O cochilo delicioso de Finn foi interrompido pelo cheiro estranho que adentrava em suas narinas. Os olhos sonolentos foram abertos e não demorou muito para reagir, o aroma ativo foi facilmente reconhecido pois essa não era a primeira vez que acontecia. O pulo do sofá foi rápido, os pés ágeis lhe levaram para a cozinha pois aquele cheiro? Macarrão queimado. Ao chegar no cômodo, porém, viu que não seria simples. As íris verdes contemplaram a chama que subia e tinha se espalhado por alguns panos de prato que deixou em cima do balcão. Como aconteceu, Finn não saberia dizer, mas tendo experiência no assunto, correu de volta para a sala e discou o número dos bombeiros locais. O desespero em sua voz poupou que muitas perguntas fossem feitas, só precisou dizer o endereço, alertar que não tinha ainda um sistema contra incêndios e já voltava para a cozinha para tentar diminuir os danos como foram ditas as instruções. Não sabia quanto tempo ficou ali tentando não deixar o fogo se alastrar, mas a fumaça já começava a lhe deixar com tosse quando desistiu, saindo para a parte da frente da casa. Foi somente quando conseguiu recuperar um pouco o fôlego que notou algo engraçado. O vento lhe deixava com mais frio do que deveria. Oh, bem. Notou que trajava a camisola que usava para relaxar, o tecido rosa transparente — e curto — em nada lhe cobria; por sorte, tinha o shortinho de seda para acompanhar, pelo menos isso. Não dava para entrar pois a fumaça já saía pelas janelas e portas, graças aos deuses seu gato não encontrava-se em casa. O barulho do carro de bombeiros foi um alívio de se ouvir, Finn se apressou para abrir o portão, os olhos tempestuosos pousando no primeiro bombeiro que apareceu em sua frente. — Anjo! O fogo vai acabar minha casa todinha! Eu acabei de me mudar, meu Deus, minha amiga vai me matar!'












