O Carlos do Carmo não era apenas um fadista, para mim era o fado. Como a grande maioria da minha geração e seguintes, o fado não era a minha música, mas com o passar dos anos fui aprendendo a gostar, e o Carlos do Carmo é aquele nome incontornável. Graças a ele Lisboa será sempre menina e moça. Os miúdos serão sempre os putos. E cantou uma música que se tornou especial para mim. Um fabuloso jogo de palavras que ele conseguiu encaixar de maneira perfeita num ritmo impressionante. "Era a tarde mais longa de todas as tardes Que me acontecia Eu esperava por ti, tu não vinhas Tardavas e eu entardecia Era tarde, tão tarde, que a boca Tardando-lhe o beijo, mordia Quando à boca da noite surgiste Na tarde tal rosa tardia Quando nós nos olhamos tardamos no beijo Que a boca pedia E na tarde ficamos unidos ardendo na luz Que morria Em nós dois nessa tarde em que tanto Tardaste o sol amanhecia Era tarde demais para haver outra noite Para haver outro dia (...)" #carlosdocarmo #ripcarlosdocarmo #depcarlosdocarmo https://www.instagram.com/p/CJf9qcdHYFF/?igshid=12yn9ovw0dxzh








