Na ArtRio não pude deixar passar este livro que me deixou tão contente em ver o feminismo insistir no debate nos espaços da arte. Quando completava meu mestrado, um professor chamou minha dissertação de ultrapassada pelo fato de abordar antigas questões do feminismo. Hoje, 3 anos depois, vivemos uma nova onda feminista: dizem que é a quarta. Toda garota de quinze anos sonha em ser feminista. Pela primeira vez na história, para o outro, ser feminista pode ser algo bonito e respeitável. A diferença BB, é que nesta quarta onda até a Beyoncé é feminista. Precisou o feminismo entrar na moda pra aquele cara (o professor) entender que a questão do aborto não é tema ultrapassado; mulheres na política não é tema ultrapassado; a situação da mulher negra no mundo não é tema ultrapassado; mulher, maternidade e trabalho não é tema ultrapassado. Não é ultrapassado porque eu vivo o melhor da sociedade contemporânea e ainda sim tenho que lutar todos os dias para não me deixar escravizar, e sim, ainda me encontro algemada. Então se eu vivo, é objeto da minha arte sim.













