas condições, o racismo não pode ser reproduzido como ideologia, mas toda educação que nós recebemos é para poder reproduzi-la.
Há negros que introduziram isso, que alienaram sua humanidade, que acham que são mesmo inferiores e o branco tem todo o direito de ocupar os postos de comando. Como também tem os brancos que introjetaram isso e acham mesmo que são superiores por natureza. Mas para você lutar contra essa ideia não bastam as leis, que são repressivas, só vão punir. Tem que educar também. A educação é um instrumento muito importante de mudança de mentalidade e o brasileiro foi educado para não assumir seus preconceitos. O Florestan Fernandes dizia que um dos problemas dos brasileiros é o “preconceito de ter preconceito de ter preconceito”. O brasileiro nunca vai aceitar que é preconceituoso. Foi educado para não aceitar isso. Como se diz, na casa de enforcado não se fala de corda.
Quando você está diante do negro, dizem que tem que dizer que é moreno, porque se disser que é negro, ele vai se sentir ofendido. O que não quer dizer que ele não deve ser chamado de negro. Ele tem nome, tem identidade, mas quando se fala dele, pode dizer que é negro, não precisa branqueá-lo, torná-lo moreno. O brasileiro foi educado para se comportar assim, para não falar de corda na casa de enforcado. Quando você pega um brasileiro em flagrante de prática racista, ele não aceita, porque não foi educado para isso. Se fosse um americano, ele vai dizer: “Não vou alugar minha casa para um negro”. No Brasil, vai dizer: “Olha, amigo, você chegou tarde, acabei de alugar”. Porque a educação que o americano recebeu é pra assumir suas práticas racistas, pra ser uma coisa explícita.
Quando a Folha de S. Paulo fez aquela pesquisa de opinião em 1995, perguntaram para muitos brasileiros se existe racismo no Brasil. Mais de 80% disseram que sim. Perguntaram para as mesmas pessoas: “você já discriminou alguém?”. A maioria disse que não. Significa que há racismo, mas sem racistas. Ele está no ar… Como você vai combater isso? Muitas vezes o brasileiro chega a dizer ao negro que reage: “você que é complexado, o problema está na sua cabeça”. Ele rejeita a culpa e coloca na própria vítima. Já ouviu falar de crime perfeito? Nosso racismo é um crime perfeito, porque a própria vítima é que é responsável pelo seu racismo, quem comentou não tem nenhum problema.
-9 de fevereiro de 2012
(grifo meu)
A entrevista toda é muito boa, mas achei essa parte eloqüente ao expressar algo que temos de muito podre em nossa cultura.
http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/02/nosso-racismo-e-um-crime-perfeito/
Entrevista para a Revista Fórum
Esta semana eu dei uma entrevista para a Jarid Arraes, colunista da Revista Fórum. A matéria da Jarid, inclui trechos dessa entrevista abaixo e a entrevista de duas outras mulheres maravilhosas. Não deixem de ler, está muito boa :)
A giza postou a parte dela na íntegra aqui.
Com permissão da Jarid aqui está a minha na íntegra:
- O Feminismo de modo geral ainda tem bastante dificuldade em conseguir abordar todas as especificidades das mulheres, como questões raciais, sexualidade, deficiência, etc. Você acha que isso também acontece com as pautas das mulheres gordas? O Feminismo aborda bem o problema da gordofobia?
R:
Acho que acontece sim, aliás acho não, tenho certeza.
Não, não aborda.
Um exemplo disso é que assim como com o racismo e transfobia são questões "polêmicas" em meios feministas, onde sempre chega alguém e fala de "racismo reverso" ou "transfobia não existe", qualquer tópico em que se discuta gordofobia sempre tem alguém que vai chegar e falar "mas e a opressão que as magras sofrem?". Amigas, faz parte da chamada gordofobia também. Por isso às vezes eu acho que falar sobre é justamente o que falta. A opressão que toda mulher sofre com o corpo está dentro da gordofobia. A gordofobia não engloba só pessoas gordas. Ela engloba quem tem transtornos alimentares, engloba a mulher que mesmo magra vive de dieta por "medo de ficar gorda". A gordofobia não funciona só em quem convive diretamente com ela. Ela afeta a todas porque faz parte do pacote "corpo padrão".
Existem muitas feministas que ainda não descontruiram discurso gordofóbico internalizado e não admitem revê-lo se você apontar de maneira educada ela vai dizer "mas eu também sofro". Sim, você sofre. Todas sofremos. Todas somos chamadas a aceitar e encaixar em um padrão. Mas opressão não é diretamente relacionado à sofrer ao padrão. Uma mulher magra também tem seus problemas de aceitação e também pode ser julgada a vida toda pelo seu corpo, porém ela não tem problemas de acessibilidade, ela não é diretamente julgada incompetente no momento que entra em um consultório médico e qualquer doença não vai ser relativa ao peso ( Paciente Gorda: "Estou com enxaqueca..." Dr. Muito Provavelmente Gordofóbico: "ah, toma essa folhinha de dieta que você já tentou mil vezes mas se você fizer, passar fome 1 ano, malhar aquilo que você não consegue ou até já malha e muito mais que isso, vai perder 10 kilos e parar de ter enxaqueca - ou melhor dizendo parar de atrapalhar minha visão!"), você não vai ouvir o tempo todo algo não solicitado sobre seu corpo - vai ouvir, eu sei que vai, mas não o tanto que uma mulher gorda ouve.
Existem outras facetas pouco ditas no meio feminista e essenciais porque se relacionam com o machismo de maneira direta. Uma mulher gorda é automaticamente vista como repulsiva, é colocada como assexuada (ou o oposto, é fetichizada), vista como carente e infeliz. Sempre. Claro que mulheres magras também passam por isso mas a mulher gorda SEMPRE vai ser vista dessa maneira e ridicularizada.
Recentemente com essa nova moda de Secret a quantidade de Secrets que eram relacionados à "gordas que se acham" ou "tenho um segredo, adoro comer uma gorda" e até um secret supostamente de uma garota feminista que dizia que achava um absurdo o "culto à obesidade" mas que ela não comenta em meios feministas por medo de repressão. Culto? À obesidade? Onde exatamente?
Não são coisas inteiramente iguais, claro, mas acho que a questão racial, capacitismo, questões de sexualidade e gênero se assemelham em muito em como são tratadas dentro e fora do feminismo, muito mesmo. Quando você fala de um, você pode relacionar a outro de diversas maneiras.
- Na sua perspectiva, é possível dizer que a gordofobia é mais acentuada contra mulheres? A gordofobia é um problema também de misoginia e machismo? Por que?
R:
Com certeza. Absoluta certa.
É só pegar de exemplo como o André Marques é retratado na mídia e como a Preta Gil é retratada. Se você colocar lado a lado todas as coisas que são ditas sobre ambos e sobre o peso deles você consegue ver claramente a diferença entre um homem gordo e uma mulher. Ambos são julgados com certeza, mas de maneiras e pesos completamente diferentes.
Um tempo atrás até fiz um texto no Borboleta é o caralho sobre a Preta Gil - http://borboletaocaralho.tumblr.com/post/82438411503/preta-gil-piadas-gordofobia-e-a-culpa-imposta
Um homem gordo casado com uma mulher magra é absolutamente normal. Uma mulher gorda casada com um homem magro é porque ele é cego, maluco, tem dó dela, tem fetiche, etc. - dando um exemplo heterossexual porque condiz mais com esse tipo de julgamento.
O problema é sim misógino. Porque é uma forma de controle. Existem diversos textos bons que comentam sobre isso. As dietas na era moderna são uma nova forma de controle, como a sexualidade era anteriormente ( e ainda é). Você só pode comer coisa saudável se for gorda, para provar que está tentando, para provar que não é gorda porque "só come besteira", para minimamente não ser caçada. É igual a patrulha sexual: só pode se for comportado. Antes o controle era exercido na sexualidade, agora é exercido nas medidas. É sempre necessário algo que faça a mulher obediente e insegura, que a rebaixe independente se ela conseguir sucesso em tudo que ela desejar.
“Uma cultura focada na magreza feminina não revela uma obsessão com a beleza feminina. É uma obsessão sobre a obediência feminina. Fazer dietas é o sedativo político mais potente na história das mulheres; uma população passivamente insana pode ser controlada”. ‒ Naomi Wolf
- Na sua opinião, mulheres magras - mesmo as feministas - discriminam mulheres gordas de alguma forma?
R:
Acabei falando bastante disso na primeira pergunta XD
Sim, muito. Muitas amigas gordas sentem essa opressão constantemente, dentro de grupos feministas, entre amigas feministas, em grupos de nude de aceitação corporal, em qualquer ambiente. Há discriminação e o pior: apagamento. invisibilidade.
Todas nós, sem excessão, temos a capacidade de ser uma opressora. Umas com as outras em escalas diferentes. Nós temos que se encorajar a nos interrogar sempre em como nós podemos ser opressoras e como nós podemos transpôr isso e sermos aquelas que nos libertarão.
- Como foi tua relação com a gordofobia? Sofreu discriminação? Você acha que a gordofobia foi relevante na tua formação enquanto feminista, para compreender o machismo e questões como o padrão de beleza?
Foi dura e sórdida. Sofri discriminação de todos os lados. Ouvi merda dentro e fora de casa o tempo inteiro. Desisti de tudo e fiquei 2 anos na cama, esperando morrer. Chegou um estado que eu não queria nada, parei de trabalhar, ia na aula só quando necessário, só comia, dormia, desistia, lia pra esquecer.
Para me manter minimamente magra durante uma época eu tinha que realmente passar fome e fazer 3 horas de exercícios diários. Ninguém em sã consciência deveria ter que fazer isso para entrar num molde ou para se sentir confortável.
Entrei em contato com o feminismo na mesma época, comecei a buscar essa aceitação que o body positive promove. Para uma pessoa com menos traumas relacionado ao peso, acho que o body positive é mais simples. Para alguém que sempre teve problemas de peso (não só gordas, estou falando de qualquer pessoa, aquelas tem anorexia também), se aceitar não é do dia pra noite e nem sempre é realmente obtido. Quando você é bombardeada por todos os lados que dizem que você é errada, é praticamente impossível.
- Você decidiu fazer cirurgia bariátrica e perdeu peso, mas aí passou a lidar com pessoas te julgando por sua escolha. O que você pensa disso? É comum que mulheres gordas e feministas que decidem fazer bariátrica sofram esse tipo de represália?
R:
Sim, decidi por diversos milhões de fatores mas um muito grande foi a gordofobia e a depressão.
Eu escrevi isso aqui no texto da Preta Gil e basicamente resume isso um pouco:
"O sofrimento que a opressão causa é o mesmo, independente da opressão. É sempre nocivo, destruidor.
A gente tá cansado de saber que gordofobia não é um caminho de uma via só. A gordofobia obviamente afeta as pessoas gordas de forma mais direta e incisiva, diariamente e de forma massacrante. Mas pera lá, uma pessoa com distúrbio alimentar não está justamente carregada de gordofobia, dela mesma, dos outros, do espelho?
Não é a mesma gordofobia que faz um gordo se odiar e faz um magro ter pavor de engordar? Eu ter escolhido operar não foi uma escolha motivada - também - por gordofobia? E quer dizer que a culpa é minha? "
E sim, é bem comum. Bem comum mesmo. A gente fica num limbo considerado "desistente". Aquelas que cederam a pressão e não tem voz. É muito dolorido ver o oprimido fazer o papel do opressor.
E não só isso. Você deixa de se encaixar como gorda e ainda não se encaixa como magra, nunca vai encaixar. Eles te ensinam no consultório que você sempre vai ser gorda porque viveu com isso e tem as marcas disso em você (física e psicologicamente), você ouve sempre "cuidado pra não voltar a comer muito ein, senão engorda". Tem que escutar de amigas feministas (gordas ou não - que né, pior ainda, quem é você pra dizer) que escolheu o caminho mais fácil, que DEVERIA ter se aceitado. CONTINUA SENDO: ERRADA.
Dai se acredita que para esse preconceito acabar basta emagrecer.
Eu não quero contribuir para a gordofobia. Eu não me operei porque me odeio ou odeio pessoas gordas. Eu não escolhi porque era mais fácil. Foi uma escolha pessoal e legítima.
- Por que uma mulher gorda feminista faria a cirurgia bariátrica, mesmo tendo consciência da gordofobia que existe em sociedade?
R:
Porque existe o pessoal e o político. Politicamente eu aceito, aplaudo, comemoro muito e quero demais que todas as minas do planeta se aceitem, como elas são, mudando, o que elas quiserem. E por eu apoiar que elas mudem se isso forem fazer elas felizes, eu quis mudar. Eu pensei profundamente e seriamente sobre como eu me sentia e como eu me encaixava em mim mesma e no mundo e só consegui uma realização pessoal melhor depois de perder peso. Eu tinha a chamada "Fantasia de Ser Magra" e precisava disso. Talvez pode ter sido ceder a pressão pra algumas pessoas, pra mim eu considero como um "me fazer bem". Eu ouvi desde muito pequena que eu tava errada e olhando minha família vejo que eu teria muitos problemas de saúde se continuasse como eu estava. Não necessariamente toda pessoa gorda tem problemas de saúde, mas no meu caso e caso familiar eu teria e muitos e pesando os prós, os contras, minhas motivações, minha aceitação, eu decidi fazer. E não me arrependo.
Eu comecei a ter uma consciência muito forte sobre aceitação corporal e gordofobia uns 6 meses antes de operar. Mas pra mim foi muito tarde. Eu vi que poderia me amar e me aceitar gorda, que era plenamente possível e ok, existiam meninas maravilhosas e gordas se amando e servindo de exemplo, desejei me sentir assim. Tentei com força. Não consegui. A gordofobia de uma vida inteira tinha me deixado marcas demais: depressão, auto estima inexistente, sensação de fracasso, culpa, medo. A gordofobia tinha me transformado nos anos em gordofóbica e o pior: comigo mesma, eu aceitava o corpo alheio mas não o meu.
- Você acha que é possível sofrer gordofobia mesmo depois de ter feito a cirurgia bariátrica?
R:
Plenamente. Como eu disse lá pra cima toda mulher sofre, em graus completamente diferentes. E como quem faz bariátrica geralmente se torna ex-gorda, os tipos de gordofobia e comentários que ouvimos não são os direcionados à mulheres gordas mas também não à mulheres magras. São comentários novos e tão gordofóbicos quanto:
- "cuidado pra não VOLTAR A COMER MUITO" como se eu fosse gorda porque comesse muito automaticamente,
- "você pode comer tudo isso?" eu posso comer o quanto eu quiser, inclusive você.
- "tá fazendo academia né? senão despenca a pele, o peito, cai tudo..." se cair tudo não tô te obrigando a olhar
- " emagreceu quanto?" realmente te interessa?
- " tá sobrando pele?" essa é campeã, ouço todas as semanas.
- "mas você tá emagrecendo? não tá dando pra notar" wait for it...
- "mas você está muito magra agora... não gosto" bem, que bom que não é pra você
- "você não precisava de cirurgia, era uma gorda mas não tão gorda" então você é médico?
- "tá linda, continua firme, viu?" eu era e continuo linda e se eu não fosse também não tem problema algum.
- "conheço uma pessoa que fez e morreu... vale a pena?" bem quando eu não tinha feito e era gorda era o mesmo tipo de pessoa que me falava pra ficar sem comer
- "conheço uma pessoa que fez e x anos depois engordou tudo de novo, não adianta nada isso ai viu? se cuida, fecha a boca" fecha a sua primeiro, ok?
-"fazer cirurgia é fácil né? quero ver malhar, fechar a boca" realmente é muito fácil ser julgada por todas depois de passar um mês tomando sopinha de ralo, e uns 3 meses vomitando quase tudo que você come. É realmente o caminho mais fácil. Foi bem fácil o processo, bem fácil a disforia e tá sendo bem fácil um ano e meio depois ainda ouvir isso.
Etc, etc.
Julgamentos nunca acabam, só são diferentes para diferentes situações e mulheres. Como quem opera não é mais gorda (geralmente) a pessoa fica num limbo de se sentir gorda e não o ser, porém ainda ser vista como gorda, como problemática, como fraca.